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Doutrina da salvação

JUSTIFICAÇÃO E JUÍZO – ROBBINS

Justificação e Juízo por John W. Robbins

Mateus 7,21-23:

“Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no Reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele Dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? E, em teu nome, não expulsamos demônios? E, em teu nome, não fizemos muitas maravilhas? E, então, lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade”

Esta passagem da Escritura é amplamente mal entendida. O Batista John MacArthur, o Cristão Reformado Norman Shepherd, e o Papa João Paulo II, todos eles, entendem incorretamente a passagem, e eles a entendem mal essencialmente da mesma forma. Todos eles—Batista, Reforma e Romanista—apelam ao verso 21 pela mesma razão: ele parece ensinar a salvação pelas obras, ao invés de uma salvação pelo mero crer. No final das contas, Jesus diz que somente aqueles que fazem a vontade do Seu Pai entrarão no Reino dos céus.

Em seu livro, O Evangelho Segundo Jesus, John MacArthur cita esta passagem e assevera:

“a fé real diz respeito tanto ao fazer a vontade de Deus como ao afirmar os fatos da doutrina verdadeira” (189).

A fé real, a fé salvadora, de acordo com MacArthur, é tanto sobre o que se faz como sobre o que se crê, porque Jesus trouxe uma “mensagem de obras” (79). Em seu livro, O Chamado da Graça, Norman Shepherd nos diz que “A consequência da desobediência é a exclusão do reino dos céus” (49). Assim, um crente pode ser excluído do Reino por causa de sua desobediência, porque somente a crença não é suficiente. À fé deve ser adicionada a “fidelidade pactual”. E a mais eloquente declaração das três, o Catecismo da Igreja Católica, parágrafo 1821, cita Mateus 7:21 como a prova escriturística para sua declaração de que “Em toda circunstância cada um de nós deve esperar, com a graça de Deus, perseverar ‘até o fim’ e obter a alegria do céu, como a recompensa eterna de Deus pelas boas obras realizadas com a graça de Cristo”.

Note que o Catecismo Católico menciona graça duas vezes nesta única sentença. Muitos não-católicos cultivam a equivocada impressão de que a Igreja-Estado Romana ensina a salvação pelas obras aparte da graça de Deus e de Cristo. Mas isto não é verdade, e este parágrafo reflete seu ensino de que as obras cristãs são realizadas pela graça de Deus e de Cristo. Esta comum má-representação e mau entendimento da doutrina Romana tem contribuído para (ou é causada por) uma má compreensão da doutrina bíblica. Nossas obras, nossos atos, a Bíblia ensina, não contribuem em nada, seja o que for, para a nossa salvação. Elas não são nem um instrumento para a nossa justificação nem uma condição para a nossa salvação. A diferença entre a Bíblia e Roma não é que Roma ensina a salvação pela fé e pelas obras-sem-a-graça, enquanto que a Bíblia ensina a salvação pela fé e pelas obras-com-a-graça. A diferença entre a Bíblia e Roma é que a Bíblia ensina que a nossa salvação não depende das nossas obras de forma alguma (sejam alegadamente feitas pela graça de Deus ou não), enquanto que Roma assevera que a nossa salvação depende em parte das nossas obras. A Bíblia afirma a sola fide; Roma nega-a.

Mas, voltemos ao texto.

Verso 21: “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no Reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus”.

À primeira vista, o verso 21 parece estar dizendo que a diferença decisiva entre aqueles que são excluídos e aqueles que são admitidos no Reino dos céus é a diferença entre os professos vazios e os praticantes reais da Palavra. Não é aqueles que dizem, “Senhor, Senhor”, mas aqueles que realmente fazem a vontade do Pai, que são admitidos aos céus. No verso 21, Jesus parece estar fazendo a mesma distinção que Tiago faz em 2:14: “Meus irmãos, que aproveita se alguém disser que tem fé e não tiver as obras? Porventura, a fé pode salvá-lo?”. O contraste em Tiago é entre uma pessoa que diz algo com os seus lábios, mas não dá evidência de sua fé pelas suas obras. Mas, diferentemente de Tiago, Jesus não menciona explicitamente a crença no verso 21; Ele menciona o fazer e o dizer, asseverando que o fazer a vontade do Pai, que está nos céus, é requerido para entrar no Reino dos céus, mas dizer “Senhor, Senhor” não é suficiente.

Novamente, à primeira vista, o verso 21 parece contradizer versos tais como Atos 16:31: “Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo…” e Romanos 3:28: “Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé, sem as obras da lei”; e Efésios 2:8-9: “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie”, e uma multidão de outros versos que negam que a salvação venha pelas obras.

