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Comentários Bíblicos

Introdução e Comentário (Novo Testamento) vol. 6 – Romanos

PREFÁCIO DO AUTOR

Não se poderia arranjar mais apropriado prefácio do Comentário “Tyndale” de Romanos do que o prólogo a essa epístola feito por Guilherme Tyndale. Esse prólogo aparece na edição de 1534 do seu Novo Testamento Inglês. Somente uma razão milita contra sua reprodução completa aqui: sua extensão. É um verdadeiro tratado, quase tão longo quanto a epístola a que introduz. Começa assim:1 “Visto que esta epístola é a principal e a mais excelente parte do Novo Testamento, e o mais puro Euangelion, quer dizer, boas novas e aquilo que chamamos de Evangelho, como também luz e caminho que penetra o conjunto da escritura, creio que convém que todo cristão não somente a conheça de cor, mas também se exercite nela sempre e sem cessar, como se fosse o pão cotidiano da alma. Na verdade, ninguém pode lê-la demasiadas vezes nem estudá-la suficientemente bem. Sim, pois, quanto mais é estudada, mais fácil fica; quanto mais é meditada, mais agradável se torna, e quanto mais profundamente é pesquisada, mais coisas preciosas se encontram nela, tão grande é o tesouro de bens espirituais que nela jaz oculto.” E mais para o fim do prólogo, Tyndale diz: “Portanto, parece evidente que a intenção de Paulo era abranger resumidamente nesta epístola, de modo completo, todo o aprendizado do evangelho de Cristo, e preparar uma introdução ao Velho Testamento. Sim, pois, quem tem inteiramente no coração esta epístola, tem consigo a luz e a substância do Velho Testamento. Daí que todos os homens, sem exceção, se exercitem nela com diligência e a recordem noite e dia, até se familiarizarem com ela completamente.” E notável que Tyndale recomenda esta epístola como introdução, não do Novo Testamento, mas do Velho. Quer dizer, acha que ela é um guia indispensável para a compreensão dos livros da velha aliança. Nisto concorda com o pensamento de Paulo, pois este afirma que o Evangelho exposto nesta epístola foi de antemão anunciado nos escritos proféticos e que o caminho da justiça tornado manifesto no Evangelho foi declarado pela Lei e pelos Profetas. O Velho Testamento era a Bíblia que os apóstolos e outros cristãos das primeiras gerações usavam na propagação do Evangelho. Era o arsenal do qual se muniam das provas de que Jesus era de fato o Cristo, o Salvador do mundo. E a Epístola aos Romanos constitui extraordinário exemplo da maneira pela qual esse propósito era atendido. No estudo de Romanos, como no estudo de qualquer dos escritos de Paulo, é necessário vigiar contra uma tentação parecida com aquilo que se tem denominado “o perigo de modernizar Jesus”.2 Há igual perigo de modernizar Paulo. O leitor ou intérprete das cartas de Paulo, principalmente quando se sente fortemente atraído pela personalidade e pelo poder de raciocínio do apóstolo, muitas vezes é tentado a enfraquecer aqueles traços julgados antipáticos, para não dizer escandalosos, pelos padrões modernos. É possível ir com Paulo até onde ele foi e, depois, tentar ir mais longe, não pela aceitação de coisas que vão além do ensino dele mas, sim, pela modificação sutil, e muitas vezes inconsciente, dos seus conceitos, colocando-os em mais estreita conformidade com o pensamento atual. Mas a um homem do calibre de Paulo é preciso deixar que seja ele mesmo e que fale sua própria língua. Todas as bem intencionadas tentativas para fazê-lo profetizar um pouco mais suavemente do que de fato o faz, podem diminuir sua estatura, em vez de elevá-la. Nós, do século vinte, captaremos sua duradoura mensagem com muito maior compreensão se lhe permitirmos apresentá-la nos termos incondicionais com que o fez no primeiro século. Estou muito agradecido à Srta. June S. Hogg, B. A., pelo auxílio que deu datilografando o meu manuscrito, e à minha filha Sheila, por sua colaboração revisando as provas. F.F.B

1 A ortografia é atualizada. Este prólogo foi impresso em separata em Worms, em 1526. Apresenta muitos pontos de semelhança com o prefácio que Lutero escreveu de Romanos, mas Tyndale não é simples eco de Lutero.
2 Ver H. J. Cadbury, The Peril of Moderniiing Jesus (Nova York, 1937).

Sobre o autor

Hélio Clemente

Meu nome é Helio Clemente: Tenho 72 anos, sou engenheiro, brasileiro, divorciado, graduado pela USP em 1967. Não defendo ou divulgo nenhuma denominação em particular, cristianismo é somente o evangelho, e o evangelho é toda a Escritura, desde o Gênesis até o Apocalipse.

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