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Somos um site cristão, em conformidade com os padrões reformados, não concordamos obrigatoriamente com as opiniões emitidas nos livros postados, todavia, sabemos que um cristianismo saudável somente pode ser exercido através do conhecimento. Desta forma, sigamos o conselho do apóstolo: “Julgai todas as coisas, retende o que é bom”. Louvado seja Deus!

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Antropologia

Filhos da Ira – Helio

FILHOS DA IRA – ÉRAMOS TODOS PSICOPATAS?

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Por Helio Clemente

Todas as grandes doutrinas do livre-arbítrio começam com a negação dos efeitos catastróficos da queda, ou seja, com a negação da Palavra de Deus, pois a Escritura é claríssima com relação à transmissão da corrupção herdada de nossos primeiros pais.

Adão e Eva entenderam que a Árvore da Ciência do Bem e do Mal representava uma limitação à liberdade, Satanás, aproveitando-se da vaidade do homem, transformou o símbolo do pacto em objeto de cobiça, capaz de transformar o humano em divino.

O homem moderno, à semelhança do ancestral, continua adorando a criatura em lugar do Criador, atribuindo ao próprio homem a capacidade de cooperar na obra de Cristo e salvar a si mesmo por sua própria justiça, a sedução de Satanás persiste: “Como Deus, sereis…”

Gênesis 3,5: “Como Deus, sereis…”

A humanidade decaída:

Por este pecado eles decaíram da sua retidão original e da comunhão com Deus, e assim se tornaram mortos em pecado e inteiramente corrompidos em sua natureza: Em todas as suas faculdades e partes do corpo e da alma.

A queda corrompeu a natureza do homem, destruindo qualquer possibilidade de comunhão com Deus. A capacidade do homem para cooperar ou decidir a favor do bem e da salvação não existe mais após a queda.

Romanos 5,12: “Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram”.

O que são, por natureza, os filhos da ira?

O filho da ira não sente arrependimento, não sente culpa, regozija-se nos seus pecados e não tem a menor intenção de se regenerar, a única coisa que interessa é não ser pego, não ser descoberto, o resto é válido, o que é esta pessoa?

Vejamos abaixo uma descrição médica do que é um psicopata:

O psicopata:

O psicopata sabe perfeitamente que suas ações não são corretas, mas não se incomoda com isto, faz qualquer coisa para conseguir o que quer. Não se deixa dominar pelas emoções, mas tem bastante habilidade para percebê-las e explorá-las em outras pessoas, usando este conhecimento para dominá-las ou manipulá-las.

Não sente compaixão ou culpa pelo que faz, não respeita valores éticos, morais ou religiosos, mas faz questão de aparentar respeitabilidade, não sente vergonha e age impulsivamente. Pode usar (e usa) sua inteligência com tranquilidade para se aproximar e usar as pessoas a seu lado, seja no trabalho, na família ou na igreja.

Os psicopatas, em geral, não são criminosos violentos, esta é uma classe minoritária e aparte da sociedade, são bandidos, assassinos, estupradores e outros que, mesmo assim, constituem apenas 10% da população carcerária. Estes são realmente perigosos, passam por cima de toda e qualquer lei ou norma sem se importar com o seu conceito social, o que, por outro lado, é algo de extrema importância para o psicopata comum, ele quer ser considerado moralmente perfeito pelas outras pessoas.

A característica básica do psicopata é que ele vai atrás do que lhe dá prazer ou lhe interessa de maneira particular, pode ser poder, dinheiro, sexo, prestígio social ou qualquer outra coisa e ele usa todos os meios à sua disposição (desde que não seja descoberto): Política, assistência social, profissão, família ou religião, mas não respeita ou valoriza nenhum destes meios utilizados, tem em mente apenas o fim a ser atingido, seja como for.

Esta descrição arrepia e causa constrangimento, normalmente as pessoas sentem repulsa pela utilização desta linguagem psiquiátrica, mas, será que nunca estivemos em uma situação semelhante? Como éramos antes de sermos chamados pela graça Deus? Vejamos o que diz o apóstolo:

Efésios 2,3: “Entre os quais também todos nós andamos outrora, segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos, por natureza, filhos da ira, como também os demais”.

Como também os demais… Assim todos nós andávamos outrora, segundo as inclinações da carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos, éramos todos filhos da ira. Todos nascem em pecado, não há justo, nem um sequer e não somos exceção, até aquele exato momento em que somos justificados por Deus, somos todos filhos da ira, ou podemos dizer, Psicopatas?

Efésios 4,17-19: “Isto, portanto, digo e no Senhor testifico que não mais andeis como também andam os gentios, na vaidade dos seus próprios pensamentos, obscurecidos de entendimento, alheios à vida de Deus por causa da ignorância em que vivem, pela dureza do seu coração, os quais, tendo-se tornado insensíveis, se entregaram à dissolução para, com avidez, cometerem toda sorte de impureza”.

Como diz o apóstolo: Quem me livrará o corpo desta morte? Esta é uma confissão desesperada de alguém que conseguiu conhecer sua verdadeira natureza; esta humildade, esta consciência do pecado é o que caracteriza a segurança da salvação. Ser salvo não é euforia, Jesus diz que a primeira função do Espírito é convencer o mundo do pecado, enquanto não estamos convencidos do pecado não estamos seguros.

João 16,8: “Quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo”.

Lutero, quando perseguido pela inquisição declarou: “Tenho mais medo de meu ego que do Papa de Roma”. Esta é uma realidade cruel para todos nós – reconhecer em nós mesmos o pecado que tanto abominamos. Paulo já no fim de sua vida se confessa o maior dos pecadores, o apóstolo Pedro, no episódio da pesca maravilhosa prostra-se aos pés de Jesus e diz: “Retira-te de mim que sou homem pecador”. E nós, somos melhores que eles?

Mas Paulo, após a agonia do sentimento de pecado, traz a maravilhosa convicção da liberdade em Jesus Cristo, continuamos pecadores, sim, mas debaixo da graça de Cristo, do amor de Deus e da comunhão do Espírito. Não estamos livres do pecado, mas não temos prazer nele. E sabemos que, em Cristo, estamos livres da condenação.

Romanos 9,1-2: “Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus. Porque a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte”.

E agora, haveremos de pecar por estarmos livres da condenação?

Romanos 6,2: “De modo nenhum! Como viveremos ainda no pecado, nós os que para ele morremos?”.

Tais fomos nós, mas fomos lavados, fomos santificados e fomos justificados em o nome de Jesus Cristo – Louvado seja Deus!

1 Coríntios 6,11: “Tais fostes alguns de vós; mas vós vos lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificados em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus”.

Sobre o autor

Hélio Clemente

Meu nome é Helio Clemente: Tenho 72 anos, sou engenheiro, brasileiro, divorciado, graduado pela USP em 1967. Não defendo ou divulgo nenhuma denominação em particular, cristianismo é somente o evangelho, e o evangelho é toda a Escritura, desde o Gênesis até o Apocalipse.

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