Esta aparente contradição no Novo Testamente levanta uma dificuldade adicional: A Bíblia se contradiz? Muitos eruditos dizem: “Sim, com certeza”. Ou se eles são recatados ao invés de francos, eles dizem que a Escritura contém tensões, paradoxos e antinomias. Os eruditos aparentemente nunca consideram a possibilidade de que eles tenham compreendido erroneamente a Escritura. Eles estão prontos para atribuir dificuldades lógicas às proposições reveladas (e eles sempre adicionam que é piedoso e humilde assim fazer), mas eles nem mesmo contemplam a possibilidade de que eles podem não entender o texto. Isto seria inconcebível! Imagine! Professores e teólogos não entenderem o texto! Impossível! Portanto, o próprio texto deve ser paradoxal.

Mas, como cristãos, devemos ser humildes e dizer: “Certamente a Escritura não contém contradições, paradoxos, antinomias ou tensões”. Quando nos deparamos com o que parece ser uma contradição em nossa teologia, devemos checar nossas premissas, retornar às proposições da Escritura, e conformar nossos pensamentos ao que a Escritura não-contraditória diz.

À primeira vista, a leitura do verso 21 ainda levanta outro problema. Jesus ensina o legalismo? Aqui estou usando a palavra legalismo em seu sentido apropriado: a noção de que alguém pode obter, no todo ou em parte, a salvação pelas obras, antes do que pelo mero crer. O Papa, Shepherd e MacArthur, todos eles, apelam a este verso porque eles crêem que Jesus de fato ensina a salvação pelas obras aqui—que Ele aqui, nega a suficiência da crença somente para a salvação. O problema central no verso 21 é o significado da frase de Jesus: “aquele que faz a vontade do meu Pai, que estás no céu”. O Papa, MacArthur e Shepherd, todos eles, apelam a este verso porque eles crêem que a frase significa obras. Mas a interpretação, certamente, implica que a Bíblia se contradiz. E esta interpretação da frase não pode estar correta, por causa do que o verso 22 diz.

Verso 22: “Muitos me dirão naquele Dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? E, em teu nome, não expulsamos demônios? E, em teu nome, não fizemos muitas maravilhas?”.

Agora, se entendermos o verso 21 como o Papa, MacArthur e Shepherd entendem-no, o que Jesus diz no verso 22 é tanto inesperado como inexplicável.

Se o ponto de Jesus no verso 21 era que a fé não é suficiente, que as boas obras, ou a fidelidade pactual, ou a obediência, também é necessária para alguém ser salvo, então Jesus deveria ter dito algo como isto no verso 22: “Muitos me dirão naquele Dia: Senhor, Senhor, nós confiamos em Ti somente, nós tivemos fé em Ti somente, e cremos na Bíblia e nas suas palavras”. Mas, certamente, Jesus não diz nada desta sorte. Pelo contrário, Ele relata que muitas pessoas aparecerão diante dEle no Juízo e falarão sobre as suas obras, não sobre sua fé. Estas pessoas—aqueles que apresentam as obras—serão excluídas do Reino dos céus.

Examinemos cuidadosamente este verso.

Primeiro, Jesus diz “Muitos”. À primeira vista, o verso 21 sugere que haverá somente uns poucos entre aqueles que dirão, “Senhor, Senhor”, que serão excluídos do Reino dos céus. Jesus tinha dito, “Nem todo o que”, e, pecadores que somos, pulamos para a conclusão de que Ele quis dizer “quase todo mundo”. Mas aqui, no verso 22, Ele diz “muitos”. Muitos virão diante de Cristo Jesus e Lhe dirão, “Senhor, Senhor”, e eles serão excluídos dos Reinos dos céus.

Segundo, muitos dirão a Jesus “naquele dia”: o Dia do Juízo, quando toda pessoa prestará conta de cada pensamento, palavra e ato feito no corpo. Cada um de nós prestará conta de sua vida a Deus. Não há escapatória para este Juízo, nem liberdade condicional, nem continuação, nem diversão. O autor de Hebreus (9:27) escreve: “E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo, depois disso, o juízo”. Estes são dois apontamentos que cada um de nós cumprirá: morte e juízo. Nós estaremos em julgamento pelas nossas vidas. Nós não apareceremos nesta corte como testemunhas, vítimas, ou jurado, mas como acusados.

Terceiro, cada um de nós falará diretamente a Jesus; não haverá advogados, nem padres, nem pastores, nem bispos, nem arcebispos, nem papas, nem confessores, nem conselheiros, nem presbíteros, nem diáconos, nem igreja, nem pais, e nem amigos para nos representar e falar por nós. Cada um de nós falará diretamente a Jesus. Prestaremos conta individualmente a Deus.

