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Apocalipse

A RELIGIÃO CRISTÃ EM SUA EXPRESSÃO DOUTRINÁRIA – Edgar Young Mullins

Prefácio
Várias razões levaram o escritor a preparar esta obra sobre teologia. Ele foi professor da matéria durante os últimos dezoito anos1. Seu próprio método e ponto de vista em lidar com a verdade têm, como conseqüência natural, assumido uma forma definitiva.
A teologia é como qualquer outra ciência: se está viva, progride.
Isto não significa que vá além de Cristo e do Novo Testamento.
Pelo contrário, significa que estes são a causa desse constante crescimento. O objeto da religião não cresce, mas o assunto nunca atinge o estágio final nesta vida. A verdade não muda, mas apreendemos a verdade com crescente clareza.
Em meados do século 19, após a era de Lutero, a teologia se ocupava sobretudo das questões que resultavam da Reforma.
O método da teologia originava-se de uma era passada. As teologias eram abrangentes, tratados mais ou menos filosóficos e abstratos. Havia um desejo louvável de sistematizar as verdades do cristianismo. Mas, com demasiada freqüência, o método e o propósito bíblicos eram sacrificados em prol do interesse de determinada “escola” teológica ou de um princípio filosófico. Por exemplo, o arminianismo passava por cima de certas verdades essenciais acerca de Deus ao defender com veemência a liberdade humana. Em contrapartida, o calvinismo exagerou algumas de suas conclusões no desejo sincero de salvaguardar a verdade da soberania de Deus. Estamos aprendendo a romper com essas duas posições e a nos apegar fielmente às escrituras, ao mesmo tempo em que retemos a verdade de cada um desses sistemas teológicos.
Durante o século 19 o pensamento humano do mundo inteiro passou por uma extraordinária revolução. Nas ciências físicas surgiram métodos e ideais novos. Na esfera social e econômica uma nova sociologia e economia política tomavam forma. Na psicologia, um novo método de estudo criou uma literatura inteiramente nova.
Na filosofia todas as questões eram reafirmadas sob novas formas, e novas escolas de pensamento surgiram. Era inevitável que essas mudanças no pensamento humano introduzissem novas questões e crises na teologia. Muitos olhavam essas mudanças com medo e tremor, temendo a destruição dos fundamentos. Schleiermacher, no começo desse século, já havia antecipado a necessidade de mudanças no método de lidar com a verdade religiosa. O notável sistema de Ritschl foi um resultado lógico do impacto das novas formas de olhar as coisas diante dos caminhos antigos da teologia.
Como sistema, tinha falhas fatais, e está agora perdendo força. Mas é um marco notável, indicando uma crise particular na história da teologia.
Estamos vendo, por fim, todas as coisas sob nova perspectiva.
Várias coisas são completamente claras. Uma delas é que nenhum dos fatos essenciais da vida espiritual do homem foi destruído por qualquer desenvolvimento em tempos recentes. Os métodos mudaram. Novas questões surgiram. Velhas questões assumiram novas formas. Novas afirmativas da verdade são necessárias. Mas Cristo permanece o mesmo “ontem, e hoje, e eternamente”. O evangelho permanece. Os melhores métodos históricos e críticos do estudo da Bíblia nos deram uma visão mais clara de Cristo e da sua doutrina. Apreciamos melhor agora do que antes a grande sabedoria e o grande amor de Deus ao revelar-se a si mesmo de forma gradual à humanidade. Isto se torna claro para nós nas escrituras do Antigo e do Novo Testamento. Temos melhores métodos de empregar as escrituras com o objetivo de provar as doutrinas. Aprendemos a reconhecer que a religião é uma forma de conhecimento; que o universo espiritual é a maior de todas as realidades; que Cristo é hoje o Criador espiritual em uma civilização em avanço. Juntamente com isso, temos aprendido que nossa religião é capaz de uma exposição clara e científica, e que provas novas e contundentes de sua verdade e finalidade são possíveis. O evangelho de Cristo, não em uma forma atenuada tão reduzida de difícil reconhecimento, mas com todos os seus elementos vitais intactos, está hoje no mundo moderno, e nada tem a temer de qualquer forma de estudo sensato. O autor acredita que esses fatos podem ser apresentados de forma inequívoca nas páginas seguintes.
Com a finalidade de clareza e legibilidade, optou-se pelo uso da linguagem não-técnica e a mais simples possível. Algumas partes da teologia são inerentemente difíceis. Na maior parte, porém, o autor acredita que o leitor não achará o livro difícil de entender.
Primeiramente, o livro foi escrito para ser usado por estudantes de teologia. Mas o leitor em geral também foi levado em consideração. Foi tomado cuidado para se evitar divisões e subdivisões em demasia. Excesso de subdivisões não torna o texto interessante nem desperta o interesse do leitor. O índice analítico de conteúdo ajudará aqueles que desejarem um sumário de uma seção particular da discussão.
É impossível para o autor indicar, mesmo no sentido geral, sua dívida a outros escritores. Inumeráveis livros sobre todas as fases do assunto foram lidos e consultados. Teologias bíblicas, teologias sistemáticas, teologias da experiência cristã, psicologias, filosofias da religião e livros sobre religiões comparadas e outros assuntos foram examinados. Ocasionalmente foram mencionados em notas de rodapé. Mas foi impossível fazê-lo em todos os casos.
O autor deseja expressar seu agradecimento ao rev. W. T. Conner (seu ex-discípulo, doutor em teologia e professor dessa matéria no Seminário Teológico Batista do Sudoeste, em Fort Worth, Texas), pelas valiosas sugestões baseadas em leituras cuidadosas do manuscrito.
E.Y.M.

Sobre o autor

Hélio Clemente

Meu nome é Helio Clemente: Tenho 72 anos, sou engenheiro, brasileiro, divorciado, graduado pela USP em 1967. Não defendo ou divulgo nenhuma denominação em particular, cristianismo é somente o evangelho, e o evangelho é toda a Escritura, desde o Gênesis até o Apocalipse.

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