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Doutrina da salvação

ADOÇÃO

ADOÇÃO

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Por: Helio Clemente

 

Após o processo de justificação os crentes se tornam filhos de Deus por adoção, o que significa logicamente que os homens naturais não são filhos de Deus, pois quem adotaria seus próprios filhos? Isto seria uma contradição lógica.

A adoção também é um ato legal imediato decorrente da justificação, pela adoção os filhos são aceitos no estado em que estão, não existe a exigência de mudança no pecador para o ato da adoção, a santificação do crente é vista biblicamente como uma relação de Deus com o homem, e não uma qualidade moral do homem.

Deus santifica os seus filhos separando para si aqueles que decidiu justificar na eternidade, da mesma forma, esta ideia da separação é também determinante no ato da adoção. Estes filhos, assim adotados, não são somente separados por Deus, mas também “nascidos de Deus” sendo que estes dois fatos não podem ser separados, como se pode ver no verso abaixo.

João 1,12-13: “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder (*) de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus”.

(*) – Poder: neste verso, a palavra “poder” provém do grego clássico: “exousian eudoken”, que significa a declaração de um ato legal por parte de Deus para que a pessoa se torne seu filho através do novo nascimento.

João 3,3: “A isto, respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus”.

A “vida eterna” é um dos fatores positivos resultantes da adoção, os crentes adotados têm os direitos legais de filhos e passam a ser herdeiros das bênçãos da salvação, sendo herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo. Estas bênçãos da salvação estão presentes nesta vida terrena e na vida do porvir incluindo todas as bênçãos da vida futura.

Romanos 8,17: “Ora, se somos filhos, somos também herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo; se com ele sofremos, também com ele seremos glorificados”.

Confissão de Fé de Westminster – Capítulo XII, Seção 1 – Adoção: “A todos que são justificados Deus é servido, em seu único Filho Jesus Cristo e somente por ele, fazer participantes da graça da adoção (1). Pela graça eles são recebidos no número dos filhos de Deus (2), gozam de liberdade e privilégios; têm sobre si o nome de Deus e recebem o Espírito de adoção (3), têm acesso com confiança ao trono da graça e são habilitados a clamar: Abba, Pai. São tratados com comiseração (4), protegidos, providos e por ele corrigidos, como por um pai (5); nunca, porém, abandonados (6), mas selados para o dia da redenção, e herdam as promessas, como herdeiros da eterna salvação (7)”.

1 – Efésios 1,5: “Nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade”.

2 – João 1,12: “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome”.

3 – Romanos 8,15: “Porque não recebestes o espírito de escravidão, para viverdes, outra vez, atemorizados, mas recebestes o espírito de adoção, baseados no qual clamamos: Aba, {Aba; no original, Pai} Pai”.

4 – Salmo 103,13: “Como um pai se compadece de seus filhos, assim o SENHOR se compadece dos que o temem”.

5 – Hebreus 12,7: “É para disciplina que perseverais (Deus vos trata como filhos); pois que filho há que o pai não corrige?”.

6 – Hebreus 13,5: “Seja a vossa vida sem avareza. Contentai-vos com as coisas que tendes; porque ele tem dito: De maneira alguma te deixarei, nunca jamais te abandonarei”.

7 – Hebreus 1,14: “Não são todos eles espíritos ministradores, enviados para serviço a favor dos que hão de herdar a salvação?”.

Os crentes são filhos de Deus por adoção, não por geração de pais crentes, por pertencerem a alguma religião, por sacramentos, ou por criação em lares cristãos. Os eleitos adotados adquirem direitos e obrigações inalienáveis perante Deus.

Justificação e adoção: a justificação traz ao eleito uma consumação imediata no seu relacionamento com Deus e com a lei, tornando o relacionamento com Deus agradável e a fé e o arrependimento em Jesus Cristo desejável, isto é realizado através de uma mudança efetuada de forma unilateral em sua natureza.

Após a justificação todos os crentes são recebidos por Deus como filhos por adoção. Apesar da humanidade ter caído completamente na queda de Adão, o homem conserva em si a imagem de Deus, o que permite a adoção dos eleitos.

2 Pedro 1,4: “Pelas quais nos têm sido doadas as suas preciosas e mui grandes promessas, para que por elas vos torneis co-participantes da natureza divina, livrando-vos da corrupção das paixões que há no mundo”.

Sobre o autor

Hélio Clemente

Meu nome é Helio Clemente: Tenho 72 anos, sou engenheiro, brasileiro, divorciado, graduado pela USP em 1967. Não defendo ou divulgo nenhuma denominação em particular, cristianismo é somente o evangelho, e o evangelho é toda a Escritura, desde o Gênesis até o Apocalipse.

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