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A SOBERANIA DE DEUS
Devemos nos gloriar em Deus, isto significa adorar a Deus pelo que Ele é e não pelo que pode nos dar.
Soberania

A SOBERANIA DE DEUS

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A SOBERANIA DE DEUS

IPC MARÇO DE 2008.

Romanos 8,28-30: “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou”.

Só existe um Deus, este Deus é onipotente, onisciente e onipresente, Ele é soberano sobre toda a criação, se alguém imagina um deus ligeiramente diferente, não está se referindo ao Deus da Escritura. A possibilidade do conhecimento de Deus começa no reconhecimento desta soberania – Os Decretos Eternos – e da consequente determinação de todas as coisas no universo; sem este reconhecimento permanece uma idéia falha de Deus e o homem se torna vítima de heresias com falsa aparência de piedade. Deus demanda de seus filhos o conhecimento da Palavra, e a somente a eles concede o entendimento para que recebam o evangelho de Cristo como a verdade definitiva para sua salvação.

Oséias 6,6: “Pois misericórdia quero, e não sacrifício, e o conhecimento de Deus, mais do que holocaustos”.

João 17,3: “E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste”.

Quanto aos seus ministros, Ele ordena a pregação de todo seu conselho, quer seja agradável ou não aos homens.

Ezequiel 2,7: “Mas tu lhes dirás as minhas palavras, quer ouçam quer deixem de ouvir, pois são rebeldes”.

O apóstolo Paulo, no fim de sua vida está tranquilo, pois jamais deixou de declarar enfaticamente todo o conselho de Deus, a salvação unicamente pela graça.

Atos 20,26-27: “Portanto, eu vos protesto, no dia de hoje, que estou limpo do sangue de todos; porque jamais deixei de vos anunciar todo o desígnio de Deus”.

Devemos nos gloriar em Deus, isto significa adorar a Deus pelo que Ele é e não pelo que pode nos dar. Uma das grandes falhas na pregação moderna é a falta de ênfase na majestade e grandeza de Deus, as mensagens da igreja têm valorizado somente as coisas que provêm de Deus e as atitudes dos homens, esquecendo convenientemente da soberania e da glória de Deus.

Atos 17,28-29: “Pois nele vivemos, e nos movemos, e existimos, como alguns dos vossos poetas têm dito: Porque dele também somos geração. Sendo, pois, geração de Deus, não devemos pensar que a divindade é semelhante ao ouro, à prata ou à pedra, trabalhados pela arte e imaginação do homem”.

O profeta Jonas tentou fugir do desígnio de Deus porque os judeus odiavam os ninivitas; após muitas peripécias e dissabores ele enfim reconhece que: “Ao Senhor pertence a salvação”. Não há criatura que possa frustrar o soberano domínio de Deus. No livro do profeta Daniel, Nabucodonosor, após sofrer humilhação durante sete anos, confessa:

Daniel 4,35: “Todos os moradores da terra são por ele reputados em nada; e, segundo a sua vontade, ele opera com o exército do céu e os moradores da terra; não há quem lhe possa deter a mão, nem lhe dizer: Que fazes?”

A soberania de Deus é absoluta: sua autoridade é perfeita em sua providência; ela é exercida a partir da sabedoria infinita de Deus, e é suprema na extensão de seu poder, glória e domínio.

Isaías 14,24: “Jurou o SENHOR dos Exércitos, dizendo: Como pensei, assim sucederá, e, como determinei, assim se efetuará”.

A soberania de Deus é universal: Ela se estende sobre toda a sua criação.

Salmo 103,19: “Nos céus, estabeleceu o SENHOR o seu trono, e o seu reino domina sobre tudo”.

A soberania de Deus é imutável: Ela permanece inalteravelmente a mesma durante todo o tempo, e sob todas as circunstâncias porque é eterna.

Salmo 33,11: “O conselho do SENHOR dura para sempre; os desígnios do seu coração, por todas as gerações”.

A SOBERANIA de Deus E A VONTADE DO HOMEM

Apesar da clareza na Escritura a respeito do assunto, o que temos visto é a busca incessante do homem para arrogar a si mesmo uma vontade independente de Deus. Mas o que vemos hoje é que todo sentimento que exalta o homem, traz como consequência a retirada de Deus da centralidade da adoração; com aparência de justiça e falsa piedade, o homem oferece uma forma de cultuar o próprio ego, pretendendo dividir com Deus o que é indivisível: a soberania e a vontade eterna de Deus. Esta busca do homem por autonomia é tão antiga quanto a criação, Satanás se aproveitou exatamente desta fraqueza para tentar o homem, por esta busca de autonomia nossos primeiros pais caíram e muitos cristãos professos continuam a cair pelo mesmo motivo.

Gênesis 3,5: “Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se vos abrirão os olhos e, como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal”.

Martinho Lutero, com relação a este tema, nos diz:

Lutero: “Como se a Majestade, que é o Criador de todas as coisas, tivesse de se curvar a uma das escórias de Sua criação”.

Se existisse algum tipo de obrigação imposta ao Criador, esta seria de mandar toda a raça humana para o inferno, mas por sua graça e livre vontade Ele escolheu alguns – antes da fundação do mundo – para a salvação. Para seus amados, lavados no sangue do Cordeiro, Deus concede fé, arrependimento, contrição e humilhação: estas são as bênçãos da graça.

Efésios 1,3-5: “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado com toda sorte de bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo, assim como nos escolheu nele antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor” nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade.

