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Somos um site cristão, em conformidade com os padrões reformados, não concordamos obrigatoriamente com as opiniões emitidas nos livros postados, todavia, sabemos que um cristianismo saudável somente pode ser exercido através do conhecimento. Desta forma, sigamos o conselho do apóstolo: “Julgai todas as coisas, retende o que é bom”. Louvado seja Deus!

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Antropologia

A RESSURREIÇÃO DO CORPO

Negar a ressurreição do corpo em sua integridade pessoal e individual é negar os ensinamentos de Jesus. Não é possível afirmar que o corpo ressurgirá constando de toda sua substância material íntegra no momento da morte, pois o novo corpo será adaptado a uma vida espiritual no seu destino final. Mas, sem dúvida, o mesmo corpo, transformado, e a mesma alma se juntarão no dia do Juízo para dar conta do que realizou aquela pessoa única em seu corpo e alma durante sua vida.

Vejam, com atenção, o verso abaixo: O que irá perecer no inferno é tanto a alma quanto o corpo.

Mateus 10,28: “Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo”.

É possível ver outro exemplo na ressurreição de Lázaro, ele foi ressuscitado quatro dias depois de morto, o corpo já estava deteriorado e foi completa e imediatamente restaurado pelo poder de Cristo.

João 11,43-44: “E, tendo dito isto, clamou em alta voz: Lázaro, vem para fora! Saiu aquele que estivera morto, tendo os pés e as mãos ligados com ataduras e o rosto envolto num lenço. Então, lhes ordenou Jesus: Desatai-o e deixai-o ir”.

Pode-se ver no verso abaixo que não serão criados novos corpos para as almas no dia do Juízo, os corpos serão os mesmos que foram unidos a elas durante a vida terrena. Deus suscita estes corpos dos túmulos onde jaziam para se unirem às suas almas, tanto para condenação como para glória entre os filhos de Deus.

João 5,28-29: “Não vos maravilheis disto, porque vem a hora em que todos os que se acham nos túmulos ouvirão a sua voz e sairão: os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida; e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo”.

Calvino – Institutas, Livro III: “Ademais, se haveremos de ser dotados de corpos novos, onde está a conformidade da Cabeça com seus membros? Porventura Cristo ressuscitou plasmando um corpo novo para si? Pelo contrário, como havia predito: “Destruí este templo e em três dias o reerguerei” [João 2,19]. O corpo mortal que antes possuía, o recebeu de novo, pois de mui pouco nos serviria, se em seu lugar fosse posto outro novo, e aquele que foi oferecido em sacrifício expiatório por nós teria sido destruído. Deve-se manter também esta associação que o Apóstolo proclama: nós ressurgirmos, porque Cristo ressurgiu, porquanto nada menos provável é que nossa carne seja privada da ressurreição de Cristo, na qual levamos em derredor a mortificação do próprio Cristo”.

2 Coríntios 4,10-11: “Levando sempre no corpo o morrer de Jesus, para que também a sua vida se manifeste em nosso corpo. Porque nós, que vivemos, somos sempre entregues à morte por causa de Jesus, para que também a vida de Jesus se manifeste em nossa carne mortal”.

A Escritura apresenta dois exemplos muito claros da ressurreição do próprio corpo transformado, o primeiro deles foi Enoque. Ele foi levado por Deus em vida, no seu próprio corpo e alma.

Gênesis 5,24: “Andou Enoque com Deus e já não era, porque Deus o tomou para si”.

Calvino, comentando a ressurreição de muitos mortos no dia em que Jesus morreu, diz o seguinte:

Calvino, Institutas – Livro III: “Ora, tampouco se pode negar que isto foi um prelúdio, ou, melhor, o penhor da ressurreição final que esperamos, a qual outrora já subsistia em Enoque e Elias, a quem Tertuliano chama de candidatos da ressurreição; porque, subtraídos à corrupção no corpo e na alma, foram recebidos à guarda de Deus”.

O que diz Calvino? Que Enoque e Elias foram subtraídos da corrupção do corpo e da alma. É tão difícil acreditar que Deus tenha este poder? Jesus, contestando os fariseus diz que Deus é Deus de vivos e não de mortos: Ele é o Deus de Abraão, Isaque e Jacó, mortos fisicamente, mas vivos junto a Deus.

O exemplo de Elias é muito claro com relação à transformação do corpo, ele foi elevado aos céus visivelmente em seu próprio corpo.

2 Reis 2,11: “Indo eles andando e falando, eis que um carro de fogo, com cavalos de fogo, os separou um do outro; e Elias subiu ao céu num redemoinho”.

O Credo Apostólico

“Creio… na ressurreição do corpo” – Assim afirma o credo dos apóstolos, mais direto e objetivo é impossível. Assim os cristãos têm unanimemente confessado sua fé através dos séculos. A ressurreição corpo é o alicerce da esperança do crente diante da morte. Pela sua ressurreição Jesus abriu a porta do Reino de Deus que estava fechada desde a morte do primeiro homem.

Salmo 24,7: “Levantai, ó portas, as vossas cabeças; levantai-vos, ó portais eternos, para que entre o Rei da Glória”.

Para finalizar este capítulo, vejamos o que o apóstolo Paulo diz a este respeito no livro de Romanos. Ele compara a ressurreição de Jesus com o corpo dos cristãos que serão vivificados pelo Espírito de Deus que habita nos crentes. Não resta a menor dúvida que o corpo a ser ressuscitado é o corpo atual do crente, pois este é o templo do Espírito, no qual ele habita: O corpo do cristão.

Romanos 8,11: “Se habita em vós o Espírito daquele que ressuscitou a Jesus dentre os mortos, esse mesmo que ressuscitou a Cristo Jesus dentre os mortos vivificará também o vosso corpo mortal, por meio do seu Espírito, que em vós habita”.

Sobre o autor

Hélio Clemente

Meu nome é Helio Clemente: Tenho 66 anos, sou engenheiro, brasileiro, divorciado, graduado pela USP em 1967. Não defendo ou divulgo nenhuma denominação em particular, cristianismo é somente o evangelho, e o evangelho é toda a Escritura, desde o Gênesis até o Apocalipse.

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