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Somos um site cristão, em conformidade com os padrões reformados, não concordamos obrigatoriamente com as opiniões emitidas nos livros postados, todavia, sabemos que um cristianismo saudável somente pode ser exercido através do conhecimento. Desta forma, sigamos o conselho do apóstolo: “Julgai todas as coisas, retende o que é bom”. Louvado seja Deus!

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CRESCENDO NA GRAÇA

CRESCENDO NA GRAÇA

 

2 Pedro 3-18: “Antes, crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A ele seja a glória, tanto agora como no dia eterno.

Deus ordena que você cresça na graça e conhecimento de Nosso Senhor e Salvador, mas como? Como você, que está em Cristo, pode crescer na graça e no conhecimento de maneira adequada e saudável?

Como o mofo, crescendo na parede sem raízes e sem luz, você irá morrer, você também, sem raízes sólidas em Cristo e sem sua luz que alumia o mundo, vai fenecer espiritualmente. Como todas as coisas na vida, este crescimento na graça tem começo e maturidade. Como é este começo?

João 3,3: “A isto, respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus”.

A vida cristã começa com um nascimento, quando se recebe a graça de Deus em Cristo, acontece um novo nascimento, que é pelo Espírito e não pela vontade do homem.

João 1,12-13: “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus”.

Salvação é Deus vindo em direção ao homem através de Cristo e fazendo dele uma nova criação, não pelo sangue ou pela carne, mas pelo Espírito.

Esta nova criação é obra da Deus triúno, inexplicável, porque é sobrenatural, ninguém sabe quando isto acontece, ninguém pode suscitar esta criação, seja por religiosidade, por sacramentos ou por sua própria vontade.

João 3,8: “O vento sopra onde quer, ouves a sua voz, mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo o que é nascido do Espírito”.

Este era o dilema de Nicodemos: Nicodemos era um homem profundamente religioso, era mestre em Israel, levava uma vida de alto padrão moral, mas não compreendia o que Jesus dizia.

Nicodemos não o compreendia, porque o evangelho é distinto da religião, religião é o homem se esforçando pela sua santificação, que não irá conseguir jamais, o cristianismo é Deus buscando o homem e dando a ele a salvação que não pode conseguir por si mesmo em Jesus Cristo, que satisfez, em lugar do pecador, toda a justiça de Deus.

Isaías 65,1: “Fui buscado pelos que não perguntavam por mim; fui achado por aqueles que não me buscavam; a um povo que não se chamava do meu nome, eu disse: Eis-me aqui, eis-me aqui”.

Em sua consciência o homem sabe que existe Deus, é por isso que existem tantas religiões no mundo, porque o homem inventa deuses para satisfazer sua vaidade, para suprir o conhecimento inato do Deus verdadeiro.

Mas, a única forma saudável e adequada de conhecer a Deus é através da Escritura, a revelação que Deus fez de si mesmo, desta forma, crescer no conhecimento de Deus é a maior revelação do crescimento na graça.

Oséias 6,3: “Conheçamos e prossigamos em conhecer ao SENHOR; como a alva, a sua vinda é certa; e ele descerá sobre nós como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra”.

O cristianismo é relacionamento, Deus justifica o pecador e o chama de volta à sua comunhão, adota-o como filho e muda sua mente e coração para que a Palavra, que antes era odiada, passe a ser desejada, para que a comunhão se restabeleça por intermédio do Espírito que passa a habitar nos crentes e infunde neles a fé e o arrependimento para a vida.

Desta forma, a salvação precede a fé e o arrependimento para a vida.

O crescimento na graça e no conhecimento somente vem após a justificação e o novo nascimento. Se não há crescimento não houve o nascimento, pois os filhos de Deus são chamados para contrição, humildade, mudança de vida e fé em Cristo, o nascimento espiritual é um processo dinâmico, ele não permite que o crente se acomode, mas leva o cristão a progredir e ansiar a cada dia pelo reatamento da comunhão perdida.

Romanos 5,8: “Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores”.

Este verso mostra que quando as pessoas foram salvas pela morte de Cristo, eram todas pecadoras, nenhuma delas apresentou mérito para esta salvação. Mas, para melhor entender o que é o crescimento na graça, convém apresentar o que ele não é:

– O crescimento não é estar mais salvo que no momento da conversão.

– O crescimento não é estar mais perdoado que no momento da conversão.

– O crescimento não é estar mais justificado que no momento da conversão.

A graça de Deus é definitiva, e a salvação em Cristo é eterna, ninguém será mais salvo, mais perdoado ou mais justificado que outro, não é este o crescimento pretendido.

João 10,28: “Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão”.

O que é o crescimento cristão:

– Aprender mais sobre os preceitos de Deus através da Palavra.

– Sentir-se desejoso de fazer algo na obra de Deus.

– Abandonar de vez a justiça própria e viver pela justiça de Cristo.

1 Coríntios 2,16: “Pois quem conheceu a mente do Senhor, que o possa instruir? Nós, porém, temos a mente de Cristo”.

Considerem a expectativa de crescimento em uma criança, uma árvore, uma flor, o jardineiro e seu jardim. Considerem as evidências bíblicas de mudança e crescimento:

– Pedro, que negou Jesus por três vezes e depois foi abençoado e morreu por ele.

