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Homens e Anjos (parte 2)

HOMENS E ANJOS – SPURGEON

HOMENS E ANJOS – SPURGEON

Quando Deus fez o mundo, Ele viu a obra da criação e disse: Eis que tudo é muito bom…

Gênesis 1,31: “Viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom…”.

Uma vez que tudo era muito bom, caso as criaturas caíssem da condição em que haviam sido criadas deveriam sofrer o castigo devido pelas suas transgressões, e ali onde caíram, morreriam, tanto homens como anjos.

Mas, Deus faz uma exceção: o homem caído, que se rebelou conscientemente contra o Criador, foi objeto da misericórdia divina, Deus mesmo se dispôs a redimir os perdidos para que fossem objeto de uma nova criação.

Ezequiel 36,26-27: “Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne. Porei dentro de vós o meu Espírito e farei que andeis nos meus estatutos, guardeis os meus juízos e os observeis”.

Isto é tão surpreendente quanto pode ser, que é o homem frente a um anjo?

Os anjos são criaturas poderosas, espirituais, desfrutam da comunhão divina, conhecem incomparavelmente mais que o mais sábio dos homens, todavia, quanto aos anjos que caíram, não existiu da parte de Deus a misericórdia que foi aplicada aos homens, os anjos que caíram deixaram sua habitação celestial em caráter definitivo.

2 Pedro 2,4: “Ora, se Deus não poupou anjos quando pecaram, antes, precipitando-os no inferno, os entregou a abismos de trevas, reservando-os para juízo”.

Deus não teve misericórdia dos anjos, eles foram feitos puros e santos, tanto quanto o homem, deveriam ter permanecido neste estado e se rebelaram, tanto quanto os homens, mas os anjos foram lançados por terra sem nenhuma promessa de misericórdia e permanecem nas trevas, sem possibilidade de perdão.

Mas, este mesmo Deus que destinou os anjos caídos ao tormento eterno sem esperança ou oportunidade, abandonou sua majestade para reparar o dano causado pelo homem. Pela encarnação, o próprio Deus, na pessoa de seu eterno Filho, o Verbo de Deus, assumiu uma natureza humana.

Mateus 1,23: “Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e ele será chamado pelo nome de Emanuel (que quer dizer: Deus conosco)”.

Ele tomou voluntariamente a forma de servo e cumpriu em sua vida toda a obediência que Adão não houvera sido capaz de cumprir. Morreu voluntariamente uma morte vicária e sacrificial na cruz do Calvário, adquirindo desta forma a redenção de seu povo.

Filipenses 2,7: “Antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana”.

Por este sacrifício Deus está nos dizendo: deixastes o meu caminho, e eis que eu mesmo vos redimirei, eu mesmo repararei o dano que vossa mão me tem causado, eu faço isto por amor de meu nome.

Pela minha glória eterna voltarei ao meu trabalho e farei de vós uma nova criação, dar-vos-ei novo coração e novo espírito para que amem a minha lei.

Isaías 43,25: “Eu, eu mesmo, sou o que apago as tuas transgressões por amor de mim e dos teus pecados não me lembro”.

Eis que tudo isto foi feito na cruz do calvário: Está consumado, foi o que disse Jesus.

João 19,30: “Quando, pois, Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado! E, inclinando a cabeça, rendeu o espírito”.

Está consumado:

Nada mais resta ao homem pecador e incapaz que precise realizar, aliás, todo aquele que pensa que pode acrescentar algo ao sacrifício de Cristo fará companhia aos anjos rebeldes, pois todo aquele que não tem o Filho não tem o Pai.

1 João 5,12: “Aquele que tem o Filho tem a vida; aquele que não tem o Filho de Deus não tem a vida”.

Da necessidade da promessa:

Voltemos agora ao profeta Ezequiel, vejamos a necessidade da promessa de Deus: Dar-vos-ei novo coração e novo espírito.

Esta promessa é maravilhosa ao cristão convertido e uma ofensa ao orgulho dos falsos religiosos.

Ezequiel 36,26: “Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne”.

Existem pessoas que são desprezadas por seus companheiros, existem pessoas que não são levadas a sério nem por sua família, mas jamais existiu alguém que tenha sido tão desprezado quanto Deus e a sua Palavra.

Ele, sendo Deus, assumiu a forma de servo, sendo impecável viveu entre pecadores, sendo inocente entregou-se à morte reservada para os piores criminosos, sendo Deus, deixou-se profanar voluntariamente para salvação de seu povo.

Isaías 53,5: “Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados”.

Imagine agora um castigo extremo, a forca, a cadeira elétrica, o gás letal, todas as formas de se executar um criminoso. Imagine agora um castigo pior, muito pior, mas aplicado a um ser inocente, o único justo que já existiu em toda a humanidade, Jesus.

Lucas 22,44: “E, estando em agonia, orava mais intensamente. E aconteceu que o seu suor se tornou como gotas de sangue caindo sobre a terra”.

O homem tem a ferocidade do leão, mas sem a sua nobreza, tem a teimosia de um asno, mas sem sua paciência, tem a gula desesperada do lobo, mas sem a sua sutileza. Ora, se julgarmos a natureza humana veremos que ela tem que ser refeita de forma total, o homem tem que nascer de novo para entrar no reino de Deus.

Nicodemos era mestre em Israel, mas ele não conseguiu entender o novo nascimento, Jesus lhe disse que ninguém verá o reino de Deus se não nascer de novo: Importa-vos nascer de novo, ele disse sem mais explicações.

