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Escatologia

APOCALIPSE – PARALELISMO

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APOCALIPSE – PARALELISMO

BIBLIOTECA BÍBLICA

Revisão e diagramação por: Helio Clemente

Uma leitura cuidadosa do livro do Apocalipse mostra clara­mente que o livro consiste de sete seções, e que essas sete seções correm paralelas umas às outras. Cada uma delas abarca toda a dispensação, da primeira à segunda volta de Cristo. Esse período é visto ora de uma perspectiva, ora de outra.

Outros Argumentos em Favor do Paralelismo:

Há uma outra linha de raciocínio que confirma nossa po­sição de que cada uma das sete seções se estende do começo ao fim da nova dispensação e de que as sete correm paralelas umas às outras.

Diferentes seções atribuem a mesma duração ao período descrito. De acordo com o terceiro ciclo (capítulos 8-11), o maior período aqui descrito é de quarenta e dois me­ses (11.2), ou mil duzentos e sessenta dias (11.3). Agora, é um fato admirável que encontremos esse mesmo período de tem­po na seção seguinte (capítulos 12-14), a saber, mil duzentos e sessenta dias (12.6), ou um tempo, dois tempos e metade de um tempo (3,5 anos) (12.14).

As três designações – quarenta e dois meses, mil duzentos e sessenta dias e um tempo, dois tempos e metade de um tempo – são equivalentes exatos. Assim, a seção das trombetas (capítulos 8-11) deve correr pa­ralela à que descreve a batalha entre Cristo e o dragão (capítu­los 12-14).

Um estudo cuidadoso do capítulo 20 revela que ele des­creve um período sincrônico com o capítulo 12. Dessa forma, mediante esse modo de raciocínio, fica demonstrado o paralelismo.

Cada seção oferece-nos uma descrição de toda a era do evangelho, da primeira à segunda vinda de Cristo, e é funda­da na História de Israel sob a antiga dispensação, à qual faz frequentes referências.

Temos dito que a seção sobre as trombetas (capítulos 8-11) é paralela à seção sobre a mulher e o dragão (12-14) e à seção final (20-22), que também se estende além dela (21, 22). Pro­varemos, agora, que essa mesma seção (capítulos 8-11) tem toda a aparência de ser paralela à das taças de ira (capítulos 15, 16).

Observe, portanto, que a primeira trombeta (8.7) afeta a terra; o mesmo que a primeira taça (16.2). A segunda trombeta afeta o mar; o mesmo que a segunda taça. A terceira trombeta se refere aos rios; o mesmo com respeito à terceira taça. A quarta, em ambos os casos, se refere ao sol. A quinta se refere ao grande abismo ou ao trono das bestas, a sexta ao Eufrates, e a sétima à segunda vinda para juízo.

Novamente, observe que a quarta seção (capítulos 12-14) apresenta, como os inimigos de Cristo e da sua Igreja, o dragão, as duas bestas e a grande prostituta (Babilônia). Esses quatro surgem juntos. É natural, portanto, inferir que eles caiam jun­tos. Isso se torna claro quando entendemos que o significado da besta e da grande prostituta, Babilônia, é o seguinte: A besta que sobe do mar é a perseguição que o dragão promove contra os cristãos, corporificada nos governos mundiais e dirigida contra o corpo dos crentes. Nos dias de João isso era feito pelo gover­no romano.

A besta que surge da terra é a religião anticristã de Satanás que objetiva enganar a mente e escravizar a vontade dos cren­tes. No tempo em que essas visões apareceram a João, essa bes­ta estava incorporada na religião pagã e no culto ao imperador de Roma.

A grande prostituta, Babilônia, é a sedução anticristã que tentou roubar o coração e perverter a moral dos crentes. Nesse tempo a prostituta se revelava como a cidade de Roma. Assim, quando Satanás cai, as bestas e a prostituta também caem. Eles sobem juntos; eles também caem juntos. A sexta seção (capítu­los 17-19) descreve a queda da grande prostituta, Babilônia (ca­pítulos 17, 18) e das bestas (19.20), enquanto o sétimo ciclo descreve a queda de Satanás (20.10) e sua derrota final no dia do juízo.

O juízo final sobre os quatro inimigos – o dragão, a besta que vem do mar, a besta que vem da terra e a grande pros­tituta – é descrito em duas seções separadas. Assim, essas duas devem ser paralelas. Cada uma descreve um período que se es­tende até o conflito final, o mesmo último julgamento quando os inimigos de Cristo e de sua Igreja receberão sua final e eterna punição.

Nessa mesma relação há outro forte argumento que defen­de a posição de que as seções correm paralelas, assim como cada uma delas termina com a vinda do Senhor para juízo. A evidência a que nos referimos agora é obscurecida pela tradu­ção.

A seção sobre as taças de ira (15, 16) termina com uma referência a uma batalha. (Ver 16.14, onde o conflito é chama­do a batalha do grande dia de Deus, o Todo-poderoso.) A seção seguinte (capítulos 17-19), de novo, termina com a mesma cena de batalha. (Ver 19.19.)

Conforme o original, essa é a mesma batalha mencionada em 16.14, pois ali lemos: “congregaram-se para pelejar contra ele”. Finalmente, no fechamento da seção (capítulos 20-22), lemos mais uma vez: “a fim de reuni-los para a peleja”. (Ver 20.8.) Todas as três seções, portanto, descrevem eventos que se dirigem à mesma grande batalha de Jeová. Elas são paralelas.

As sete seções são paralelas. Nosso argumento final para apoiar a posição paralelística é o fato de que encontramos exata­mente a mesma coisa nas profecias de Daniel, que têm sido chamadas de Apocalipse do Antigo Testamento. Desse modo, as partes do sonho de Nabucodonosor (capítulo 2) correspondem exatamente às quatro bestas do sonho de Daniel (capítulo 7). O mesmo período é coberto duas vezes, e visto de diversas perspectivas.

Sobre o autor

Hélio Clemente

Meu nome é Helio Clemente: Tenho 72 anos, sou engenheiro, brasileiro, divorciado, graduado pela USP em 1967. Não defendo ou divulgo nenhuma denominação em particular, cristianismo é somente o evangelho, e o evangelho é toda a Escritura, desde o Gênesis até o Apocalipse.

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