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ÊXODO 1,8

ÊXODO 1,8 – O NOVO FARAÓ QUE NÃO CONHECERA JOSÉ

ÊXODO 1,8 – O NOVO FARAÓ QUE NÃO CONHECERA JOSÉ

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Por: Helio Clemente

Êxodo 1,8: “Entrementes, se levantou novo rei sobre o Egito, que não conhecera a José”. No livro do Êxodo, as agruras do povo judeu começam com o domínio de uma nova dinastia de faraós, um novo rei “que não conhecera a José”.

 Quando José foi levado ao Egito, este país era dominado por uma dinastia de Faraós descendentes dos hiksos, um povo chamado “Os Reis Pastores”, que haviam migrado da palestina para o Egito e dominado o país aproximadamente em 1800 a.C. Por volta de 1500 a.C. povos nativos dominaram novamente o Egito constituindo novo faraó, provavelmente a Ramsés II. Este foi o rei que não conhecera José.

Mas, voltemos no tempo para ver que nada acontece por acaso nos planos eternos de Deus, vejamos o que Deus diz a Jacó a respeito de sua descendência.

Gênesis 15,13: “Então, lhe foi dito: Sabe, com certeza, que a tua posteridade será peregrina em terra alheia, e será reduzida à escravidão, e será afligida por quatrocentos anos”.

Vemos aqui, que a permanência dos hebreus no Egito era parte de um plano divino para a formação do seu povo no abrigo de um país poderoso como era o Egito nesta época. Mas depois de quatrocentos anos, este povo sairia do Egito para formar as doze tribos de Israel, o povo de Deus.

Gênesis 15,14: “Mas também eu julgarei a gente a que têm de sujeitar-se; e depois sairão com grandes riquezas”.

Podemos ver em seguida o plano de Deus em realização por intermédio dos irmãos de José, que o venderam a uma caravana de ismaelitas (midianitas) que iam ao Egito. Após muitos dissabores, José foi chamado a interpretar os sonhos de Faraó, que ficou impressionado com a sabedoria de José e o nomeou governador de todo o Egito.

Esta foi a forma providenciada por Deus para preservação da família de Jacó e a geração do povo hebreu. Quando José se revela aos seus irmãos ele reconhece que todas as coisas acontecem conforme a vontade e sabedoria de Deus.

Gênesis 45,5: “Agora, pois, não vos entristeçais, nem vos irriteis contra vós mesmos por me haverdes vendido para aqui; porque, para conservação da vida, Deus me enviou adiante de vós”.

Para conservação da vida, Deus me enviou adiante de vós: Esta frase revela o sentido real da história de José e da família de Jacó. Faraó deu aos filhos de Jacó a Terra de Gósen, esta era localizada no delta do Rio Nilo, a melhor terra do Egito para agricultura e pastoreio.

O desenvolver de toda a história não só mostra que cada acontecimento era parte de um plano providencial de Deus, mas também que o Senhor pode se valer do bem e do mal para levar a cabo os seus desígnios.

Isaías 45,7: “Eu formo a luz e crio as trevas; faço a paz e crio o mal; eu, o SENHOR, faço todas estas coisas”.

Por aqui vemos que, até o que julgamos como mal é usado no plano de Deus com uma finalidade determinada na providência divina, não cabe ao homem contestar a realização do plano de Deus na salvação de seu povo, pois Ele tem misericórdia de quem quiser e se compadece que quem lhe aprouver.

Romanos 9,15: “Pois ele diz a Moisés: Terei misericórdia de quem me aprouver ter misericórdia e compadecer-me-ei de quem me aprouver ter compaixão”.

Mas, voltemos à nossa história e vejamos porque o novo faraó ficou apreensivo com o povo hebreu: O povo havia se multiplicado e aumentaram muito, a ponto do novo rei ficar preocupado com a segurança do país.

Êxodo 1,7: “Mas os filhos de Israel foram fecundos, e aumentaram muito, e se multiplicaram, e grandemente se fortaleceram, de maneira que a terra se encheu deles”.

Observe neste verso sete, a diferença com relação ao primeiro verso, neste verso os “filhos de Israel” se referem aos doze filhos de Jacó e suas famílias, cerca de setenta pessoas, já no verso sete “os filhos de Israel” eram contados aos milhões.

Êxodo 1,1: “São estes os nomes dos filhos de Israel que entraram com Jacó no Egito; cada um entrou com sua família”.

Este significado diferenciado dos “filhos de Israel” significa que não estamos mais lidando com uma só família, mas com todo um povo, conforme a promessa de Deus. Vemos também, que a intolerância do novo faraó era parte do plano de Deus para a formação da nação judaica, conforme prometido aos patriarcas.

O texto bíblico não identifica pessoalmente faraó, mas apresenta-o como a personificação de poderes mundanos e espirituais que se opõem severamente aos planos divinos e luta com todos os recursos para bloqueá-los. Todavia, vemos também que até a oposição ferrenha de faraó é parte inexorável do plano de Deus, que determina sua resistência até o clímax final com a morte dos primogênitos em todo o Egito.

Êxodo 7,3: “Eu, porém, endurecerei o coração de Faraó e multiplicarei na terra do Egito os meus sinais e as minhas maravilhas.

Desta forma, a presença de uma população estrangeira na fronteira do Egito é vista como uma ameaça à segurança do país, o que leva faraó a tomar medidas drásticas contra o povo de Deus, impondo trabalhos forçados e ordenando o extermínio de todos os bebês do sexo masculino.

Êxodo 1,10: “Eia, usemos de astúcia para com ele, para que não se multiplique, e seja o caso que, vindo guerra, ele se ajunte com os nossos inimigos, peleje contra nós e saia da terra”. A história, porém, mostra que as medidas tomadas por faraó não conseguem impedir o desenvolvimento do povo, que, ao contrário do previsto, aumenta e a ordem para que as parteiras matem os bebês do sexo masculino acaba por criar condições para a salvação de Moisés, o profeta escolhido para libertar o povo judeu.

O que vemos nesta e em todas as histórias, bíblicas ou não, é que a vontade de Deus é a razão de todas as coisas e ninguém pode se opor às determinações divinas. O que Deus desejou ele determinou e o que ele determinou será realizado a despeito de toda a oposição no mundo material ou espiritual.

Ezequiel 5,8: “Por isso, assim diz o SENHOR Deus: Eis que eu, eu mesmo, estou contra ti; e executarei juízos no meio de ti, à vista das nações”.

Louvado seja Deus!

Sobre o autor

Hélio Clemente

Meu nome é Helio Clemente: Tenho 72 anos, sou engenheiro, brasileiro, divorciado, graduado pela USP em 1967. Não defendo ou divulgo nenhuma denominação em particular, cristianismo é somente o evangelho, e o evangelho é toda a Escritura, desde o Gênesis até o Apocalipse.

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