Esta é a base da idéia da responsabilidade individual, não meramente na teologia, mas na lei também. A responsabilidade individual é um dos pilares da jurisprudência cristã, e aqueles que se levantam contra o indivíduo e o individualismo estão meramente demonstrando sua ignorância ou rejeição do que a Bíblia ensina sobre o papel e o significado da pessoa como um indivíduo. Cada um de nós será intimado a esta corte divina para encarar o Criador do universo. O que você dirá naquele Dia?

Jesus, em Sua misericórdia, nos diz o que muitos dirão a Ele naquele Dia: Primeiro, eles reconhecerão o Senhorio de Jesus Cristo, dirigindo-se a Ele como Senhor. Eles não dirão somente uma vez isso, mas eles repetirão: “Senhor, Senhor”. Reconhecendo a gravidade da situação, eles implorarão pelas suas vidas. Esta repetição de Senhor pode também sugerir que eles pensam que estão em termos familiares com Jesus.

Depois, eles farão a Jesus uma séria de perguntas, chamando o próprio Cristo como uma testemunha em sua defesa. Note que eles não asseverarão diretamente que eles tinham feito boas obras. Eles falarão em sentenças interrogativas, não declarativas. Por causa disto, sua defesa será realmente muito mais forte do que meras declarações suas seriam: Eles chamarão o próprio Jesus Cristo como uma testemunha de defesa deles. Eles Lhe pedirão para testificar os fatos de suas vidas: sua profecia, exorcismo e operação de maravilhas.

Alguns comentaristas têm tentado rejeitar as reivindicações destes acusados sugerindo que eles mentirão ou exagerarão, que eles não terão feito realmente o que eles reivindicarão ter feito. Não há nada no texto que apóie tal acusação. Esta má compreensão é um artifício desesperado de evitar o que Jesus está nos dizendo nesta passagem. Os acusados não farão asseverações diretas. Eles farão perguntas. Eles dirigirão perguntas a Jesus, a quem eles reconhecem como Senhor. Eles Lhe pedirão que testifique a verdade de suas reivindicações. Eles realmente terão feito estas coisas na Terra: profetizaram, expulsaram demônios e realizaram maravilhas.

Agora, o fato de que muitas pessoas terão feito estas coisas na Terra implica diversas coisas.

Primeiro, implica que estas pessoas não eram meros professos, sem obras e sem prática, como poderíamos ter concluído a partir de uma leitura superficial do verso 21. Eles não são “esquenta-banco-de-igreja”; eles não são espectadores espirituais; eles não são visitantes de igrejas que aparecem somente na Páscoa e no Natal; eles não são aqueles que não têm obras. Estas pessoas têm muitas obras, e eles intimarão o próprio Jesus para testificar de suas obras sobre a Terra. Elas não possuem um serviço somente de lábios; eles não possuem uma profissão vazia. Eles têm sido muito ativos na igreja e em outros esforços religiosos.

Segundo, não somente estas são pessoas ativas na igreja, mas eles são líderes de igreja. Elas profetizam, pregam, fazem proselitismo, ensinam; elas expulsam demônios, elas exorcizam; elas realizam muitas maravilhas—não apenas umas poucas, mas muitas maravilhas. Estas são coisas feitas publicamente, não coisas feitas num canto ou na privacidade da própria casa de alguém.

Terceiro, eles farão estas obras em nome de Jesus Cristo. Note que os acusados usarão a frase “em teu nome” repetidamente: eles profetizarão no nome de Jesus; eles expulsarão demônios no nome de Jesus; eles realizarão muitas maravilhas no nome de Jesus. Eles serão líderes nas igrejas professamente cristãs. Eles não são Budistas, realizando estas coisas em nome de Buda. Nem são eles Hindus, realizando estas obras em nome de Siva ou outro deus Hindu. Nem são eles Muçulmanos, fazendo estas coisas em nome de Alá ou Maomé. Nem são eles Judeus, fazendo estas coisas em nome de Abraão. Eles não são pagãos ignorantes do nome de Jesus; eles são cristãos professos que farão todas estas obras em nome de Jesus Cristo.

Porque eles estiveram fazendo estas coisas em nome de Jesus na Terra, eles devem saber algo sobre Jesus, talvez pelo menos que Ele é Deus. Alguns demônios sabem não menos do que isso, tais como aqueles cuja conversa com Jesus é relatada em Marcos 1:24: “Ah! Que temos contigo, Jesus Nazareno? Vieste destruir-nos? Bem sei quem és: o Santo de Deus”.