– Paulo, da estrada de Damasco para a Estrada de Roma.

– João, de Filho do Trovão para o Discípulo Amado.

Quais as evidências do crescimento na graça?

1 – O amor – esta é uma evidência do crescimento na graça, mas, é preciso compreender em primeiro lugar que o amor que salva, o amor de Deus, é um ato prático que consiste na redenção em Cristo e não se constitui em sentimento de ternura, carinho ou tolerância, pois Deus é imutável e, por consequência lógica, impassional.

O profeta Habacuque alerta que Deus é tão puro de olhos que não pode contemplar o pecado, sua ira se acende contra o pecado e contra o pecador, da mesma forma o amor cristão constitui-se em atos práticos conforme o evangelho de Cristo, este amor cristão é uma lei de ação, é um amor que exalta, mas também repreende, um amor que exorta, mas também, corrige.

2 Timóteo 4,2: “Prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina”.

Ora o amor de Deus é pela sua glória e pela sua Palavra, da mesma forma deve ser o amor cristão, pela glória e pela Palavra de Deus, este amor não tolera desvios, acréscimos ou subtrações na Palavra, este amor não tolera falsos mestres e falsas doutrinas na igreja, se o teu irmão acredita em seus próprios méritos, repreende o teu irmão, se ele se arrepender, ganhaste um irmão, se não se arrepender, ganhaste a tua alma.

Meus amigos, de Deus não se zomba, vejamos o que diz o profeta Ezequiel:

Ezequiel 33,6: “Mas, se o atalaia vir que vem a espada e não tocar a trombeta, e não for avisado o povo; se a espada vier e abater uma vida dentre eles, este foi abatido na sua iniquidade, mas o seu sangue demandarei do atalaia”.

O amor pelos irmãos confusos não se manifesta em indiferença, mas em correção e disciplina, se possível, com brandura, se preciso, com dureza, mas sempre com muita decisão, o amor não abandona, o amor não sacrifica a verdade.

O amor cristão não é politicamente correto, pois, o amor cristão tem como norma a glória de Deus e a obediência à Palavra e nada é, ou será, mais importante que isso.

Todavia, o cristão não é obrigado a partilhar sua vida com pessoas reconhecidamente injustas e não confiáveis, o amor, de fato não abandona, mas sobretudo não sacrifica a verdade.

Manter a unidade na igreja à custa de sacrificar a doutrina cristã é algo claramente refutado na bíblia.

2 Coríntios 6,14: “Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniquidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas?”.

E, para terminar esta referência ao amor cristão, lembramos que a diretriz do cristão é a Escritura, nenhum ministro religioso tem autoridade para falar além do que está revelado na bíblia, o respeito do Cristão é pela palavra de Deus e não por homens ou tradições.

2 Pedro 3,17: “Vós, pois, amados, prevenidos como estais de antemão, acautelai-vos; não suceda que, arrastados pelo erro desses insubordinados, descaiais da vossa própria firmeza”.

Esta é uma advertência contra a passividade, as pessoas acreditam que o pecado é um ato ou pensamento ativo, mas em grande parte das vezes a passividade, a indiferença e a tolerância constituem pecados mais graves do que os pecados ativos.

Outra coisa, os crentes só enxergam os desvios morais, os desvios doutrinários são tolerados como coisa de somenos importância, porém, não é assim para Deus, todos os maiores pecados da humanidade não foram morais ou sexuais, mas pecados contra a doutrina e a soberania de Deus:

O pecado original, a morte de Cristo e o homem da iniquidade, todos eles de cunho puramente doutrinário.

2 – A fé – todo cristão sente que precisa aumentar a sua fé, e de fato, é necessário aprender a viver por fé, confiar em Deus somente com todas as forças. Mesmo sabendo que o chamado provém de Deus, cabe a cada um trabalhar pela sua fé com diligência e aplicação conhecendo que a fé não provém do homem, mas um dom de Deus.

Filipenses 2,12-13: “Assim, pois, amados meus, como sempre obedecestes, não só na minha presença, porém, muito mais agora, na minha ausência, desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor; porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade”.

3 – O conhecimento de Deus – O conhecimento de Deus é o dom maior que o Criador oferece às suas criaturas, Jesus disse aos apóstolos que eles não eram mais servos, mas passaram a ser amigos, não devido à vida digna, ao sacrifício, à abnegação ou a qualquer outro fato, mas tornaram-se amigos pelo conhecimento da Palavra, nada mais que isso.

João 15,15: “Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho dado a conhecer”.

Jesus nos diz que a vida eterna é o conhecimento de Deus, que mais podemos dizer?

João 17,3: “E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste”.

A conclusão é a seguinte: crescer na graça é crescer no conhecimento da Palavra em primeiro lugar, não existe outra forma do crente amadurecer na fé e aperfeiçoar o amor, sem o conhecimento não existe fé, sem conhecimento não existe o amor cristão, sem conhecimento somente prevalece o amor do mundo e pelas coisas do mundo.

Sobre o autor

Hélio Clemente

Meu nome é Helio Clemente: Tenho 72 anos, sou engenheiro, brasileiro, divorciado, graduado pela USP em 1967. Não defendo ou divulgo nenhuma denominação em particular, cristianismo é somente o evangelho, e o evangelho é toda a Escritura, desde o Gênesis até o Apocalipse.

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