Porque Jesus agiu desta forma com Nicodemos? Porque Nicodemos, como mestre em Israel, deveria conhecer as profecias do VT:

Ezequiel 36,26: “Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo…”.

Os judeus haviam transformado a Escritura em uma religião legalista de meras formalidades, observavam rigorosamente os rituais e a liturgia, mas haviam se esquecido do principal, a misericórdia e o conhecimento de Deus.

Da mesma forma, os religiosos modernos continuam esta tradição, eles se acham merecedores da misericórdia divina, eles se julgam mais santos que os outros.

Estes religiosos formais e legalistas julgam-se acima de quaisquer julgamentos e todos acreditam que serão salvos por levar uma vida sem pecado – são os modernos fariseus.

Isaías 28,10: “Porque é preceito sobre preceito, preceito e mais preceito; regra sobre regra, regra e mais regra; um pouco aqui, um pouco ali”.

Mesmo assim, apesar de todos estes fatos acima, alguns destes homens e mulheres caídos, corrompidos e egoístas receberam de Deus um plano de salvação que os anjos não têm.

Muitas pessoas, todas indignas, receberão a misericórdia de Deus, os anjos que caíram não verão a misericórdia, estão eternamente caídos, pois não foi a anjos que Deus sujeitou o mundo vindouro, mas a Cristo, o Filho eterno de Deus, que irá receber, na glória, o povo que Deus lhe deu.

Hebreus 2,5-6: “Pois não foi a anjos que sujeitou o mundo que há de vir, sobre o qual estamos falando; antes, alguém, em certo lugar, deu pleno testemunho, dizendo: Que é o homem, que dele te lembres? Ou o filho do homem, que o visites?”.

Como observa Spurgeon com espanto: “Que coisa estranha é ver um pecador miserável orgulhoso de sua moralidade; e apesar disto, é algo que encontramos todos os dias”.

Já disse e repito, contra todo o pensamento religioso vigente, não existem santos salvos, mas pecadores miseráveis condenados e pecadores miseráveis salvos unicamente pela graça de Deus em Cristo.

Assim como os anjos caídos, a glória se foi para sempre da natureza humana, somente Deus poderá recriar o homem em uma nova criatura, somente Deus pode criar uma nova natureza, a nossa não tem conserto, não tem remédio, jamais poderá ser melhorada.

Tentar corrigir a natureza corrompida pela queda é como colocar uma focinheira em um cão violento, ele não irá morder, mas sua ferocidade continua a mesma.

Por este motivo, Deus toma a iniciativa, como afirma o profeta Ezequiel:

“Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo”.

Quando o filho pródigo chega de volta à casa do pai ele fica ao longe sem coragem de se aproximar, mas o pai vem ao seu encontro e o perdoa e o honra com todos os direitos de um filho, assim é a misericórdia de Deus.

Lucas 15,20: “E, levantando-se, foi para seu pai. Vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou, e, compadecido dele, correndo, o abraçou, e beijou”.

Que lição podemos tirar de tudo isto?

Seguindo o exemplo do filho pródigo, reconheçamos em primeiro lugar nossa natureza corrompida, nosso orgulho e nossos pecados contra Deus e como ele digamos:

Lucas 15,21: “Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho”.

Todo aquele que se considera digno de sua própria salvação não sente a necessidade de mudança, somente aqueles que reconhecem sua condição caída é que serão mudados por Deus.

Somente aqueles que se reconhecem pecadores pedirão pela mudança, e somente estes receberão o novo coração, como disse o filósofo francês Blaise Pascal:

Blaise Pascal: “Existem homens pecadores que se consideram justos, e aqueles justos que se declaram pecadores”.

Deus é puro e santo e exige perfeição antes do processo de salvação, mas esta perfeição devida para a salvação vem somente da justiça de Cristo, portanto, somente pela graça de Deus em Cristo o homem pode ter sua natureza mudada e ser aceito por Deus.

Não pense jamais que alguém pode se chegar ao trono da glória pela sua moralidade, uma vida que agrada a Deus é fruto da salvação e não a razão para a salvação.

Deus se agrada do coração contrito, do espírito abatido, somente a estes será concedida a graça do novo nascimento, ninguém se chegará a Deus pelos seus méritos próprios, ninguém se chegará a Deus pelo poder da igreja e de seus ministros, a única justiça que salva é a justiça de Cristo, esta somente é concedida a quem se humilha diante de Deus.

Isaías 57,15: “Porque assim diz o Alto, o Sublime, que habita a eternidade, o qual tem o nome de Santo: Habito no alto e santo lugar, mas habito também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos e vivificar o coração dos contritos”.

Existe algum sentido em vivificar o que está vivo? Somente o que está morto pode ser vivificado, e esta é a nossa condição, o que diz a bíblia?

“Em Adão todos morrem, estamos mortos em nossos delitos e pecados, não há justo, não há um sequer, todos se extraviaram, à uma se fizeram inúteis, não há quem faça o bem, não há nem um sequer”.

Deus odeia o pecado e também o pecador, não se iludam com falsas afirmações daqueles religiosos que buscam o seu favor.

Humilhe-se diante do trono de Deus e ele ouvirá suas orações, coloque seus méritos diante de Deus e Ele dirá a você: Nunca o conheci!

Mateus 7,22-23: “Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniquidade”

Sobre o autor

Hélio Clemente

Meu nome é Helio Clemente: Tenho 66 anos, sou engenheiro, brasileiro, divorciado, graduado pela USP em 1967. Não defendo ou divulgo nenhuma denominação em particular, cristianismo é somente o evangelho, e o evangelho é toda a Escritura, desde o Gênesis até o Apocalipse.

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