Estes acusadores sabem tanto quanto este demônio? Eles estão perdidos tanto quanto ele. Isto implica, entre outras coisas, que simplesmente reconhecer Jesus como Senhor, como o Santo de Deus, não é suficiente para salvação. A Escritura não diz que todo joelho se dobrará e toda língua confessará que Jesus é Senhor? E a Escritura não diz que algumas pessoas não serão salvas? Portanto, segue-se que confessar Jesus como Senhor é insuficiente para salvação; uma pessoa deve também confessá-Lo como Salvador.

Agora, considere a ironia da situação exegética. Os proponentes da “Salvação do Senhorio”, tais como Shepherd e MacArthur, apelam para esta passagem em Mateus 7 para apoiar sua visão de que somente a crença no Senhor Jesus Cristo não é suficiente para a salvação, que devemos também praticar o Senhorio de Cristo pela realização fiel de obras para ser salvo. Todavia, esta passagem ensina claramente que alguns daqueles que confessam Jesus como Senhor e realizam obras maravilhosas serão excluídos do Reino dos céus. Portanto, alguém pode reconhecer o Senhorio de Cristo, realizar muitas obras maravilhosas, e ainda ir para o inferno. O próprio Jesus nos adverte que muitos que confessam Seu Senhorio e realizam muitas obras irão para o Inferno. Obviamente a passagem não significa o que o Papa, MacArthur e Shepherd pensam que ela significa. Ela não é um contraste entre meros crentes (que são perdidos) e praticantes (que são salvos), pois o próprio Jesus diz que os praticantes estão perdidos.

Quarto, porque estes homens eram líderes na igreja visível sobre a Terra, sabemos que a igreja visível não é o Reino dos céus, pois estes homens serão excluídos do Reino dos céus.

Voltemos nossa atenção brevemente aos tipos de obras que estes líderes de igreja terão feito. Eles terão profetizado em nome de Jesus; eles terão expulsado demônios em nome de Jesus; eles terão realizado maravilhas em nome de Jesus. Agora, estas não são somente obras; são obras extraordinárias e sobrenaturais. De fato, elas são as maiores obras feitas por homens e entre homens, para usar a frase de John Gill. Nenhum de nós, talvez uns poucos de nós, mas certamente não este escritor, tem feito algo remotamente tão grande ou tão impressionante como estas obras. Nossas obras são ordinárias: atender à igreja, ser bons vizinhos, dar dinheiro à igreja e aos pobres, cuidar das nossas famílias, e assim por diante.

Agora, aqui está a questão: se nenhum de nós tem feito ou fará algo como as obras que estes homens terão feito, e se estes homens estão perdidos, então, que esperança há para nós? Se o próprio Jesus expulsou estes homens do Reino dos céus—estes muitos homens que realizaram tais grandes obras em nome de Jesus—que esperança nós temos? Se estes mui ativos cristãos professos, estes líderes de igreja, serão enviados ao inferno, que esperança temos de ganhar o céu?

A resposta é: Não temos nenhuma esperança, se, como estes homens, dependermos das nossas obras. Se crermos que nossas obras nos ajudam a obter a nossa salvação, não temos nenhuma esperança do céu, não importa quão grande sejam nossas obras, não importa quão fiel seja nossa obediência, a despeito de agirmos em nome de Jesus, ou de confessarmos Jesus como Senhor. Se dependermos da nossa obediência ou da nossa fidelidade pactual ou das nossas boas obras, estamos perdidos.

Este é o cerne da passagem, e da salvação. Quando estes líderes de igreja derem sua defesa no Juízo, eles oferecerão suas obras como Exibições A, B e C. O apelo deles à Jesus serão as suas obras—obras feitas em nome de Jesus, sem dúvida, mas obras sem sentido. E longe de diminuir sua culpa, o fazer obras em nome de Jesus aumentará a sua culpa diante de Deus.

Longe de ensinar “uma mensagem de obras”, Jesus nos adverte que qualquer um que vier diante dEle no Juízo e oferecer suas obras, sua fidelidade pactual, ou sua vida como sua defesa, será enviado para o inferno. Longe de ensinar que nossas obras são necessárias para a nossa salvação, Jesus aqui ensina que todas as nossas obras não contribuem com absolutamente nada para a nossa salvação.

Por que muitos não serão admitidos ao Reino dos céus? O que há de errado com a defesa deles? Jesus nos diz claramente: Eles alegarão suas próprias vidas e obras cristãs.

A defesa deles não deveria ser as suas obras, mas a justiça imputada de Cristo. Muitos serão mandados ao inferno porque eles não mencionarão que eles são pecadores salvos somente pela justiça do Homem Cristo Jesus.

