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Somos um site cristão, em conformidade com os padrões reformados, não concordamos obrigatoriamente com as opiniões emitidas nos livros postados, todavia, sabemos que um cristianismo saudável somente pode ser exercido através do conhecimento. Desta forma, sigamos o conselho do apóstolo: “Julgai todas as coisas, retende o que é bom”. Louvado seja Deus!

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BÊNÇÃO E MALDIÇÃO

BÊNÇÃO  E  MALDIÇÃO

 

O mundo espiritual é uma realidade onde se encontram os seres espirituais, não podemos vê-los, mas sentimos sua influência direta na vida.

Muitos cristãos ainda não despertaram para este fato e vivem cegos, recebendo em si as consequências de sua incredulidade. Abençoar e amaldiçoar é uma autoridade dada aos homens por Deus desde a antiguidade e vemos na Palavra a sua seriedade.

Tiago 3,10: “De uma só boca procede bênção e maldição…”

AMALDIÇOANDO A SI PRÓPRIO: Geralmente esta questão é vista por outro ângulo, sempre como sendo amaldiçoado por alguém; mas na maioria das vezes as pessoas amaldiçoam a si mesmos de forma involuntária e recebem-se na vida as consequências por proferir palavras e expressões indevidas.

A auto-estima também é abalada quando se fala do próprio corpo, por exemplo: Não gosto do meu cabelo; da boca; dos olhos; dos dentes; do nariz; sou gordo etc. Estas lamentações abrem as portas para a malignidade e a situação torna-se muito grave.

Veja o exemplo do povo judeu na morte de Cristo:

Mateus 27,24-25: “Vendo Pilatos que nada conseguia, antes, pelo contrário, aumentava o tumulto, mandando vir água, lavou as mãos perante o povo, dizendo: Estou inocente do sangue deste justo; fique o caso convosco! E o povo todo (os judeus) respondeu: Caia sobre nós o seu sangue e sobre nossos filhos”.

O resultado é visível até nos dias atuais; perseguições, mortes, exílios, guerras intermináveis. Assim é a vida dos Judeus desde esta época em que foi proferida a maldição. A palavra do homem tem muito poder!

Mateus 15.11: “Não é o que entra pela boca o que contamina o homem, mas o que sai da boca, isto, sim, contamina o homem”.

Tiago 3.6: “Ora, a língua é fogo; é mundo de iniquidade; a língua está situada entre os membros de nosso corpo, e contamina o corpo inteiro, e não só põe em chamas toda a carreira da existência humana, como também é posta ela mesma em chamas pelo inferno”.

AMALDIÇOANDO AO PRÓXIMO: A Escritura nos assevera que devemos fazer ao próximo somente aquilo que desejamos a nós mesmos, desta forma, e preciso tomar muito cuidado com o que dizemos e desejamos às outras pessoas, a maldição não pode fazer parte do repertório do cristão em nenhuma hipótese.

Eclesiastes 7,22: “Pois tu sabes que muitas vezes tu mesmo tens amaldiçoado a outros”.

Indo ainda mais longe, devemos também zelar pelo amor próprio das outras pessoas, quanto ao próximo, deve-se ter cuidado em proferir palavras não edificantes, pois se pode amaldiçoá-lo. Na Bíblia vê-se o exemplo de Noé, que amaldiçoa seu neto.

Gênesis 9.24-25: “Despertando Noé do seu vinho, soube o que lhe fizera o filho mais moço, e disse: Maldito seja Canaã; seja servo dos servos a seus irmãos”.

E assim foi amaldiçoado, poucas palavras, mas o suficiente para a desgraça. Deve-se ter um cuidado especial com palavras ou expressões que verdadeiramente desconhecemos o significado, como exemplo: Danado, muito comum no Brasil, mas seu significado é: condenado ao inferno (Dicionário Aurélio).

AMALDIÇOANDO AS AUTORIDADES: Devido às grandes dificuldades atuais, impostos, burocracia etc. o homem está muito propenso a descarregar nas autoridades os seus males e geralmente o faz com palavras pesadas, de maldição. Os cristãos precisam ter o cuidado de não adotar este costume e evitar o assunto sempre que possível.

Êxodo 22,28: “Contra Deus não blasfemarás, nem amaldiçoarás o príncipe do teu povo”.

As autoridades civis ou eclesiásticas são impostas pela vontade de Deus, para o bem ou para o mal, sabemos que a vontade de Deus quanto à salvação ou condenação prevalecerá, todavia, os cristãos são ordenados a orar por todos, pois somente Deus conhece seus filhos, não sabemos quem será salvo, ou será condenado.

Romanos 12,14: “Abençoai os que vos perseguem, abençoai e não amaldiçoeis. Alegrai-vos com os que se alegram e chorai com os que choram”.

AMALDIÇOANDO OS FILHOS: É muito fácil praticar o ato da maldição contra os filhos. Por serem cheios de energia e em muitos casos desobedientes, teimosos e respondões, facilmente enervam os pais, que usam palavras e expressões de maldição.

Pais, cuidado com os termos usados em relação a seus filhos, falem palavras edificantes, construtivas e positivas; assim certamente serão honrados pelo Deus vivo. Paguem o preço pelo filho.

