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Comentários Bíblicos

ISAÍAS 45,7 – HELIO

ISAÍAS 45,7

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Por: Helio Clemente

 

Isaías 45,7: “Eu formo a luz e crio as trevas; faço a paz e crio o mal; eu, o SENHOR, faço todas estas coisas”.

Este verso transmite diretamente as palavras de Deus, esta é uma proclamação majestosa, feita pessoalmente por Deus e revelada pelo profeta. Se Deus está aqui declarando pessoalmente de forma clara e direta que ele cria o mal, qual a razão dos contorcionismos de tantos teólogos e religiosos que se propõem a defender Deus daquilo que ele mesmo declara? Veja na sequência dos versos positivos a este respeito e depois os versos usados para contradizê-los (infelizmente é este o termo a ser usado) e depois os comentários.

Salmos 75,7: “Deus é o juiz; a um abate, a outro exalta”.

Eclesiastes 7,13: “Atenta para as obras de Deus, pois quem poderá endireitar o que ele torceu?”.

Lamentações 13,37-38: “Quem é aquele que diz, e assim acontece, quando o Senhor o não mande? Acaso, não procede do Altíssimo tanto o mal como o bem?”.

Isaías 63,17: “Ó SENHOR, por que nos fazes desviar dos teus caminhos? Por que endureces o nosso coração, para que te não temamos? Volta, por amor dos teus servos e das tribos da tua herança”.

Versos usados para contradizer os versos acima:

Jó 34,12: “Na verdade, Deus não procede maliciosamente; nem o Todo-Poderoso perverte o juízo”.

Deuteronômio 32,4: “Eis a Rocha! Suas obras são perfeitas, porque todos os seus caminhos são juízo; Deus é fidelidade, e não há nele injustiça; é justo e reto”.

Salmo 92,15: “Para anunciar que o SENHOR é reto. Ele é a minha rocha, e nele não há injustiça”.

Para considerar que o segundo grupo de versos contradiz o primeiro grupo é preciso colocar estas contradições e mistérios na conta da Escritura, o que é uma completa abominação, pois a Escritura interpreta a Escritura, e, sendo a Palavra de Deus não pode haver contradição alguma entre versos e autores bíblicos.

A única maneira de interpretar os dois grupos de versos sem contradição é, obviamente, admitindo que todas estas coisas são verdadeiras, ou seja: Em Deus criar o mal, Ele não procede maliciosamente, Ele não perverte o juízo, Ele é reto e Nele não há injustiça.  Não se pode compreender plenamente o decreto divino, pois o homem não tem esta capacidade de penetrar os arcanos de Deus, a isto temos que responder com Agostinho: Porque ele fez assim? Porque o quis.

Jonathan Edwards: “O sol não é a causa da escuridão que se segue ao ocaso, mas apenas a sua ocasião… Se a expressão autor do pecado quer dizer pecador, o agente, ou produtor do pecado, ou aquele que pratica mal, será um vitupério e uma blasfêmia supor que Deus seja o agente do pecado… Mas se autor do pecado quer dizer o permissor ou não embaraçador do pecado e, ao mesmo tempo, o que dispõe do estado dos acontecimentos de tal modo para fins e propósitos sábios, santos e mais excelentes, tal pecado, se permitido e não obstado, certamente ocorrer, não nego que Deus é o autor do pecado; não é vitupério para o Altíssimo ser, portanto, o autor do pecado”.

Para encerrar este assunto, nada como a pergunta de Zofar:

Jó 11,7: “Porventura, desvendarás os arcanos de Deus ou penetrarás até à perfeição do Todo-Poderoso?”.

Não existe, na verdade, o problema do mal como tantos teólogos, filósofos e religiosos admitem, o que existe também não é falta de entendimento da bíblia, mas a negação voluntária e a revolta do homem diante da soberania e da majestade do Criador.

Outro fator é que a malignidade, além de servir aos propósitos inescrutáveis de Deus, será completamente eliminada após o juízo final, ficando restrita ao local onde o pecado será destruído e Deus será glorificado por isto: O inferno de fogo.

Murphy – Bases Científicas: “À lei, que é impessoal, não importa se os que lhe estão sujeitos lhe obedecem ou não. Porém Deus, deseja não apenas a punição do pecado, mas a sua destruição”.

Desta forma, a malignidade irá servir à glorificação de Deus no mundo do porvir, onde por intermédio desta malignidade Deus irá demonstrar sua glória na punição de homens e anjos réprobos.

João Calvino, no primeiro volume das Institutas, vai mais longe do que a Confissão admitindo que Deus pode ser o autor do pecado sem que isto venha a provocar a mínima mancha em seu Ser ou qualidades, pois toda a responsabilidade pelo pecado cabe aos homens e anjos que venham a realizá-lo.

João Calvino – Intitutas, Volume I: “Mas, mais luz haverá em exemplos especiais. Do primeiro capítulo de Jó sabemos que Satanás, não menos que os anjos que obedecem de bom grado, se apresenta diante de Deus para receber ordens. Certamente que isso ele o faz de maneira e com propósito diferentes, todavia de modo que não possa encetar algo, a não ser que Deus o queira. E visto que, entretanto, em seguida parece explicitar-se permissão absoluta para que aflija ao santo varão, daí ser verdadeira esta afirmação: ‘O Senhor o deu, o Senhor o tirou; como aprouve a Deus, assim se fez’ [Jó 1.21]. Desta provação concluímos que Satanás e os salteadores perversos foram os ministros; Deus foi o autor. Satanás se esforça por incitar o santo a voltar-se contra Deus movido pelo desespero; os sabeus ímpia e cruelmente lançam mão dos bens alheios, roubando-os. Jó reconhece que da parte de Deus fora despojado de todos os seus haveres e em pobre transformado, pois assim aprouvera a Deus. Portanto, seja o que for que os homens maquinem, ou o próprio Satanás, entretanto Deus retém o timão, de sorte que lhes dirija os propósitos no sentido de executarem seus juízos”.

Sobre o autor

Hélio Clemente

Meu nome é Helio Clemente: Tenho 66 anos, sou engenheiro, brasileiro, divorciado, graduado pela USP em 1967. Não defendo ou divulgo nenhuma denominação em particular, cristianismo é somente o evangelho, e o evangelho é toda a Escritura, desde o Gênesis até o Apocalipse.

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