Eles não mencionarão a vida perfeita, a morte sem pecado, e a ressurreição de Jesus Cristo. Eles não mencionarão a justiça de Jesus Cristo imputada àqueles que crêem nEle. Eles não mencionarão a expiação substitutiva de Jesus Cristo pelo Seu povo. Eles não mencionarão que Jesus Cristo adquiriu a salvação deles por eles. Eles não mencionarão que Jesus Cristo sofreu a penalidade do inferno devida a eles, que Jesus satisfez a justiça do Pai em favor deles.

Resumindo, eles não confessarão Jesus como Salvador, ainda que O confessem como Senhor.

Jesus em Sua misericórdia nos diz uma coisa que acontecerá no Dia do Juízo. Isto não é uma parábola; isto não é uma metáfora. Isto é uma profecia. Ela é exatamente o que muitos eruditos negam que a profecia seja: história futura. Quando Jesus usa aqui o verbo “dirão”, quando Ele fala no tempo futuro, Ele fala literalmente, e estes eventos devem acontecer. Nós devemos prestar atenção à Sua advertência e perceber que se confiamos em algo que fazemos—presença fiel na igreja, dízimo, servir como um oficial de igreja, escrever, falar, ensinar, sustentar cruzadas com milhares de ouvintes, levantar dinheiro, dar esmolas aos pobres, construir hospitais, escolas cristãs e igrejas, batismo, participação na Ceia do Senhor—estamos perdidos.

Toda a nossa justiça—Isaías não diz injustiça — são trapos da imundícia.

Jesus nos diz que muitas pessoas, no Juízo, argumentarão que elas merecem o céu, que elas têm o direito ao céu porque elas fizeram muitas obras maravilhosas em nome de Jesus. Elas não reconhecerão sua depravação, porque elas pensam que são boas pessoas. Elas não reconhecerão a Satisfação e a Expiação de Jesus, porque elas não crêem nela.

Sua oração não será, “Deus, tenha misericórdia de mim, um pecador”, mas, “Jesus, eu fiz muitas obras maravilhosas em Teu nome, e agora você deve me recompensar com o céu”.

Seja o que for que estes frequentadores e líderes de igreja possam crer sobre eles mesmos e sobre Jesus, o fato é que eles não crêem em sua própria depravação, nem na justiça imputada de Cristo. Eles não crêem que o único caminho ao céu é através de Jesus Cristo. Resumindo, eles não crêem no Evangelho, e este é o porquê eles serão condenados.

A advertência vívida que Jesus nos dá nesta passagem não é meramente sobre a futilidade das obras para a salvação. É também uma advertência sobre crer em algumas coisas sobre Deus e Jesus, mas não crer no Evangelho. Tiago nos diz que os demônios crêem em um só Deus—e eles estão perdidos. Isto significa que o monoteísmo per se não salvará ninguém.

(E se alguém sugere que é a obediência que faz da fé salvadora, parece que ninguém obedece Jesus Cristo mais prontamente no Novo Testamento do que os demônios a quem Ele fala).

Paulo recorre a este ponto em Gálatas, onde ele condena qualquer um, homem ou anjo, que traga uma outra mensagem além da justificação pela fé somente. Presumivelmente, os falsos mestres na Galácia, que estavam urgindo para que os cristãos de lá complementassem sua fé com obras, não somente criam em Deus e em Jesus como o Filho de Deus, mas na infabilidade da Escritura (o Antigo Testamento) e nos milagres de Jesus também. Talvez eles até cressem em Sua ressurreição. Mas uma crença na ressurreição de Jesus de per se não salvará ninguém. Isto é o porquê as igrejas incrédulas e apóstatas podem recitar os antigos credos da igreja: embora eles contenham algumas verdades (e alguns erros), os credos não contém o Evangelho. Considere, por exemplo, o Credo dos Apóstolos. Lemos assim na forma recebida:

Creio em Deus Pai, Todo-poderoso, Criador do Céu e da terra.

Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, o qual foi concebido por obra do Espírito Santo; nasceu da virgem Maria; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; ressurgiu dos mortos ao terceiro dia; subiu ao Céu; está sentado à direita de Deus Pai Todo-poderoso, donde há de vir para julgar os vivos e os mortos.