Tiago 3, 4-5: “Todo homem, pois seja pronto para ouvir, tardio pra falar. Se alguém não tropeça no falar é perfeito”.

O PODER DA PALAVRA: O ser humano possui uma particularidade muito especial, pois além da vida física, carrega em si uma alma. Esta situação o difere dos demais animais criados por Deus e o capacita a desenvolver uma intimidade com o espiritual, seja com o Todo Poderoso ou com o maligno.

Devido a esta espiritualidade natural, ele detém em suas palavras autoridade para abençoar ou amaldiçoar. Os servos do Senhor necessitam dar uma atenção muito especial às palavras que proferem, pois, estão cheios da autoridade de Deus.

Eclesiastes 5,2-3: ”Não te precipites com a tua boca, nem o teu coração se apresse a pronunciar palavra alguma diante de Deus; porque Deus está nos céus, e tu, na terra; portanto, sejam poucas as tuas palavras. Porque dos muitos trabalhos vêm os sonhos, e do muito falar, palavras néscias”.

Deus aconselha ao homem para que aprenda a ouvir, e valoriza os servos que na obediência aos princípios eternos, tornam-se bons ouvintes. Responder prontamente, em muitos casos, não é uma atitude sábia e pode levar ao erro. É preciso aprender a ouvir com cuidado, e somente após a reflexão, o falar, desta forma não se proferem palavras néscias.

Eclesiastes 5,2-3: “Não te precipites com a tua boca, nem o teu coração se apresse a pronunciar palavra alguma. Sejam poucas as tuas palavras. Não consintas que a tua boca te faça culpado”.

Provérbios 17,28: “Até o estulto, quando se cala, é tido por sábio, e o que cerra os lábios, por sábio”.

O que nos leva a amaldiçoar é a ira. No dicionário (Aurélio) encontramos a seguinte definição para esta palavra: “Cólera, raiva, indignação, desejo de vingança”.

Provérbios 11,12: “O que despreza o próximo é falto de senso, mas o homem prudente, este se cala”.

Quantas vezes tais sentimentos de ódio afloram na vida do homem, e levado pela precipitação o manifesta, trazendo sérias consequências: vidas são prejudicadas; amizades tornam-se inimizades; depressões, acidentes e crimes são motivados. Por uma má palavra a obra de Deus é envergonhada entre tantas outras consequências.

Mas, como seres humanos, vivendo nas dificuldades do dia-a-dia, infelizmente ninguém está isento da ira e do aborrecimento, no entanto, o homem espiritual deve observar a orientação bíblica.

O homem não é perfeito, mas deve aprender a conter os seus sentimentos malignos.

Efésios 4,26-27: “Irai-vos e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira”.

O homem, porém, não consegue dominar completamente suas palavras, pois seu coração está nas mãos do Senhor e conforme o seu querer ele inclina o desejo do homem.

Isto não significa que devemos nos entregar ao ódio, à ira ou à inveja, mas conhecendo a Palavra, maior é a obrigação do cristão em se preservar destes sentimentos, orando sempre e contando com a graça de Cristo e a comunhão do Espírito para guiá-lo de forma agradável a Deus.

Provérbios 21,1: “Como ribeiros de águas assim é o coração do rei na mão do SENHOR; este, segundo o seu querer, o inclina”.

Sabendo que todas as coisas provêm de Deus e conseguindo refrear suas palavras, o homem tem consciência de que está no caminho correto, pois é Deus quem efetua nele tanto o querer como o realizar.

Qual é o maior mérito? Realizar o bem pela justiça própria ou pela vontade de Deus?

Tiago 4,10: “Humilhai-vos na presença do Senhor, e ele vos exaltará”.

Decida cada um conforme sua consciência o que suas palavras têm causado ao próximo, benefícios ou malefícios? É sempre tempo para proceder uma auto-análise rigorosa, pois pelas nossas palavras seremos justificados, ou então… Condenados.

Mateus 12,36-37: “Digo-vos que de toda palavra frívola que proferirem os homens, dela darão conta no Dia do Juízo; porque, pelas tuas palavras, serás justificado e, pelas tuas palavras, serás condenado”.

Por todas estas coisas é que o salmista diz:

Salmo 141,3: “Põe guarda, SENHOR, à minha boca; vigia a porta dos meus lábios”.

Oração: Pai amado, Deus onipotente, Criador dos céus e da terra e tudo o quanto neles se contém, venha sobre nós o teu reino, que nos deste em Jesus Cristo, Nosso Senhor e Salvador. Eu te peço, orienta-nos e conduza-nos a um viver em paz e harmonia com nossos entes queridos e com todas as pessoas de nosso relacionamento, cria em nós um espírito sem dolo e um coração puro que seja de seu agrado, não permita que, por nossas palavras impensadas venhamos a ofender a quem quer que seja, ajuda-nos em o nome de Jesus, amém.

Sobre o autor

Hélio Clemente

Meu nome é Helio Clemente: Tenho 72 anos, sou engenheiro, brasileiro, divorciado, graduado pela USP em 1967. Não defendo ou divulgo nenhuma denominação em particular, cristianismo é somente o evangelho, e o evangelho é toda a Escritura, desde o Gênesis até o Apocalipse.

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