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Cristologia

CRISTOLOGIA ESPECULATIVA – SÉCULO XIX

A CRISTOLOGIA ESPECULATIVA DO SÉCULO XIX

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Por: Helio Clemente

A cristologia especulativa do século XIX foi devida principalmente à influência de Hegel, segundo os hegelianos Cristo era a síntese do divino e do humano, mas ele era representativo de toda a humanidade, de forma que todos os homens eram divinos.

“O Verbo se fez carne”.

Na visão hegeliana o divino não ficou restrito ao Verbo, ao se fazer humano o Ser Divino não ficou fechado em si mesmo, mas representava toda a humanidade na síntese entre o divino e o humano. Desta forma realiza-se o ideal de Hegel: O ser humano não está mais separado de Deus, mas todos os homens são formas de manifestação do Ser Divino, todos são divinos.

Os hegelianos pretendiam estender a divindade de Cristo a toda a humanidade, segundo eles a bíblia não era confiável, a doutrina cristã deveria ser estendida a toda a humanidade, caso contrário, o homem moderno não iria aceitá-la.  A encarnação de Cristo seria, desta forma, a manifestação de uma ideia universal. Cristo deixa de ser verdadeiro Deus e verdadeiro homem para se tornar um exemplo do divino-humano imperfeito estendido a toda a humanidade.

Mas, segundo eles, esta síntese divino-humana nunca foi realizada com perfeição, nem tampouco em Cristo, por este motivo, não se pode aceitar o que a igreja admite como perfeição em um só homem, mas a síntese deve ser estendida a toda a humanidade, pois Jesus era apenas mais um homem como todos os outros.

Ainda conforme esta corrente, a ideia básica do cristianismo não se identifica com Cristo, a pessoa de Cristo não teria nada a ver com o princípio cristão, o princípio cristão deveria ser estendido a toda a humanidade: A síntese divino-humana. Mesmo que esta síntese seja imperfeita, não se poderia aceitar a perfeição em uma só pessoa como as afirmações da igreja.

Por todos estes motivos, a vida e o sacrifício de Cristo eram considerados a primeira realização visível desta síntese divino-humana em uma personalidade histórica conhecida.

Nota final:

É penoso, para mim, escrever sobre estas manifestações heréticas no cristianismo, mas cabe ao cristão maduro conhecer o bem e o mal para poder discernir no futuro os erros do passado que se repetem insistentemente na moderna igreja cristã.

O conhecimento é a única arma do cristão nestes tempos de cristianismo humanista, onde a criatura está sendo adorada no lugar do Criador. Cabe, pois, ao cristão, a defesa da fé que foi entregue aos santos, lembrando sempre que os covardes encabeçam a lista daqueles que serão lançados no lago de fogo eterno.

Judas 3-4: “Amados, quando empregava toda a diligência em escrever-vos acerca da nossa comum salvação, foi que me senti obrigado a corresponder-me convosco, exortando-vos a batalhardes, diligentemente, pela fé que uma vez por todas foi entregue aos santos. Pois certos indivíduos se introduziram com dissimulação, os quais, desde muito, foram  antecipadamente pronunciados para esta condenação, homens ímpios, que transformam em libertinagem a graça de nosso Deus e negam o nosso único Soberano e Senhor, Jesus Cristo”.

Sobre o autor

Hélio Clemente

Meu nome é Helio Clemente: Tenho 72 anos, sou engenheiro, brasileiro, divorciado, graduado pela USP em 1967. Não defendo ou divulgo nenhuma denominação em particular, cristianismo é somente o evangelho, e o evangelho é toda a Escritura, desde o Gênesis até o Apocalipse.

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