Creio no Espírito Santo; na Santa Igreja Universal; na comunhão dos santos; na remissão dos pecados; na ressurreição do corpo; na vida eterna. Amém.O que está faltando no Credo dos Apóstolos? Leia-o novamente: não há menção da lei de Deus, não há menção do pecado de Adão, nem uma declaração de que Jesus sofreu e morreu pelos pecados do Seu povo, nem menção de Sua obediência representativa e de Sua morte vicária, nem menção da redenção, nem menção da Sua justiça perfeita imputada a pecadores, nem menção da justificação através da fé somente. A descida de Jesus ao inferno, um evento que não ocorreu, é mencionado, e a menção do perdão dos pecados é vago o suficiente para deixar aberta a possibilidade de que a Santa Igreja Católica perdoa pecados. O Credo Niceno (325 d.C.) omite qualquer menção do pecado, menciona a palavra salvação, mas pode dificilmente ser dito que ele apresente uma explicação dela. O alargamento do Credo feito em 328 d.C. adiciona alguma explicação, mas também adiciona o erro de que a água batismal redime o  pecado.

O que nós precisamos crer foi declarado por Paulo em Romanos 3:20-28:

“Por isso, nenhuma carne será justificada diante dele pelas obras da lei, porque pela lei vem o conhecimento do pecado. Mas, agora, se manifestou, sem a lei, a justiça de Deus, tendo o testemunho da Lei e dos Profetas, isto é, a justiça de Deus pela fé em Jesus Cristo para todos e sobre todos os que crêem; porque não há diferença. Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus, ao qual Deus propôs para propiciação pela fé no seu sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus; para demonstração da sua justiça neste tempo presente, para que ele seja justo e justificador daquele que tem fé em Jesus. Onde está, logo, a jactância? É excluída. Por qual lei? Das obras? Não! Mas pela lei da fé. Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé, sem as obras da lei”.Verso 23: E, então, lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade.

Note o “e então”. Jesus pronuncia juízo somente após ouvir as alegações e defesas dos homens em julgamento. Se nunca um juiz teve o direito de condenar um acusado sem ouvir sua defesa, este juiz tem. Mas Ele é tão escrupuloso quanto a lei de Deus—e Sua lei se tornou o modelo para o processo devido nas civilizações influenciadas pelo Cristianismo—que Jesus não pronuncia juízo até que os acusados tenham apresentado suas defesas.

A declaração de Jesus, “Nunca vos conheci”, elimina outra comum perversão desta passagem. Alguns comentaristas sugerem que os homens que Jesus manda para o inferno foram uma vez crentes, e eles realizaram suas boas obras enquanto eles eram crentes; mas eles não perseveraram; eles não foram fiéis ao pacto, de forma que eles perderam sua “justificação final”. Mas isto não é o que Jesus lhes dirá: Ele dirá, “[Eu] nunca vos conheci”. Eles não dirá, “Eu anteriormente vos conheci, mas vocês foram infiéis ao pacto”. Nem Ele lhes dirá, “Eu uma vez os conheci, mas vocês desobedeceram meus mandamentos”. Jesus dirá, “[Eu] nunca vos conheci”. Estas pessoas, estes líderes de igreja, nunca foram cristãos. Eles nunca foram pré-conhecidos, eleitos, chamados, regenerados, justificados, adotados, reconciliados ou santificados. Eles podem ter sido batizados, confirmados, crismados, ordenados e canonizados, mas eles nunca nasceram de novo. Eles eram frequentadores e líderes ativos da igreja; eles fizeram muitas obras extraordinárias e maravilhosas, todas em nome de Jesus; mas eles nunca foram cristãos. Jesus Cristo nunca os conheceu.

Esta declaração elimina a doutrina romanista e arminiana, com sua soteriologia do salvo no Domingo e perdido na Segunda, bem como o Neo-legalismo de homens como Norman Shepherd e Steven Schlissel.

A salvação final dos cristãos—sua admissão ao Reino dos céus—assim como sua eleição, chamado, regeneração, adoção, justificação, reconciliação e santificação, não depende em absolutamente nada das nossas boas obras, mas somente da perfeita justiça de Cristo imputada em nós, não infundida, através da fé somente.

Os crentes têm a salvação—nós possuímos a vida eterna—no primeiro momento da fé, e o dom da salvação é irrevogável.

Note que Cristo Jesus é a única porta para o céu; Ele admite e exclui. Cristo Jesus enviará estes cristãos professos para o inferno. Note que Cristo Jesus é o único caminho para o céu. É a Sua vida, obra e morte somente que confere aos pecadores o direito ao céu. Note que Cristo Jesus é a única vida. Quando Ele diz, “Apartai-vos de mim”, Ele está condenando estes homens à morte eterna. Isto é o que o inferno é: separação de Cristo.

Jesus descreverá estas pessoas como “vós que praticais a iniquidade”. Agora, se temos visto estas pessoas na Terra—e talvez temos visto algumas delas—podemos não ter chegado a esta conclusão. Afinal, nós teríamos visto estes líderes de igreja profetizando, expulsando demônios, e realizando maravilhas sobrenaturais, tudo em nome de Jesus.

