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Cristologia

A TEOLOGIA DA KENOSIS

A TEOLOGIA DA KENOSIS

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Por: Helio Clemente

 

Esta doutrina foi formulada de diversas maneiras, mas basicamente afirma que, na encarnação, o Verbo se esvaziou das qualidades divinas assumindo a natureza humana e abandonando suas funções cósmicas e divinas.

Calvino: “Ora, de modo maravilhoso, do céu desceu o Filho de Deus, e no entanto ele não deixou o céu; de modo maravilhoso, quis sofrer a gestação no útero da Virgem, andar pela terra e pender na cruz, para que sempre enchesse o mundo, assim como desde o início”.

Esta também é uma doutrina fora de propósito em todas as suas variantes e não tem sustentação bíblica, pois sem a sustentação divina o universo não tem possibilidade de existência.

Hebreus 1,3: “Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade, nas alturas”.

A teologia da Kenosis também pode ser chamada da teologia do esvaziamento. Existem muitas vertentes desta doutrina, mas em princípio esta doutrina pretende eliminar a pretensa incoerência humanista das duas naturezas de Cristo face à aceitação do homem moderno.

A base adotada para esta teoria é o verso em Filipenses considerado de forma totalmente espúria e desvirtuado de seu sentido original.

Filipenses 2,7: “Antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana”.

Este verso implica em que Jesus, sendo Deus, esvaziou-se em seu tabernáculo terreno para cumprir toda a obediência que Adão não houvera sido capaz de cumprir. Em nenhum momento este verso significa que a natureza divina do Verbo foi modificada, isto é simplesmente impossível, pois Deus é imutável e jamais pode negar a si mesmo.

Isaías 43,10: “Vós sois as minhas testemunhas, diz o SENHOR, o meu servo a quem escolhi; para que o saibais, e me creiais, e entendais que sou eu mesmo, e que antes de mim deus nenhum se formou, e depois de mim nenhum haverá”.

A imutabilidade de Deus está patente no verso acima de Isaías, e este é um fato que a Escritura afirma de forma peremptória e inegável. Negar a imutabilidade de Deus é negar a Deus e à Escritura.

Existem muitas variantes desta doutrina, mas fundamentalmente ela significa o seguinte:

Thommasius: “Kenosis é a troca de uma forma de existência por outra”.

Resumindo: A teoria da Kenosis não nega a pré-existência divina do Verbo, mas ela afirma que O Verbo de Deus se transformou em homem na encarnação e depois, na ascensão, o homem Jesus transformou-se novamente no Verbo de Deus.

Este, acima, é o real sentido da Kenosis, as muitas variantes existentes procuram acomodar, de uma forma ou outra, esta transformação com algumas amenidades, mas em todas elas a imutabilidade de Deus sofre uma negação radical por todas as pessoas que defendem esta teoria.

É completamente ilógico este raciocínio presente na doutrina da kenosis. Como é possível não aceitar que Deus assuma uma natureza humana, mas acreditar o Deus, eterno, infinito e imutável, se transforma em homem? Mais ainda, acreditar que este mesmo homem se transforma novamente em Deus.

Este raciocínio é tão absurdo que só podemos atribuí-lo à operação do erro, obra do Espírito Santo, pois escapa à compreensão humana que tamanha sandice possa ser sequer imaginada por pessoas mentalmente íntegras.

Marcos 4,12: “Para que, vendo, vejam e não percebam; e, ouvindo, ouçam e não entendam; para que não venham a converter-se, e haja perdão para eles”.

Este é mais um dos motivos pelos quais, é preciso, cada vez mais, que os cristãos conheçam o verdadeiro Deus e a Jesus Cristo a quem ele enviou. Jesus afirma isto claramente, no evangelho de João, para que nunca nos esqueçamos que o conhecimento da Palavra nada mais é que a própria vida eterna.

João 17,3: “E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste”.

Sobre o autor

Hélio Clemente

Meu nome é Helio Clemente: Tenho 72 anos, sou engenheiro, brasileiro, divorciado, graduado pela USP em 1967. Não defendo ou divulgo nenhuma denominação em particular, cristianismo é somente o evangelho, e o evangelho é toda a Escritura, desde o Gênesis até o Apocalipse.

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