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CONFIAR NO QUÊ

CONFIAR EM QUÊ?

 

Esdras 8,22: “Porque tive vergonha de pedir ao rei exército e cavaleiros para nos defenderem do inimigo no caminho, porquanto já lhe havíamos dito: A boa mão do nosso Deus é sobre todos os que o buscam, para o bem deles; mas a sua força e a sua ira, contra todos os que o abandonam”.

O dilema de Esdras – o caminho era perigoso, salteadores e povos hostis estavam presentes em todo percurso, a caravana levava consigo muitas riquezas, verdadeiros tesouros que estavam na casa do senhor e haviam sido devolvidos pelo rei, que ofereceu uma escolta para acompanhar a caravana em sua jornada.

Todavia, por muitas vezes disse Esdras ao rei que sua confiança estava somente em Deus, que Deus é poderoso para guardar seus filhos de todo mal.

Salmo 127,1-2: “Se o SENHOR não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o SENHOR não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela. Inútil vos será levantar de madrugada, repousar tarde, comer o pão que penosamente granjeastes; aos seus amados ele o dá enquanto dormem”.

E agora? Deveria Esdras aceitar a proteção do rei?  Um misto de vergonha e medo permeava o coração de Esdras, se aceitasse a escolta, o rei pagão pensaria que sua declaração de fé era mera hipocrisia, caminhar sem a proteção dos soldados, somente na proteção de Deus, deixaria o povo amedrontado, sem coragem para a jornada. Mas ele não poderia deixar sua mente confiar no braço da carne.

2 Crônicas 32,7-8: “Sede fortes e corajosos, não temais, nem vos assusteis por causa do rei da Assíria, nem por causa de toda a multidão que está com ele; porque um há conosco maior do que o que está com ele. Com ele está o braço de carne, mas conosco, o SENHOR, nosso Deus, para nos ajudar e para guerrear nossas guerras. O povo cobrou ânimo com as palavras de Ezequias, rei de Judá”.

Deus não deixa seus filhos desamparados, Ele sabe que somos fracos e corruptos, veio então o Espírito de Deus em Esdras e ele assume a dispensa da escolta, a caravana inicia sua jornada sem proteção dos soldados do rei, ela será guardada por aquele que é a rocha.

Deuteronômio 8,17-18: “Não digas, pois, no teu coração: A minha força e o poder do meu braço me adquiriram estas riquezas. Antes, te lembrarás do SENHOR, teu Deus, porque é ele o que te dá força para adquirires riquezas; para confirmar a sua aliança, que, sob juramento, prometeu a teus pais, como hoje se vê”.

Que diremos diante disto? Quantos crentes hoje apresentam este zelo por Deus? Receio dizer que muito poucos são aqueles que sentem este zelo santo pelo Senhor, mesmo aqueles que andam na fé muitas vezes estragam o brilho de sua vida a confiar e anelar pelo auxilio dos homens.

O suporte do crente é a Rocha Eterna e toda sua segurança está no senhorio de Jesus Cristo, não existe nenhuma benção maior que não ter qualquer segurança ou apoio a não ser em Jesus Cristo, todavia, sabemos que isto não provém de nossa vontade, mas é dom de Deus pela sua graça misericordiosa.

Filipenses 2,13: “Porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade”.

Alcançados pelo dom de Deus em Cristo, podemos dizer:

Filipenses 4,13: “Tudo posso naquele que me fortalece”.

Pode o homem conseguir a fé e o arrependimento por seus próprios méritos? O homem natural consegue decidir por sua própria salvação? Quanto de justiça própria é necessário para se ter esta fé que moveu Esdras naquele momento?

Hebreus 13,6: “Assim, afirmemos confiantemente: O Senhor é o meu auxílio, não temerei; que me poderá fazer o homem?”

A Palavra de Deus nos responde estas perguntas com toda clareza: nenhum mérito próprio, nenhuma decisão de nós mesmos, nenhuma justiça do homem conduz à fé e ao arrependimento, somente a graça de Deus em Jesus Cristo pode nos levar à fé, nada além da graça.

Efésios 2,8: “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus”.

Será que os ministros religiosos buscariam propósitos mundanos para crescimento de suas igrejas se eles se lembrassem que o Senhor é desonrado ao pedirem socorro a César? Recorreríamos tão rapidamente à ajuda de amigos e familiares se nos lembrássemos que o Senhor é glorificado pela nossa confiança absoluta?

Ora, diria alguém, os meios não podem serem usados? É claro que podem, mas nossos erros provêm da tolice de crer nos meios em vez de crer em Deus. Muitos pecam ao dar à ajuda humana demasiada importância, se os meios desonram ao Senhor, não serão de nenhuma valia.

2 Timóteo 1,12: “E, por isso, estou sofrendo estas coisas; todavia, não me envergonho, porque sei em quem tenho crido e estou certo de que ele é poderoso para guardar o meu depósito até aquele Dia”.

Aprenda a glorificar o Senhor por recusar valer-se dos meios, se, ao utilizá-los, vier a desonrar o nome do Senhor.

Salmo 62,1: “Somente em Deus, ó minha alma, espera silenciosa; dele vem a minha salvação”.

Sobre o autor

Hélio Clemente

Meu nome é Helio Clemente: Tenho 72 anos, sou engenheiro, brasileiro, divorciado, graduado pela USP em 1967. Não defendo ou divulgo nenhuma denominação em particular, cristianismo é somente o evangelho, e o evangelho é toda a Escritura, desde o Gênesis até o Apocalipse.

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