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ÊXODO 21,22

ÊXODO 21,22 – O ABORTO E A LEI

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Tradução livre por: Helio Clemente

Êxodo 21,22: “Se homens brigarem, e ferirem mulher grávida, e forem causa de que aborte, porém sem maior dano, aquele que feriu será obrigado a indenizar segundo o que lhe exigir o marido da mulher; e pagará como os juízes lhe determinarem”.

Vejamos sequência do verso para melhor entendimento.

Êxodo 21,23: “Mas, se houver dano grave, então, darás vida por vida”.

Este é o único texto bíblico a respeito do aborto provocado, vejamos abaixo a interpretação deste verso.

Bíblia de Genebra:

“Vida por vida” – A morte da mãe ou a criança em caso ela aborte​​. Além disso, a morte da criança por nascer.

O que vemos aqui é que a vida do feto é requerida do homem causador do aborto, tanto quanto a vida da mulher. Este é um fato bíblico inconteste, a Escritura considera o indivíduo completo desde a sua concepção: Todo ser humano é dotado de uma alma em sua concepção, negar este fato é negar toda a bíblia e todo o cristianismo.

Matthew Henry:

O cuidado especial que a lei mosaica tinha com mulheres grávidas é que nenhum dano deve ser feito a elas que possa ocasionar o aborto. A lei da natureza nos obriga a ser muito sensível neste caso, para que a árvore e a fruta não sejam destruídas juntas. Mulheres grávidas são, assim, tomadas sob a proteção especial da lei de Deus. Se a mãe ou o filho sofrem dano, estão sob a proteção especial da providência de Deus, e a expectativa é que serão protegidos na gravidez. Caso contrário, deverá ser aplicada a lei geral da retaliação que o nosso Salvador se refere.

Mateus 5,38: “Ouvistes que foi dito: Olho por olho, dente por dente”.

Todavia, a execução da presente lei não fica posta nas mãos de particulares, mas todas as questões devem ser levadas a decisão dos juízes e magistrados competentes para julgar. Neste caso da lei mosaica o julgamento ficava a cargo dos sacerdotes.

Vemos acima que a morte da mulher ou do feto será motivo da morte do agressor. John Gill analisa abaixo o caso do nascimento prematuro provocado pelo acidente, sem danos maiores para a mãe ou para o filho. Mesmo neste caso o agressor seria punido com o pagamento dos danos causados, pela dor e mágoa da mulher grávida.

John Gill:

Verso 22 – E ferir uma mulher grávida, que, sendo a esposa de um deles, ou também uma mulher israelita, que se interpõe para separá-los, ou ajudar o marido; mas o outro, em vez de atingir o seu antagonista como pretendia, dá um golpe na mulher, provocando a “saída do filho do seu ventre” (hebraico), o nascimento prematuro, através do ferimento, do medo da briga e de seu marido ser ferido.

Se o golpe que ela recebeu, ao se interpor, provocar o nascimento prematuro da criança, dando à luz mais cedo que esperava, o agressor certamente será punido. Neste caso do nascimento prematuro, o causador será multado por ter golpeado a mulher e apressado o parto. A multa será de acordo como o marido da mulher lhe impuser; e pagará como os juízes decidirem.

O marido pode propor o que deve ser pago, e pode pedi-lo em tribunal, e se o espancador concordar com isso, o acordo está feito, mas se ele julgou uma demanda exorbitante, ele pode apelar para os juízes, pois o marido não pode colocar o que bem lhe aprouver. No caso da contestação, a decisão ficava a cargo dos sacerdotes, e como eles determinavam deveria ser pago.

Sobre o autor

Hélio Clemente

Meu nome é Helio Clemente: Tenho 72 anos, sou engenheiro, brasileiro, divorciado, graduado pela USP em 1967. Não defendo ou divulgo nenhuma denominação em particular, cristianismo é somente o evangelho, e o evangelho é toda a Escritura, desde o Gênesis até o Apocalipse.

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