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Somos um site cristão, em conformidade com os padrões reformados, não concordamos obrigatoriamente com as opiniões emitidas nos livros postados, todavia, sabemos que um cristianismo saudável somente pode ser exercido através do conhecimento. Desta forma, sigamos o conselho do apóstolo: “Julgai todas as coisas, retende o que é bom”. Louvado seja Deus!

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Cristologia

CRISTO, O MEDIADOR – W. Gary Crampton

Introdução
Foi em Cesaréia de Filipe que Jesus perguntou aos seus discípulos: “E vós, quem dizeis que eu sou?” (Mateus 16:15). A pergunta, embora simples, tem a ver com assuntos de conseqüência eterna. Pedro respondeu ao seu Senhor: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo” (versículo 16). De acordo com Jesus, nenhuma outra resposta seria satisfatória.
Somente essa resposta receberia seu elogio: “Bem-aventurado és, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue que to revelaram, mas meu Pai, que está nos céus” (versículo 17).
Dois mil anos depois o mesmo ainda é verdadeiro. Ainda “não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos” (Atos 4:12). Jesus Cristo ainda é “o caminho, a verdade e a vida, [e] ninguém vem ao Pai, exceto através [dele] (João 14:6). O próprio Jesus declarou que o destino eterno de todos os homens depende da crença deles nele: “se não crerdes que EU SOU [o nome pactual para Deus, Jeová], morrereis nos vossos pecados” (João 8:24). Como o Breve Catecismo de Westminster (Q 21) diz: “o único Redentor dos eleitos de Deus é o Senhor Jesus Cristo”.
Certamente João Calvino não exagerou ao manter que para os eleitos de Deus, todos os benefícios, incluindo o seu destino eterno, está baseado em seu conhecimento salvador de (e assim, sua união com) Jesus Cristo:
Pois bem, tendo visto que a soma total e todas as parcelas da nossa salvação estão contidas em Jesus Cristo (Atos 4:12), tenhamos o cuidado de não transferir para outros sequer a menor porção que se possa mencionar. Se buscamos salvação, só o nome de Jesus já nos ensina que nele está (1Coríntios 1:30). Se desejamos os dons do Espírito Santo, em sua unção os encontraremos. Se procuramos poder, este se acha em seu senhorio. Se nos preocupa a obtenção de pureza, esta nos é oferecida em sua concepção. Se é nosso desejo encontrar dulçor e benignidade, temos [esta suave bênção] em sua natividade, pela qual ele foi feito semelhante a nós (Hebreus 2:17) para aprender a ser objeto de piedade ou dó (confirme Hebreus 5:2). Se clamamos por redenção, nos é dada por sua paixão [e morte sacrificial]. Em sua condenação temos a nossa absolvição. Se desejamos que a maldição seja removida de nós, obtemos esse benefício em sua Cruz (Gálatas 3:13). A satisfação [prestada à justiça de Deus] nós a temos em seu sacrifício; a purificação, em seu sangue; a nossa reconciliação é feita por sua descida aos infernos. A mortificação da nossa carne acha-se em seu sepultamento; a novidade de vida, em sua ressurreição, na qual temos a esperança da imortalidade. Se buscamos a herança celestial, é-nos assegurada por sua ascensão. Se procuramos auxílio, consolo, fortaleza e abundância de todos os bens, no seu reino os temos. Se queremos esperar com segurança o juízo, temos juntamente com o juízo o benefício de que ele é o nosso juiz. Em suma, uma vez que em Cristo estão os depósitos de todas as suas riquezas, de todos os seus bens, é preciso que dele os retiremos, não de outros.

Esse sendo o caso, a importância do estudo da doutrina de Cristo (“Cristologia”) dificilmente pode ser super-enfatizada. Tal será o foco desse livro. Os teólogos normalmente subdividem o estudo da Cristologia em duas partes: a Pessoa de Cristo (ontologia: quem ele é) e a obra de Cristo (função: o que ele faz). Essas duas nunca devem ser separadas, mas devem ser distinguidas. E começaremos estudando a Pessoa de Cristo.
Pois a obra de Cristo, não importa quão grande ela seja, perde o seu significado se ele não é o Deus-homem como ensinado na Escritura. Antes de começarmos esse estudo, contudo, examinaremos o plano eterno de Deus de salvação e a teologia do pacto.

Sobre o autor

Hélio Clemente

Meu nome é Helio Clemente: Tenho 72 anos, sou engenheiro, brasileiro, divorciado, graduado pela USP em 1967. Não defendo ou divulgo nenhuma denominação em particular, cristianismo é somente o evangelho, e o evangelho é toda a Escritura, desde o Gênesis até o Apocalipse.

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