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Doutrina da salvação

A LEI E A CAPACIDADE HUMANA – CALVINO

A LEI E A CAPACIDADE HUMANA – CALVINO

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Revisão e versos acrescentados (RA) por: Helio Clemente

Estender as capacidades humanas à medida dos preceitos da lei divina, na verdade começou isto a ser comum já de longa data, e tem alguma consistência, mas afinal provém da mais crassa ignorância da lei. Ora, aqueles que consideram ser grande crime dizer ser impossível a observância da lei, insistem no argumento aparentemente poderosíssimo de que, de outra sorte, a lei foi dada em vão.

Pois arrazoam exatamente como se Paulo em parte alguma houvesse falado acerca da lei. Pergunto, pois, que lhes significam estas passagens: “A lei foi outorgada por causa das transgressões” [Gl 3.19]; “O conhecimento do pecado é mediante a lei” [Rm 3.20]; “A lei engendra o pecado” [Rm 7.7, 8]; “Sobreveio a lei para que abundasse a ofensa” [Rm 5.20]?

A lei deveria limitar-se às nossas forças, para que não fosse dada em vão? Pelo contrário, antes a lei foi posta muito acima de nós, para que nos convencesse de nossa incapacidade. Na verdade, à luz da própria definição do mesmo Paulo, o propósito e cumprimento da lei é o amor.

1 Timóteo 1,5: “Ora, o intuito da presente admoestação visa ao amor que procede de coração puro, e de consciência boa, e de fé sem hipocrisia”.

Com efeito, quando ora para que dele plenifique o coração dos tessalonicenses [1Ts 3.12], confessa sobejamente que a lei nos soa aos ouvidos sem proveito, a menos que Deus nos instile no coração toda sua soma.

1 Tessalonicenses 3,12: “E o Senhor vos faça crescer e aumentar no amor uns para com os outros e para com todos, como também nós para convosco”.

Se apenas o preceito nos fosse proposto, sem nenhuma promessa, teríamos que provar nossas forças, se porventura seriam suficientes para responder ao preceito. Quando, porém, ao mesmo tempo, se lhes associam promessas, as quais proclamam que não só necessitamos do auxílio da graça divina, mas ainda de todo poder, as mesmas comprovam mais que suficientemente que somos de todo inaptos, para não dizer incapazes, para observar a lei.

Por isso, que não mais se insista nesta adequação de nossas forças aos preceitos da lei, como se à tacanha medida de nossa fraqueza tivesse o Senhor acomodado a regra de justiça que na lei haveria de dar. Antes, consideremos, à luz das promessas, até que ponto chega nossa incapacidade, pois em tudo temos demasiada necessidade da graça de Deus.

Agostinho: “Deus ordena o que não podemos, para que saibamos o que devamos dele suplicar”.

Agostinho: “Deus dá o que ordena e então ordena o que quer”.

Agostinho: “Mas, o que Deus promete, não o fazemos nós mesmos pelo arbítrio ou pela natureza; ao contrário, ele próprio o faz pela graça”.

Que distingamos bem entre a lei e as promessas, ou entre os mandamentos e a graça. Desapareçam agora os que à luz dos preceitos concluem que o homem tem capacidade para obedecer-lhes, de sorte que assim aniquilam a graça de Deus, mercê da qual os próprios preceitos se cumprem.

Sobre o autor

Hélio Clemente

Meu nome é Helio Clemente: Tenho 72 anos, sou engenheiro, brasileiro, divorciado, graduado pela USP em 1967. Não defendo ou divulgo nenhuma denominação em particular, cristianismo é somente o evangelho, e o evangelho é toda a Escritura, desde o Gênesis até o Apocalipse.

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