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Antropologia

A PROVIDÊNCIA E A RESPONSABILIDADE DO HOMEM

A providência e a responsabilidade do homem

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Por: Helio Clemente

 

Como disse Agostinho: A vontade de Deus é a razão de todas as coisas. A providência é a manifestação desta vontade soberana que ordena e determina todos os acontecimentos. Todavia e apesar disto, a responsabilidade do homem permanece, pois a lei moral de Deus é eterna e o homem estará sempre sujeito a esta lei moral em todas as épocas da humanidade.

Esta responsabilidade não pressupõe a liberdade do homem, pois o homem é escravo de sua natureza depravada e corrompida pela queda: A responsabilidade é um fato, a liberdade é um mito. A responsabilidade pressupõe somente a existência da lei e de um Juiz supremo com poderes e capacidade para o julgamento.

Mesmo nos cuidados com a vida o homem terá que ser zeloso e fazer tudo o que estiver ao seu alcance para preservar sua vida e de outras pessoas.

Calvino:

Agora, pois, salta à vista qual é nosso dever, isto é, se o Senhor nos confiou a proteção de nossa vida, então que a cerquemos de cuidados; se oferece recursos, então que os usemos; se nos previne dos perigos, então não nos lancemos temerariamente a eles; se fornece remédios, não os negligenciemos. Com efeito, dirão que nenhum perigo nos fará mal, se não lhe é ordenado que nos prejudique, pois isso de maneira nenhuma se pode evitar, mas, ao contrário, que sucederá se os riscos não são fatais, que o Senhor já destinou remédios para repeli-los e superá-los?

Esses desvairados não consideram o que lhes está debaixo dos olhos, que as artes de se aconselhar e se acautelar foram inspiradas pelo Senhor aos homens, as quais se tornam subservientes à providência na conservação da própria vida, da mesma forma que, em sentido contrário, por negligência e inércia, atraem sobre si os males que lhes impôs. Pois, donde acontece que o homem providente, enquanto cuida bem de si, se desvencilha até de males iminentes, o insipiente pereça levado por temeridade, senão que tanto a insipiência quanto a prudência são instrumentos da divina administração para um e outro desses dois aspectos?

Mais um fato relacionado à responsabilidade do homem é reconhecer em primeiro lugar todas as coisas como sendo originadas na vontade soberana de Deus.

Todavia, como Deus se utiliza de outras pessoas para conceder seus favores e bênçãos sobre o homem, este deve honrar e agradecer com humildade a estas pessoas escolhidas por Deus, lembrando sempre que a origem destes bens está na vontade divina, mas sem desprezar aqueles a quem Deus escolheu para ministrá-los.

Mais ainda, apesar de reconhecer em Deus a fonte e origem de todas as coisas o homem deve zelar com entendimento pelo seu trabalho, pela sua vida e pela sua família, usando diligentemente todos os recursos que estão colocados ao seu alcance: Sua inteligência, sua cultura, seu vigor, seus conhecimentos e amizades não relegando nenhum fator que conduza à realização perfeita de suas empreitadas, sejam elas quais forem.

Mesmo sabendo que todas as coisas serão realizadas conforme a determinação divina cabe ao homem todos os esforços e recursos disponíveis para sua realização a bom termo, cabendo a ele esta responsabilidade.

2 Samuel 10,12: “Sê forte, pois; pelejemos varonilmente pelo nosso povo e pelas cidades de nosso Deus; e faça o SENHOR o que bem lhe parecer. Então, avançou Joabe com o povo que estava com ele, e travaram peleja contra os siros; e estes fugiram de diante deles”.

Desta forma, conhecendo estas coisas, o homem não deve se ensoberbecer quando realiza os seus feitos de forma a confiar nos recursos materiais e nem tampouco deve se desesperar quando não consegue realizar aquilo que pretendeu, pois tudo provém de Deus e não sabemos sequer o que irão significar em nossas vidas o sucesso ou o fracasso. Deus ergue o pobre do monturo e rebaixa os ricos à miséria conforme sua vontade.

1 Samuel 2,8: “Levanta o pobre do pó e, desde o monturo, exalta o necessitado, para o fazer assentar entre os príncipes, para o fazer herdar o trono de glória; porque do SENHOR são as colunas da terra, e assentou sobre elas o mundo”.

Calvino:

“E uma vez que está incerto quanto a que resultado tenham os afazeres que empreende, exceto que em todas as coisas sabe que o Senhor haverá de velar por seu bem, aspirará com diligência, quanto pode alcançar pela inteligência e pelo entendimento, àquilo que considere ser para sua conveniência. Nem contudo, ao tomar deliberações, se deixará levar pelo próprio senso; antes, se confiará e se submeterá à sabedoria de Deus, para que seja por sua orientação dirigido ao alvo certo. Além disso, tampouco temos de pôr nossa confiança no auxílio e nos meios terrenos, de tal maneira que quando os possuímos nos sintamos plenamente tranquilos, e quando nos faltam desfaleçamos, como se já não tivéssemos remédio algum.

Sobre o autor

Hélio Clemente

Meu nome é Helio Clemente: Tenho 72 anos, sou engenheiro, brasileiro, divorciado, graduado pela USP em 1967. Não defendo ou divulgo nenhuma denominação em particular, cristianismo é somente o evangelho, e o evangelho é toda a Escritura, desde o Gênesis até o Apocalipse.

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