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Natureza de Deus

A VONTADE DE PROPÓSITO DE DEUS

A VONTADE DE PROPÓSITO DE DEUS

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Por: Helio Clemente

 

A distinção que será usada neste estudo será entre a “vontade de propósito” e a “vontade de preceito”.

A vontade de propósito:

A soberania de Deus manifesta-se aos homens através de sua vontade, que une em si todas as qualidades próprias da soberania e determinação divina.

O que Deus tem ordenado acontecerá de maneira absolutamente imutável, esta é a vontade de propósito, ou vontade decretiva, que se refere a tudo que engloba seu plano divino, de acordo com o que Ele predestinou nos seus Decretos Eternos.

Jó 42,2: “Bem sei que tudo podes, e nenhum dos teus planos pode ser frustrado”.

Deus manifesta duas vontades contraditórias? Em certos trechos, a bíblia apresenta Deus como se arrependendo ou se emocionando com as atitudes dos homens; trata-se, mais uma vez, de linguagem poética e antropopática (destinada ao entendimento humano), a vontade de Deus não pode ser resistida ou frustrada, pelo simples fato de que ela foi planejada e determinada na eternidade para execução no tempo previsto.

Salmo 115,3: “No céu está o nosso Deus e tudo faz como lhe agrada”.

A vontade de preceito:

Por outro lado, sua vontade de preceito refere-se às ordens e proibições nas Escrituras, que nem sempre serão realizadas pelos homens, e nem sempre correspondem à sua vontade de propósito. Deus não planeja causar tudo o que ele valoriza, mas ele nunca falha em causar tudo o que ele planejou.

Exemplos da vontade de preceito em contraposição à vontade de decreto de Deus:

Deus, através de Moisés, pede que Faraó deixe o povo ir, esta é a vontade preceptiva de Deus, isto é, sua vontade de preceito ou ordem, mas Deus também diz que ordenará o endurecimento no coração de Faraó, de sorte que Faraó recusará a ordem de deixar o povo ir, esta é a vontade decretiva de Deus, ou seja, sua vontade de decreto ou propósito.

Êxodo 4,21: “Disse o SENHOR a Moisés: Quando voltares ao Egito, vê que faças diante de Faraó todos os milagres que te hei posto na mão; mas eu lhe endurecerei o coração, para que não deixe ir o povo”.

No livro de Atos dos Apóstolos, Lucas expressa seu entendimento da soberania de Deus registrando a oração dos santos de Jerusalém: Herodes, Pilatos, os soldados, e o grupo de judeus levantaram suas mãos para se rebelar contra o Altíssimo somente para provar que a rebelião deles era um serviço nos inescrutáveis planos de Deus.

Atos 4,27-28: “Porque verdadeiramente se ajuntaram nesta cidade contra o teu santo Servo Jesus, ao qual ungiste, Herodes e Pôncio Pilatos, com gentios as pessoas de Israel, para fazerem tudo o que a tua mão e o teu propósito predeterminaram”.

O que Deus tem eternamente decretado acontecerá segundo sua vontade soberana. A responsabilidade do homem é obedecer à vontade de Deus revelada na Palavra e não fazer especulação sobre o que está oculto. A vontade de decreto de Deus não é revelada, a não ser nos casos das profecias.

Deuteronômio 29,29: “As coisas encobertas pertencem ao SENHOR, nosso Deus, porém as reveladas nos pertencem, a nós e a nossos filhos, para sempre, para que cumpramos todas as palavras desta lei”.

Exemplos da vontade preceptiva ou revelada incluem:

Deus espera que seus filhos conheçam a sua natureza, qualidades e os preceitos revelados na Escritura, seja pelo estudo diligente ou pelo ouvir a Palavra.

Efésios 5,17: “Por esta razão, não vos torneis insensatos, mas procurai compreender qual a vontade do Senhor”.

Os eleitos, já regenerados, são separados do mundo e destinados à humildade e ao serviço na obra de Deus, e, apesar de não conseguirem nesta vida a real santificação, caminham neste sentido, conduzidos pela comunhão do Espírito, buscando melhorias em si mesmo a cada dia de sua vida.

1 Tessalonicenses 4,3: “Pois esta é a vontade de Deus: a vossa santificação, que vos abstenhais da prostituição”.

Esta vontade preceptiva de Deus se refere às instruções e preceitos contidos na Escritura, esta é a vontade moral para os homens, mas não significa de forma alguma que eles serão capazes de cumpri-la, pois não existe no homem esta capacidade, somente os filhos de Deus irão andar em boas obras, porque foram destinados a isso, na eternidade, pela exclusiva vontade soberana de Deus, mesmo assim nenhum homem conseguirá a santidade perfeita nesta vida.

Efésios 2,10: “Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas”.

O filho de Deus tem a humildade de se reconhecer pecador, pois nenhum homem consegue cumprir rigorosamente toda a vontade de preceito de Deus, o homem não é pecador porque peca, mas peca porque é pecador.

1 João 1,8: “Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós”.

Exemplos da vontade decretiva de Deus incluem:

Apesar dos planejamentos humanos, todas as coisas somente irão acontecer conforme a vontade de decreto de Deus; cabe ao crente reconhecer com alegria e humildade sua dependência total desta vontade de Deus.

Tiago 4,15: “Em vez disso, devíeis dizer: Se o Senhor quiser, não só viveremos, como também faremos isto ou aquilo”.

1 Coríntios 4,19: “Mas, em breve, irei visitar-vos, se o Senhor quiser, e, então, conhecerei não a palavra, mas o poder dos ensoberbecidos”.

Esta vontade decretiva de Deus abrange todas as áreas da vida do homem, mesmo o conhecimento não é adquirido através do esforço e perseverança do homem, a não ser que esta diligência seja dirigida pela vontade de propósito do Criador.

Mateus 11,25-26: “Por aquele tempo, exclamou Jesus: Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque ocultaste estas coisas aos sábios e instruídos e as revelaste aos pequeninos. Sim, ó Pai, porque assim foi do teu agrado”.

Sobre o autor

Hélio Clemente

Meu nome é Helio Clemente: Tenho 72 anos, sou engenheiro, brasileiro, divorciado, graduado pela USP em 1967. Não defendo ou divulgo nenhuma denominação em particular, cristianismo é somente o evangelho, e o evangelho é toda a Escritura, desde o Gênesis até o Apocalipse.

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