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Doutrina da salvação

INTIMIDADE COM O TODO PODERESO – SWINDOLL

Introdução Durante este período sem igual da minha vida, tenho podido desfrutar de um curto tempo de alívio em relação às exigências da minha função pastoral.

Enquanto estive ocupado, as urgências tornaram-se menos freqüentes, dando-me maiores oportunidades para pensar e para registrar os meus pensamentos. Como apreciei essa mudança! Foi como um interlúdio incluído num programa musical, foi um tempo de quietude e de uma imprescindível reflexão.

Não apenas pude tomar fôlego, e ler muito mais do que antes. Tive também a oportunidade de observar o quadro religioso de nossos tempos com uma objetividade bem maior. Livre das responsabilidades que me pressionavam como parte da minha vida de pastor durante mais de trinta anos, achei-me mais no papel de um observador e de quem está aprendendo, do que no papel de um pregador e professor. Isto tem sido um interlúdio enriquecedor que certamente terminará num futuro não muito distante.

Certamente, como professor da bíblia sobre “Percepções para a Vida” e como presidente do Seminário Teológico de Dallas, tenho tido de observar e aprender. As muitas viagens e as minhas muitas novas responsabilidades mantiveram os meus pés dentro deste contexto de aprendizagem. O meu re-lacionamento com um chegado círculo de colegas acadêmicos do seminário também fez com que eu permanecesse disponível para qualquer necessidade. O meu novo papel tem me dado um grande incentivo, embora tenha também suas próprias pressões e seus próprios desafios.

O melhor de tudo, porém, é que eu tive a oportunidade de olhar para o meu ministério em geral e para a igreja em particular com novos olhos… e pude ver o que eu não tinha tempo de ver antes… e pude pensar nessas coisas sem freqüentes interrupções. Se bem que tenho sentido falta de certos aspectos do pastorado, de algumas coisas eu não senti falta, absolutamente. Eu repito, este interlúdio de dois anos tem sido de um valor incalculável, especialmente por já me ver voltando do papel de pastor de ovelhas num futuro próximo.

Um dos pontos que muito considerei, com um crescente interesse, como resultado desse tempo de avaliação, é a função de muitos no corpo. Pastores e ovelhas de igual forma muitas vezes têm confiado em mim, admitindo que a “tirania do urgente” não é algo teórico, mas um fato bem real na vida. Isso os deixa sentindo-se cansados, impacientes, até mesmo ressentidos e, pior, os deixa vazios. Este foi o lamento de um ministro, que me sussurrou nos ouvidos, ao terminar uma reunião com pastores: “Ninguém ao meu redor sabe disso, mas eu tenho trabalhado com muita irritação. Tenho me sentido solitário, vazio, superficial, escravizado a uma agenda que nunca me dá uma folga.” Quando eu o abracei, concordando com a sua vulnerabilidade e com a sua honestidade, ele começou a chorar com soluços profundos e palpitantes. Oramos, e em seguida ele se dispersou na multidão.

“Solitário, vazio, superficial, escravizado a uma agenda”… Essas palavras me assediaram durante vários meses. Não sei quantos, dos que vierem a ler estas páginas, se sentirão dessa mesma forma. Talvez você não tenha expressado o seu mundo com aquelas palavras, mas elas certamente descrevem por que você se sente tão frustrado, tão desgastado.

Em decorrência de minhas observações, e daquele encontro em especial, decidi pensar, ler e orar com muita seriedade sobre o assunto. O meu diário tornou-se uma bigorna em que malhei a maioria dos meus pensamentos pessoais. Felizmente pude elaborar aqueles pensamentos, que deram à luz outros pensamentos, que me levaram a uma profundidade maior, até que eu
cheguei ao coração do que parece ser o ponto central dessa questão: a falta de intimidade com Jesus. De maneira pura e simples, o que melhor define o problema é: a ausência de uma intimidade com o Todo-Poderoso. Envolvimentos, sim, mas não intimidade. Muitos programas e atividades, mas não intimidade.

Uma vez tendo me firmado neste ponto, decidi enfrentá-lo, por minha própria conta, primeiro em minha própria vida, e depois nas vidas de meus companheiros crentes. O meu desejo era ir além de simplesmente analisar o problema, embora eu tivesse que fazer isso. Tem que haver uma solução -uma maneira precisa e realística de alívio – para quem espera recuperar-se dessa enfermidade que está atingindo proporções epidêmicas dentro da família de Deus.

Foi com esta certeza que peguei a minha caneta para escrever este livro.

Espero que aqueles que lerem estas páginas descubram que a satisfação interior não é nem complicada nem mística, mas requer algumas mudanças radicais, mudanças difíceis, mudanças não agradáveis, mudanças no estilo de vida. Requer mudanças essenciais nos lugares secretos da sua vida.

Sem elas, contudo, a intimidade com o Todo-Poderoso permanece como um sonho distante. E, o que é pior, sem elas cada um de nós fica com aquela alternativa assustadora: sentindo-se “solitário, vazio, superficial, escravizado a uma agenda que nunca dá uma folga.

” Não há nada como a profundidade para nos tornar insatisfeitos com as coisas superficiais.

Sobre o autor

Hélio Clemente

Meu nome é Helio Clemente: Tenho 72 anos, sou engenheiro, brasileiro, divorciado, graduado pela USP em 1967. Não defendo ou divulgo nenhuma denominação em particular, cristianismo é somente o evangelho, e o evangelho é toda a Escritura, desde o Gênesis até o Apocalipse.

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