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Escatologia

A NATUREZA DO CORPO RESSURRETO – C. HODGE

A NATUREZA DO CORPO RESSURRETO – CHARLES HODGE

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Tradução livre e versos acrescentados (RA) por: Helio Clemente

 

A natureza do corpo ressurreto

É evidente que esta é uma questão sobre a qual nada podemos saber à parte da revelação divina. Existem duas declarações negativas na bíblia a este respeito, que tem grandes implicações.

A primeira é a declaração de Cristo de que na ressurreição as pessoas não se casarão nem se darão em casamento, mas serão como os anjos de Deus.

Mateus 22,30: “Porque, na ressurreição, nem casam, nem se dão em casamento; são, porém, como os anjos no céu”.

A segunda declaração provém de Paulo na Primeira Carta aos Coríntios, onde ele diz que a carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus.

1 Coríntios 15,50: “Isto afirmo, irmãos, que a carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus, nem a corrupção herdar a incorrupção”.

Parece haver três coisas claramente implicadas ou declaradas nestas passagens:

1 – Que o corpo dos homens tem que ser adequados de maneira especial para o estado de existência no qual terão que viver e atuar após a ressurreição.

2 – Que os nossos corpos presentes, isto é, nossos corpos tal como estão agora organizados, não estão adaptados ao nosso futuro estado de ser.

3 – Que tudo, na organização ou constituição de nossos corpos designados para suprir nossas atuais necessidades cessará com a vida no momento da morte física. Nada disto pertencerá ao corpo da ressurreição. Se o sangue deixa de ser nossa vida, não teremos necessidade de órgãos de respiração e nutrição.

Ainda que ignoremos as condições de existência que nos esperam após a ressurreição, é vão especular sobre a constituição de nossos corpos futuros, é suficiente saber que o povo glorificado de Deus não estará carregado com órgãos inúteis nem estorvado pelas limitações agora impostas pelo nosso atual estado de existência.

Todavia, podem-se deduzir os seguintes particulares com maior ou menor confiança, tendo como base o que a bíblia nos revelou acerca desta questão:

1 – Que nossos corpos, após a ressurreição, reterão sua forma humana (não como entendemos hoje, mas uma forma pela qual seremos reconhecidos como os indivíduos, ou pessoas, que somos hoje). Deus deu a todas as criaturas na terra, corpos adaptados a sua natureza e necessários para alcançar o propósito para o qual foram criados. Qualquer mudança essencial na natureza do corpo traz uma mudança correspondente em sua constituição interna. Uma abelha com forma de cavalo deixaria de ser abelha; um homem com forma distinta da humana deixaria de ser um homem. Seu corpo é um elemento essencial na sua constituição. Todas as indicações que se dão na Escritura acerca desta questão levam a manter esta conclusão.

Cada vez que Jesus apareceu a seus discípulos, não somente antes, mas também depois de sua ascensão, como a Estevão, Paulo ou João foi visualizado em forma humana (em semelhança de homem).

2 – É provável que o corpo futuro retenha não somente a forma humana como também terá uma semelhança glorificada com o que era aqui na terra.

Sabemos que cada homem tem seu caráter individual, peculiaridades mentais e emocionais que o distingue de qualquer outro homem. Sabemos, também, que o corpo revela mais ou menos claramente o seu caráter, pela expressão e porte. Esta revelação do interior pelo exterior será provavelmente mais exata e informativa no céu do que jamais pode ser aqui na terra. Como poderíamos conhecer Pedro e João no céu se não houver algo em sua aparência e porte que se correspondam com a imagem deles impressa em seus escritos e nas mentes de seus leitores?

3 – Isto leva às observações adicionais de que não somente reconheceremos a nossos amigos no céu, mas também conheceremos, sem que nos sejam apresentados, os profetas, apóstolos e mártires dos quais temos lido e ouvido enquanto estávamos na terra. Quando Moisés e Elias apareceram no monte, foram imediatamente reconhecidos pelos apóstolos, que não os conheciam pessoalmente, mas não havia dúvida alguma de sua identidade.

Mateus 17,3: “E eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com ele”.

Está dito também, que nos sentaremos com Abraão, Isaque e Jacó no reino dos céus, isto implica que eles serão reconhecidos, assim sendo, os outros também serão.

A bíblia afirma que o homem reterá suas faculdades na vida futura, uma destas faculdades mais importantes é a memória, se a memória é perdida a identidade se vai e haveria um vazio em nossa existência. Se o passado deixa de existir, dificilmente se manterá a identidade desta pessoa.

Neste caso, cessariam todos os cânticos no céu, não haveria ação de graças pela redenção, não haveria reconhecimento das graças de Deus neste mundo. A memória não somente continuará como será grandemente exaltada com todas nossas faculdade, de maneira que os registros do passado poderão ser tão legíveis para nós como os acontecimentos presentes.

Os corpos futuros serão incorruptíveis e imortais, Paulo também o identifica como espiritual, mas não sabemos sua forma ou constituição e não nos cabe especular a este respeito uma vez que não foi revelado.

Deuteronômio 29,29: “As coisas encobertas pertencem ao SENHOR, nosso Deus, porém as reveladas nos pertencem, a nós e a nossos filhos, para sempre, para que cumpramos todas as palavras desta lei”.

Sobre o autor

Hélio Clemente

Meu nome é Helio Clemente: Tenho 72 anos, sou engenheiro, brasileiro, divorciado, graduado pela USP em 1967. Não defendo ou divulgo nenhuma denominação em particular, cristianismo é somente o evangelho, e o evangelho é toda a Escritura, desde o Gênesis até o Apocalipse.

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