A Igreja-Estado Católica Romana os tem declarado como santos. Os evangélicos sucedâneos têm feito deles os autores e celebridades de best-sellers. Mas Jesus os chama de “vós que praticais a iniquidade”. Por que?

Ele já nos disse o porquê. Todas estas obras extraordinárias e maravilhosas feitas em nome de Jesus são iniquidade, porque elas são feitas com o propósito de obter salvação. Estas obras são iniquidade porque elas envolvem um uso ilegal da lei. A lei, Paulo nos diz, é dada para o conhecimento do pecado. Ela não é dada para que pecadores possam usá-la para obter entrada ao céu. A convicção do pecado, não a salvação, é o propósito da lei. O legalismo, por ser um uso ilegal da lei, é iniquidade. “Sabemos, porém, que a lei é boa, se alguém dela usa legitimamente”, Paulo disse a Timóteo. Mas usar a lei com um esforço para obter o céu não é legítimo; é um uso ilegal da lei; é iniquidade [Nota do Tradutor: na versão do autor o termo usado por Jesus é “lawlessness”, que pode ser traduzido como “ilegalidade, desrespeito à lei, anarquia”].

Mas se vermos alguns destes homens na Terra, somos capazes de reconhecê-los como falsos mestres, não por causa do que eles fazem, mas por causa do que eles dizem: eles ensinam a salvação pela fé e obras, pela fé e obediência, pela fé e fidelidade pactual. Eles ensinam na Terra o que eles dirão ao Senhor Jesus Cristo no Juízo. Isto é o que eles crêem.

A simples e óbvia noção de que o falso ensino é o indicador pelo qual reconhecemos os falsos mestres clarifica e explica o significado de toda a passagem. No verso imediatamente anterior ao verso 21, Jesus tinha estado advertindo acerca dos falsos profetas. Ele disse:

“Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores. Por seus frutos os conhecereis. Porventura, colhem-se uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos? Assim, toda árvore boa produz bons frutos, e toda árvore má produz frutos maus. Não pode a árvore boa dar maus frutos, nem a árvore má dar frutos bons. Toda árvore que não dá bom fruto corta-se e lança-se no fogo. Portanto, pelos seus frutos os conhecereis (Mateus 7:15-20)”.

As árvores que são cortadas e lançadas no fogo, no verso 19, são os homens a quem Jesus ordena que se apartem dele, no verso 23. Eles são os homens que têm feito obras espetaculares em nome de Jesus na Terra. Isto implica, note, por favor, que o fruto pelo qual nós devemos conhecê-los não é primariamente as suas obras, talvez nem de forma algumas as suas obras, mas a sua doutrina, o seu ensino.

Nós temos nos tornado tão acostumados a pensar em “fruto” como comportamento que temos perdido o ponto de Jesus em sua advertência contra os falsos profetas: eles são reconhecidos pela sua doutrina.

O que eles ensinam é o seu “fruto”. Isto é o porquê João nos dá um teste doutrinário em 2 João 1:7, 9-11:

“Porque já muitos enganadores entraram no mundo, os quais não confessam que Jesus Cristo veio em carne. Este tal é o enganador e o anticristo…Todo aquele que prevarica e não persevera na doutrina de Cristo não tem a Deus; quem persevera na doutrina de Cristo, esse tem tanto o Pai como o Filho. Se alguém vem ter convosco e não traz esta doutrina, não o recebais em casa, nem tampouco o saudeis. Porque quem o saúda tem parte nas suas más obras”.

A noção de que fruto é doutrina ou ensino, antes do que obras ou comportamento é tão claramente ensinada na Escritura que a dominância da visão incorreta deve ser atribuída à incapacidade de ENTENDER.

Por exemplo, Jesus em Mateus 12:32-37 diz:

“E, se qualquer disser alguma palavra contra o Filho do Homem, ser-lhe-á perdoado, mas, se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será perdoado, nem neste século nem no futuro. Ou dizeis que a árvore é boa e o seu fruto, bom, ou dizeis que a árvore é má e o seu fruto, mau; porque pelo fruto se conhece a árvore. Raça de víboras, como podeis vós dizer boas coisas, sendo maus? Pois do que há em abundância no coração, disso fala a boca. O homem bom tira boas coisas do seu bom tesouro, e o homem mau do mau tesouro tira coisas más. Mas eu vos digo que de toda palavra ociosa que os homens disserem hão de dar conta no Dia do Juízo. Porque por tuas palavras serás justificado e por tuas palavras serás condenado”.

