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EVANGELHO DE JOÃO – INTRODUÇÃO – JOHN GILL

Gill: Introdução ao evangelho de João

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Revisão: Helio Clemente

O autor deste Evangelho é João, o filho de Zebedeu e Salomé, o irmão de Tiago o grande; ele viveu mais do que o resto dos discípulos, e escreveu este evangelho depois dos outros evangelistas; e nele muitas coisas estão registradas, as quais não constam nos outros evangelhos tais como vários discursos de Cristo, e milagres feitos por ele; muitos incidentes em Sua vida, e circunstâncias relacionadas com Seus sofrimentos e morte.

A ocasião deste evangelho é geralmente pensada ter sido durante os erros de Ebion [1] e Cerinthus [2], que negaram a divindade de Cristo, afirmando que ele era um mero homem, e que ele não existiu antes de sua encarnação; e o designo dele é para lhes refutar.

É fácil observar que João começa seu Evangelho com a divindade de Cristo; afirma ser ele Deus, e prova ser ele verdadeiramente e propriamente assim, pela obras da criação, que foram operadas por ele, assim com mostra que ele foi realmente homem.

Clemente chama este Evangelho de João: “Pneumatikon euaggelion” – um Evangelho espiritual. Como de fato o é, consistindo de discursos espirituais de Nosso Senhor, em várias ocasiões, tanto no início, e durante o seu ministério, e especialmente um pouco antes de seus sofrimentos e morte, e observa, que João, o último dos evangelistas, considerando que nos outros evangelhos foram declaradas as coisas relacionadas ao corpo de Cristo, isto é, a ele, como ele era segundo a carne; à sua genealogia e nascimento como homem; ao que foi feito à ele, ou por ele, na Sua infância; ao seu batismo, tentações, jornadas, etc.

Pelas solicitações de seus amigos, familiares e movido pelo Espírito de Deus, compôs este Evangelho.

Demais, é observado por alguns, que os outros três evangelistas somente registraram o que foi feito por Cristo, um ano após João o Batista ter sido lançado na prisão, portanto João, em meio às súplicas de seus amigos, colocou estas coisas neste Evangelho, as quais foram feitas ou ditas por Cristo, antes de João ter sido lançado na prisão.

 

Ele foi chamado muito cedo por Cristo, enquanto jovem; e esteve com Ele durante o período integral de seu ministério, e foi uma testemunha ocular e ouvinte do que ele aqui relata, e seu testemunho é para ser recebido; ele foi o discípulo amado, reclinou-se sobre o peito de Jesus, e teve grande intimidade com ele e poderia ter participado de algumas coisas, que os outros não tinham conhecimento.

Embora ele fosse um Galileu, e um homem sem letras, todavia sendo dotado com os extraordinários dons do Espírito, foi abundantemente qualificado para escrever este livro.

O que alguns escritos antigos dizem dele, que ele era um sacerdote, e que vestia uma placa, isto é, de ouro sobre sua testa, não pode ser verdade, visto que era não era da tribo de Levi; além disso, somente o sumo sacerdote vestia isto sobre sua mitra; a menos que eles queriam dizer, como muitos semelhantemente parecerem querer, que ele foi um bispo Cristão. Talvez o engano possa de alguma forma surgir de João o Batista, que era da ordem sacerdotal, e é chamado por alguns escritores Judeus, de João o sumo sacerdote.

Quando e onde este Evangelho foi escrito, não é certo; alguns dizem na Ásia, depois dele ter escrito sua Revelação em Patmos; e outros dizem particularmente, que foi escrito em Éfeso; o título dele na versão Síria significa muito, na qual aparece dessa forma:

Versão Síria: “O santo Evangelho, a pregação de João, que ele falou e publicou em Grego em Éfeso”.

E com o mesmo propósito é o título dele na versão Persa:

Versão Persa: “O Evangelho de João, um dos doze apóstolos, o qual ele falou na cidade de Éfeso, na língua Greco-Romana”.

NOTAS DO TRADUTOR:

[1] – Ebionismo – Heresia judaizante dos seguidores de Ebion, entre os séculos I e III d.C. Possui diversas variantes, todas elas de natureza adocionista [adocionismo era uma heresia dos séculos II e III d.C. que ensinava não ser Jesus verdadeiro Filho de Deus, mas apenas um homem comum, de grande virtude, que, pelo batismo, ao ser possuído pelo Espírito de Deus, tornara-se seu filho “adotivo”].

Ao pregar a estrita fidelidade ao monoteísmo do Antigo Testamento, os ebionistas rejeitaram os Evangelhos cristãos, com exceção de Mateus. Opunham-se com particular ênfase à doutrina de Paulo, pois pregava a salvação pela fé, enquanto que Jesus, para os ebionistas, era o Messias anunciado pela Lei e os Profetas, e sua missão tinha sido reconduzir o povo judeu à fiel observância da Lei. Rejeitavam a elevada cristologia do Evangelho de João, pois, na concepção ebionista, Jesus era simples homem, e não Deus preexistente. Desaprovavam finalmente o de Lucas, ao negarem eles a virgindade de Maria – o pai de Jesus seria um soldado romano.

[2] – Cerinthus – Cristão herético gnóstico, afirmava que o corpo de Jesus não era real, era uma ilusão criada para dar a impressão de existência física, cujos erros, de acordo com o teólogo Irineu, levou o apóstolo João a escrever seu evangelho do Novo Testamento,

Sobre o autor

Hélio Clemente

Meu nome é Helio Clemente: Tenho 72 anos, sou engenheiro, brasileiro, divorciado, graduado pela USP em 1967. Não defendo ou divulgo nenhuma denominação em particular, cristianismo é somente o evangelho, e o evangelho é toda a Escritura, desde o Gênesis até o Apocalipse.

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