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Doutrina da salvação

AGOSTINHO E AS BOAS OBRAS – CALVINO

AGOSTINHO E AS BOAS OBRAS – CALVINO

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Transcrição e revisão: Helio Clemente

 

AGOSTINHO TESTIFICA QUE AS BOAS OBRAS NÃO SÃO MOTIVO PARA A AUTOGLORIFICAÇÃO OU CONFIANÇA JACTANCIOSA

Vemos agora que não há nos santos esta confiança nas obras que ou lhes atribua algo ao mérito, visto que as vêem não de outra maneira senão como dons de Deus, donde reconhecem sua bondade, não de outra maneira senão como sinais de sua vocação, a qual serve para recordar sua eleição, ou que tire algo de sua graciosa justiça que alcançamos em Cristo, já que depende dela, nem subsiste sem ela.

Isto mesmo expressa Agostinho, em poucas palavras, porém primorosamente, quando escreve:

“Não digo ao Senhor: ‘Não desprezes as obras de minhas mãos’ (Sl 138,8); ‘Com minhas mãos busquei o Senhor e não fui ludibriado’
(Sl 77,2)
(*). Mas não enalteço as obras de minhas mãos, pois temo que, quando as tiveres examinado, mais pecados encontres que méritos. Só digo isto, só rogo isto, só desejo isto: Não desprezes as obras de tuas mãos. Vêem mim tua obra, não a minha. Porque, se olhares para a minha, a condenas; se contemplares a tua, a coroas. Por isso, todas as obras boas que tenho procedem de ti”.

(*) Davi não apresenta nestes salmos obras de suas mãos como sendo perfeitas, mas ele está comparando suas obras com as obras dos ímpios, reconhecendo nas obras de suas mãos as obras de Deus, veja no salmo 32 abaixo o real sentimento de Davi quanto ao reconhecimento de Deus.

Salmo 32,2: “Bem-aventurado o homem a quem o SENHOR não atribui iniquidade e em cujo espírito não há dolo”.

Aqui Agostinho apresenta duas razões por que não ousou ostentar suas obras diante de Deus: primeiro, porque, se tem algo de boas obras, aí de seu ele nada vê; segundo, porque isso é também ofuscado pela multidão de seus pecados. Do quê resulta que daí a consciência sente mais de temor e consternação do que de segurança.

Por isso, ele não quer que Deus olhe de outra forma para suas obras feitas em retidão, mas para, reconhecendo nelas a graça de sua vocação, aperfeiçoe a obra que começou.

Sobre o autor

Hélio Clemente

Meu nome é Helio Clemente: Tenho 66 anos, sou engenheiro, brasileiro, divorciado, graduado pela USP em 1967. Não defendo ou divulgo nenhuma denominação em particular, cristianismo é somente o evangelho, e o evangelho é toda a Escritura, desde o Gênesis até o Apocalipse.

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