Fruto é uma metáfora para as palavras: doutrina, pregação, ensino. Fruto mau é falso ensino (doutrina); fruto bom é ensino verdadeiro; e nós devemos julgar os homens pelos seus frutos, isto é, seu ensino (doutrina). Isto é inteiramente consistente com os testes prescritos no Antigo Testamento (Deuteronômio 13 e 18) para os falsos profetas: os testes são doutrinários. Os israelistas tinham de descrer nos falsos profetas mesmo que eles realizassem milagres e predissessem o futuro.

Jesus prescreve um teste doutrinário para os falsos profetas porque um teste comportamental não é confiável. Todos nós conhecemos incrédulos cujo comportamento é melhor do que aquele de alguns cristãos. E se fruto significa comportamento, e devemos julgá-los pelo seu fruto, então devemos concluir que eles são cristãos, a despeito do que eles dizem.

De fato, esta má compreensão de fruto como comportamento tem levado pessoas a dizerem tolices tais como “Aquele Mórmom é um homem piedoso”; ou “Ele é um bom cristão”, quando é considerado somente o que ele é .Uma Última Questão

Há, portanto, uma questão final com a qual devemos tratar. No verso 21, Jesus usa a frase: “aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus”. O que está frase significa, se ela não significa obras?

A resposta pode ser encontrada em João 6:40, onde Jesus diz, “Porquanto a vontade daquele que me enviou é esta: que todo aquele que vê o Filho e crê nele tenha a vida eterna”, e em João 6:28-29: “Disseram-lhe, pois: Que faremos para executarmos as obras de Deus? Jesus respondeu e disse-lhes: A obra de Deus é esta: que creiais naquele que ele enviou”.

A frase usada por Jesus em Mateus 7:21, “aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus”, é equivalente a crer no Evangelho. Longe de ensinar que nossas obras nos salvam, a passagem ensina que mesmo obras extraordinárias, espetaculares e maravilhosas são de nenhum valor para obter a salvação, e que o único instrumento da salvação é a simples fé do Evangelho. A fé somente nos une a Cristo. A fé somente é o instrumento da salvação. Pela fé somente somos justificados e santificados. Pela fé somente recebemos a justiça imputada de Cristo. Pela fé somente somos admitidos ao Reino dos céus.

Qual será a sua alegação, a sua defesa, no Dia do Juízo? Suas boas obras? Sua obediência? Sua fidelidade pactual? Ou sua defesa será a justiça de Cristo somente? Qualquer um que descanse em suas próprias obras (sejam alegadamente realizadas pela graça de Deus ou não), ou em alguma combinação de suas obras e as de Cristo, não entrará no céu. Qualquer um que pensar que ele merece o céu por causa de suas obras cristãs não entrará no céu. Milagres, profecias e expulsar demônios não ajudará: Judas Iscariotes fez todas estas três.

Há mil anos atrás, Anselmo escreveu um tratado para homens moribundos, dizendo-lhes o que eles deveriam dizer no Dia do Juízo. Aqui está um excerto do tratado:

Venha, então, enquanto resta vida em você. Em Sua morte somente coloque toda a sua confiança; em nada mais coloque qualquer confiança;…com esta somente se cubra totalmente; e se o Senhor teu Deus quiser te julgar, diga: Senhor, entre o Teu julgamento e eu, apresento a morte de nosso Senhor Jesus Cristo; de nenhuma outra maneira eu contendo contigo. E se Ele disser que você é um pecador, diga: Senhor, eu interponho a morte de nosso Senhor Jesus Cristo entre os meus pecados e Ti. E se Ele disser que você merece condenação, diga: Senhor, eu coloco a morte de nosso Senhor Jesus Cristo entre a minha perversidade e Tu, e Seus méritos eu ofereço por aqueles que eu deveria ter e não tenho. Se Ele disser que Ele está irado contigo, diga: Senhor eu oponho a morte de nosso Senhor Jesus Cristo entre a Tua ira e mim. E quando você tiver completado isto, diga novamente: Senhor, eu coloco a morte de nosso Senhor Jesus Cristo entre mim e Ti.

Nossa única esperança na vida e na morte é o nosso Senhor Jesus Cristo. Nada menos, nada mais, salvará. Esta, não de obras, é a mensagem de Mateus 7:21-23.

Sobre o autor

Hélio Clemente

Meu nome é Helio Clemente: Tenho 72 anos, sou engenheiro, brasileiro, divorciado, graduado pela USP em 1967. Não defendo ou divulgo nenhuma denominação em particular, cristianismo é somente o evangelho, e o evangelho é toda a Escritura, desde o Gênesis até o Apocalipse.

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