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DEUTERONÔMIO 30,11-14 – Calvino

O EVANGELHO EM DEUTERONÔMIO 30,11-14 - CALVINO

O EVANGELHO EM DEUTERONÔMIO 30,11-14 – CALVINO

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Transcrição e revisão: Helio Clemente

Ora, aquele, depois de promulgada a lei, por testemunha conclama ao povo desta maneira:

Deuteronômio 30,11-14: “Porque este mandamento que, hoje, te ordeno não é demasiado difícil, nem está longe de ti. Não está nos céus, para dizeres: Quem subirá por nós aos céus, que no-lo traga e no-lo faça ouvir, para que o cumpramos? Nem está além do mar, para dizeres: Quem passará por nós além do mar que no-lo traga e no-lo faça ouvir, para que o cumpramos? Pois esta palavra está mui perto de ti, na tua boca e no teu coração, para a cumprires”.

“Este mandamento que hoje te prescrevo não é obscuro, nem posto ao longe, nem situado no céu, mas está junto de ti, em tua boca e em teu coração, para que o cumpras”.

Por certo que, se estas coisas forem entendidas como enunciadas em referência aos preceitos desnudos, confesso que nos veríamos em grande apuro para responder. Ora, ainda que seja bastante fácil evadir a isso, sustentando-se que aqui não se trata da capacidade e da disposição para a observância, mas de conhecimento, contudo talvez assim deixassem também alguma dúvida. Mas, de toda dúvida nos exime o Apóstolo, intérprete não ambíguo, que afirma haver Moisés aqui falado acerca do ensino do evangelho.

Romanos 10,8-9: “Porém que se diz? A palavra está perto de ti, na tua boca e no teu coração; isto é, a palavra da fé que pregamos. Se, com a tua boca, confessares Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo”.

Se, entretanto, algum refratário contestar que essas palavras foram violentamente torcidas por Paulo, para que pudessem aplicar-se ao evangelho, se bem que sua ousadia não carecerá de impiedade, contudo há como o tal pode ser refutado, à parte da autoridade do Apóstolo.

Ora, se Moisés falava somente dos preceitos, então de mui vã confiança inflava o povo. Pois, que outra coisa teriam feito, senão arrojar-se á ruína, se, como se lhes não fora difícil, tivessem se arremetido à observância da lei por suas próprias forças?

Portanto, onde está essa capacidade tão óbvia de observar a lei, quando nenhum acesso se patenteia, senão por um precipício mortal? Logo, nada é mais certo do que Moisés haver compreendido com estas palavras o pacto de misericórdia que havia sido promulgado juntamente com a exação da lei.

Ora, havia também ensinado, poucos versos antes, a saber, que nos é indispensável que o coração seja circuncidado pela mão de Deus, para que o amemos.

Deuteronômio 30,6: “O SENHOR, teu Deus, circuncidará o teu coração e o coração de tua descendência, para amares o SENHOR, teu Deus, de todo o coração e de toda a tua alma, para que vivas”.

Consequentemente, esta capacidade de que fala logo em seguida não a colocou no poder do homem, mas na assistência e proteção do Espírito Santo, que em nossa fraqueza leva a bom termo sua obra, poderosamente.

Embora não se deva entender esta passagem simplesmente acerca dos preceitos; ao contrário, mais acerca das promessas do evangelho, que, na verdade, em nós não consolidam a capacidade de alcançar a justiça, senão que totalmente a destroem.

Ponderando isto, Paulo confirma, através desse testemunho, que no evangelho a salvação nos é proposta não sob essa dura, árdua e impossível condição segundo a qual age a lei conosco, ou seja, que a atinjam aqueles que tiverem cumprido todos os mandamentos (o que é impossível ao homem); mas, pelo contrário, mediante uma condição fácil, pronta e de franco acesso (a fé em Cristo). E assim, esta passagem nada contribui para vindicar liberdade ao arbítrio humano.

Sobre o autor

Hélio Clemente

Meu nome é Helio Clemente: Tenho 66 anos, sou engenheiro, brasileiro, divorciado, graduado pela USP em 1967. Não defendo ou divulgo nenhuma denominação em particular, cristianismo é somente o evangelho, e o evangelho é toda a Escritura, desde o Gênesis até o Apocalipse.

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