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Cristologia

AS PROMESSAS DA ENCARNAÇÃO

As promessas da encarnação – cronologia

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Por: Helio Clemente

 

Na criação:

Gênesis 3,15: “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar”.

Neste verso, a descendência da Mulher refere-se ao redentor, e a descendência de Satanás refere-se aos réprobos, religiosos ou não. No caso dos religiosos judeus que condenaram Jesus, veja a conexão com o verso abaixo:

João 8,44: “Vós sois do diabo, que é vosso pai, e quereis satisfazer-lhe os desejos. Ele foi homicida desde o princípio e jamais se firmou na verdade, porque nele não há verdade. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira”.

Período pré-abraâmico:

Jó, em seu sofrimento, vislumbra o Redentor, que é Deus e ao mesmo tempo será constituído na terra em um tempo futuro.

Jó 19,25: “Porque eu sei que o meu Redentor vive e por fim se levantará sobre a terra”.

Léxico hebraico do Dr. Strongs:

Redimir (tendo Deus como sujeito): indivíduos da morte;

Vive: vivo, ativo;

Por fim: mais tarde, o último, último (referindo-se a tempo);

Se levantará: será constituído, será estabelecido, será confirmado.

Uma análise exegética desta frase acima revela a natureza da encarnação:

“O meu Redentor vive (eternamente)” – Este redentor refere-se claramente a Deus.

“Se levantará” – Será constituído em um tempo futuro, mas pertencente ao mundo terreno, será, de algum modo, revelado de forma clara e aparente a todas as pessoas: A encarnação.

Período abraâmico:

Deus promete a Abraão e a Isaque o descendente, estabelecendo a aliança abraâmica, a aliança baseada na fé, pela qual os descendentes de Abraão são os da família da fé e não os descendentes genéticos.

Gênesis 17,7: “Estabelecerei a minha aliança entre mim e ti (Abraão) e a tua descendência no decurso das suas gerações, aliança perpétua, para ser o teu Deus e da tua descendência”.

Gênesis 28,14: “A tua descendência (p/ Isaque) será como o pó da terra; estender-te-ás para o Ocidente e para o Oriente, para o Norte e para o Sul. Em ti e na tua descendência serão abençoadas todas as famílias da terra”.

Estes versos não se referem aos descendentes raciais de Abraão e Isaque, mas à descendência, que é mais bem traduzida como semente – somente um – como aparece na Versão King James e na Almeida Revista e Corrigida, veja no verso abaixo a realização das promessas através da semente (ou descendência) e não através dos descendentes.

Gênesis 17,19 (versão RC): “E disse Deus: Na verdade, Sara, tua mulher, te dará um filho, e chamarás o seu nome Isaque; {que significa riso} e com ele estabelecerei o meu concerto, por concerto perpétuo para a sua semente depois dele”.

Na Carta aos Gálatas o apóstolo Paulo esclarece e define corretamente esta promessa:

Gálatas 3,16: “Ora, as promessas foram feitas a Abraão e ao seu descendente. Não diz: E aos descendentes, como se falando de muitos, porém como de um só: E ao teu descendente, que é Cristo”.

Período mosaico:

Deuteronômio 18,18-19: “Suscitar-lhes-ei um profeta do meio de seus irmãos, semelhante a ti, em cuja boca porei as minhas palavras, e ele lhes falará tudo o que eu lhe ordenar. De todo aquele que não ouvir as minhas palavras, que ele falar em meu nome, disso lhe pedirei contas”.

Esta promessa a Moisés é considerada de forma unânime pelos comentaristas e estudiosos bíblicos como a vinda de Jesus, o Redentor prometido.

Período davídico:

1 Crônicas 17, 11-14: “Há de ser que, quando teus dias se cumprirem, e tiveres de ir para junto de teus pais, então, farei levantar depois de ti o teu descendente, que será dos teus filhos, e estabelecerei o seu reino. Esse me edificará casa; e eu estabelecerei o seu trono para sempre. Eu lhe serei por pai, e ele me será por filho; a minha misericórdia não apartarei dele, como a retirei daquele que foi antes de ti. Mas o confirmarei na minha casa e no meu reino para sempre, e o seu trono será estabelecido para sempre”.

Este verso também se refere claramente a um Ser eterno, pois o seu reino será estabelecido para sempre, nenhum reino terreno, por maior poder que possua pode ser estabelecido eternamente como nesta promessa.

Período dos profetas: À medida que o tempo avança, as promessas se tornam mais objetivas, como podemos ver nas promessas aos profetas.

Isaías 7,14: “Portanto, o Senhor mesmo vos dará um sinal: eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho e lhe chamará Emanuel”.

Este verso de Isaías traz a ideia perfeita do mediador. Concebido por uma virgem ele é formado de sua substância, sendo dotado de uma perfeita natureza humana, e o nome que lhe foi dado, Emanuel, significa Deus conosco, o que descreve a natureza do redentor: Perfeito homem e perfeito Deus.

Isaías 9,6: “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o principado está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso, Conselheiro, Deus forte, Pai da eternidade, Príncipe da paz”.

Neste outro verso Isaías define de forma absoluta a humanidade e a divindade de Jesus: Um menino que irá nascer, ao mesmo tempo, Pai da Eternidade. Somente Deus é eterno, a eternidade é uma característica exclusiva do Ser de Deus, nada mais é eterno.

Miquéias 5,2: “E tu, Belém-Efrata, pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá, de ti me sairá o que há de reinar em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade”.

À medida que o tempo avança, na história do povo judeu as promessas são cada vez mais claras definindo os sinais e revelações dos aspectos físicos da encarnação, neste verso de Miquéias ele define o local do nascimento do menino Jesus.

Sobre o autor

Hélio Clemente

Meu nome é Helio Clemente: Tenho 72 anos, sou engenheiro, brasileiro, divorciado, graduado pela USP em 1967. Não defendo ou divulgo nenhuma denominação em particular, cristianismo é somente o evangelho, e o evangelho é toda a Escritura, desde o Gênesis até o Apocalipse.

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