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Comentários Bíblicos

Introdução e Comentário (Antigo Testamento) vol. 6 – Josué

PREFÁCIO DO AUTOR

Os relatos de Josué estão entre os mais empolgantes da Bíblia. Quem é
que nunca se emocionou com a marcha em torno de Jericó e a queda do muro?
E quem nunca visualizou em sua mente a cena da batalha do “mais longo dos dias”, quando o sol estacionou em sua posição e Josué combateu os reis do sul? Misturadas em meio a esses relatos vividos acham-se as descrições da fundação de uma nação em sua terra, das cerimônias de aliança em que todo o Israel se reúne diante de Josué e renova seu compromisso com Deus e da detalhada distribuição de terra, aquele grande e visível símbolo da bênção de Deus ao povo escolhido. Esse é o livro de Josué, e hoje, mais do que nunca, sua mensagem precisa ser ouvida.
Os resultados vibrantes da arqueologia vêm proporcionando ao leitor da
Bíblia uma visão mais nítida e mais detalhada do mundo do Israel primitivo do que era possível mesmo há poucos anos. Existem os grandes sítios arqueológicos que vêm sendo escavados por gerações de exploradores (Jericó, Laquis e Hazor) e a compreensão aprofundada e desafios que trazem para a interpretação do período. Existem análises que examinam a estrutura e a forma de fontes textuais fundamentais fora da Bíblia: a esteia de Merneptá e sua menção primeira a “Israel”, os textos de Amaina e o quadro que desenham do mundo político de Canaã, e os textos cuneiformes recentemente descobertos em Hazor, Hebrom e outros lugares, os quais permitem, ao leitor, uma compreensão mais aprofundada do texto bíblico. E, então, temos o importante surgimento da arqueologia social e, junto com ela, dos reconhecimentos de campo feitos em décadas recentes. Pela primeira vez é possível ter uma visão mais completa de como as pessoas viviam, de onde viviam e de como muitas delas chegaram a se estabelecer na região montanhosa e em outros lugares. Com esses novos dados para se trabalhar, é possível ver, de uma forma mais exata e minuciosa do que
antes, as raízes do livro de Josué no mundo israelita primitivo.
Acrescente-se ainda que o impacto de abordagens literárias à Bíblia em
geral e a Josué em particular tem resultado em novas maneiras de entender
velhos problemas. Perguntas como “Quantas vezes Israel atravessa de fato o Jordão?” e, junto com ela, a inevitável indagação “Quantas fontes compõem este relato?” podem, para respondê-las, ser tratadas de formas mais satisfatórias do que presumindo-se a incompetência dos escritores.
Mais importante, no entanto, do que todas essas oportunidades é a mensagem que este livro traz para o cristão. Aqui se acham encorajamento à fé em Deus em meio às circunstâncias mais desfavoráveis, advertência sobre as terríveis conseqüências do pecado na família e na comunidade e o encorajamento a receber e a aceitar a nova aliança de Deus em Cristo e a apropriar-se de suas bênçãos da mesma maneira como os israelitas de Josué dedicaram-se à ocupação e distribuição da terra prometida.
Sou grato ao diretor e à equipe do Glasgow Bible College pelo seu apoio
durante o preparo deste trabalho e especialmente aos estudantes com quem pude conversar sobre muitas das idéias aqui encontradas. Outros também contribuíram com sugestões e idéias para este pequeno comentário, e, dessa forma, é um privilégio agradecer especialmente às seguintes pessoas: Rev David Kingdom, por sugestões e comentários sobre os primeiros rascunhos do manuscrito; Dr K. Lawson Younger Jr, pela leitura cuidadosa de boa parte do trabalho e por observações importantes e perspicazes; e Prof Donald Wiseman, que continuou a oferecer sugestões úteis ao longo das várias fases de elaboração deste manuscrito. Também desejo agradecer ao Dr Graeme Auld pelas sugestões bibliográficas. O professor Alan Millard e o Dr Nicolai Winther- Nielsen bondosamente partilharam comigo trechos de manuscritos ainda não publicados de sua autoria. A obra é dedicada a Jean, que me ajudou a enxergar além de páginas e telas de texto e ver uma vida vivida em fidelidade.
24 de outubro de 1995
Richard S. Hess
Roehampton Institute, Londres

Sobre o autor

Hélio Clemente

Meu nome é Helio Clemente: Tenho 72 anos, sou engenheiro, brasileiro, divorciado, graduado pela USP em 1967. Não defendo ou divulgo nenhuma denominação em particular, cristianismo é somente o evangelho, e o evangelho é toda a Escritura, desde o Gênesis até o Apocalipse.

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