Deus é o soberano Oleiro e nós, Suas criaturas, somos o barro. Assim Deus soberanamente faz de nós o que lhe agrada.

Romanos 9,21-23: “Ou não tem o oleiro poder sobre o barro, para da mesma massa fazer um vaso para honra e outro para desonra? E que direis se Deus, querendo mostrar a sua ira, e dar a conhecer o seu poder, suportou com muita paciência os vasos da ira, preparados para a perdição; para que também desse a conhecer as riquezas da sua glória nos vasos de misericórdia, que para glória já dantes preparou”?

Visto que Deus é o soberano, não pode ser o homem aquele que determina, por sua própria vontade, se ele será ou não salvo.

1 João 4,19: “Nós amamos porque ele nos amou primeiro”.

O Deus soberano tem um propósito imutável, é exatamente isto o que a Bíblia nos ensina, esta é a segurança do crente, uma vez salvo, eternamente salvo, pois Deus é fiel e não pode negar a si mesmo, depois que ele estabeleceu um propósito, este nunca será mudado.

Malaquias 3,6: “Porque eu, o SENHOR, não mudo; por isso, vós, ó filhos de Jacó, não sois consumidos”.

Antes que houvesse mundo, o curso da história foi determinado pelo propósito de Deus em Cristo. Esta é a nossa segurança, pois desta forma seu propósito é inabalável e imutável para sempre. A vontade e o conselho de Deus não estão presos ao tempo, estão acima do tempo e da história, são eternos e imutáveis, ninguém pode jamais frustrar a vontade de Deus. Os homens têm inventado todos os tipos de esquemas para contestar a soberania de Deus, arrogantes ou piedosos: teologia da prosperidade, evangelho social, pragmatismo, batismo no Espírito e sempre novidades: batalha espiritual, teísmo aberto, visão federal e outras mais.

Oséias 4,6: “O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento. Porque tu, sacerdote, rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim; visto que te esqueceste da lei do teu Deus, também eu me esquecerei de teus filhos”.

E quanto aos vasos de ira? A vontade do Deus soberano é o fator determinante não somente na salvação, mas também na condenação.

Romanos 9,22: “Que diremos, pois, se Deus, querendo mostrar a sua ira e dar a conhecer o seu poder, suportou com muita longanimidade os vasos de ira, preparados para a perdição”.

Para estes réprobos Deus não concede a fé e o arrependimento, Ele olha para eles, não em amor, mas em sua ira, porque Ele odeia o pecado e o pecador. A ira e o amor de Deus são qualidades iguais e perfeitas em seu ser, se Deus não odiasse o pecado ele seria imperfeito, se odiasse o pecado e amasse o pecador seria insano, se a sua misericórdia fosse aplicada sem satisfação de sua justiça ele não seria santo, a misericórdia de Deus somente pode ser aplicada através da redenção de seus eleitos na justiça perfeita de Cristo.

Romanos 9,15-16: “Pois ele diz a Moisés: Terei misericórdia de quem me aprouver ter misericórdia e compadecer-me-ei de quem me aprouver ter compaixão. Assim, pois, não depende de quem quer ou de quem corre, mas de usar Deus a sua misericórdia”.

Deus endurece, rejeita, aborrece, reprova e pretere a quem lhe apraz. E isso não deve causar em nós nenhuma contrariedade, visto que Deus é a única lei para si mesmo, não existe nenhum critério acima de Deus para que alguém possa julgá-lo.

Isaías 45,7: “Eu formo a luz e crio as trevas; faço a paz e crio o mal; eu, o SENHOR, faço todas estas coisas”.

Conclusão:

Mais que nunca, uma crença correta a respeito da soberania de Deus sobre todo o universo, principalmente na salvação e reprovação das pessoas é fundamental para a doutrina da Igreja Cristã Contemporânea, a partir do momento em que a igreja perde de vista a noção da soberania de Deus, ou pior ainda, não estiver disposta a assumir o ônus desta afirmação, a igreja tropeça na pedra de tropeço: a salvação unicamente pela graça através da expiação substitutiva de Jesus Cristo na cruz do Calvário. Todo o resto é heresia.

Salmo 103, 2-4: “Bendize, ó minha alma, ao SENHOR, e não te esqueças de nenhum de seus benefícios. Ele é o que perdoa todas as tuas iniquidades, que sara todas as tuas enfermidades; que redime a tua vida da perdição; que te coroa de benignidade e de misericórdia”.

Oração (João Calvino): Pai amado, Deus onipotente, assim como nos recebeste de uma vez por todas sob a tua proteção e nos tens assegurado que a nossa salvação está aos teus cuidados, e que guardarás os seus filhos sãos e salvos, concede Pai, que recebamos a comunhão do teu Santo Espírito e não sejamos levados por infidelidades com aparência de piedade; guarda-nos na integridade e revela-nos a verdade da tua Palavra, concede ainda, que esquecendo de nossa justiça própria, confiemos em seu filho Jesus como nosso único Redentor, até que sejamos levados ao descanso eterno, adquirido para nós pelo sangue de Cristo. Amém.

Sobre o autor

Hélio Clemente

Meu nome é Helio Clemente: Tenho 72 anos, sou engenheiro, brasileiro, divorciado, graduado pela USP em 1967. Não defendo ou divulgo nenhuma denominação em particular, cristianismo é somente o evangelho, e o evangelho é toda a Escritura, desde o Gênesis até o Apocalipse.

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