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Literatura clássica

MARIA STUART – Schiller

Maria Stuart foi uma das mais famosas rainhas do século XVI, e que teve contra si o ódio e a maldade de soberanos Ímpios. Nasceu em Linlithgow, cidade da Escócia, filha dos soberanos Jayme V. da Escócia e Maria de Loraine de Guise.

Com a morte do rei escocês e com a decisão do parlamento anulando uma futura aliança entre Maria Stuart e o príncipe Eduardo de Gales, veio uma guerra entre a Inglaterra e a Escócia.

Mandada a bordo de um vaso de guerra da esquadra de Villegaignon, a nobre e jovem escocesa chegou às terras da Gállia a 13 de agosto de 1548, onde desembarcou no porto de Roscoff. Educada na corte francesa de Henrique III, e desejada para futura esposa do príncipe Francisco, teve uma bela instrução, tendo como mestre Buchnan, Ronsard, Loraine e outros.

Os nobres franceses tinham por ela verdadeira afeição, pois o seu cabelo louro e ondulado, os olhos de um cinzento claro, a sua esbelta estatura e seu andar elegante extasiava qualquer cavalheiro.

No dia 24 de abril de 1558, realizou-se na catedral de “Notre Dame” o casamento do príncipe Francisco com Maria Stuart, fazendo com que assim a aliança entre a França e a Escócia fosse sempre assegurada.

Morrendo Henrique III, subiu ao trono da França o herdeiro Francisco, esposo de Maria Stuart. Em conseqüência de enfermidades, Francisco II morreu deixando sua jovem esposa viúva, que imediatamente resolveu rever sua pátria natal.

Maria Stuart deixou o solo francês, em 14 de agosto de 1561. E quando já ao longe, Maria Stuart viu desaparecendo os contornos do litoral francês, disse com lágrimas nos olhos a seguinte frase de gratidão: “Adeus França, adeus, França, penso que nunca mais vos hei de ver”.

Chegando à Escócia, desejosa por acalmar as revoluções religiosas, Maria Stuart nomeou para primeiro ministro, seu irmão natural Jayme Stuart com o titulo de conde de Murray, e logo depois se casou com Danrley, filho do Duque de Lennox.

Depois de trair sua própria esposa e rainha, Danrley morreu vítima de uma explosão. Maria Stuart então desposou Bothwell, um mercenário que chefiava a guarda imperial.

Batendo-se de frente com o revolucionário Murray, Bothwell perdeu a batalha. Temendo cair prisioneira dos revoltosos, Maria Stuart pediu abrigo à sua prima Isabel rainha da Inglaterra.

Depois de encarcerada injustamente no castelo de Chartley, Maria Stuart teve de comparecer a um julgamento em Fotheringhay arranjado por Walsinghan secretario de Isabel.

Apesar dos veementes apelos e protestos da França e Espanha, a sentença para a morte de Maria Stuart foi assinada.

E, na manhã de 8 de fevereiro de 1587, Maria Stuart, apoiada ao braço de seu médico francês, Bourgoing, subiu ao patíbulo, onde o gume do machado manejado pela mão férrea de um carrasco desceu sobre o seu pescoço, pondo fim à sua existência.

O Autor e a Obra

“Friedrich von Schiller foi um historiador, poeta e dramaturgo alemão, nascido na fé luterana em 10 de novembro de 1759, em Marbach, Wurttemberg.

Recebeu formação em psicologia e medicina, mas seu interesse principal residia em escrever peças teatrais e trabalhos teóricos. A vida de Schiller dividiu-se em dois períodos e atividade dramática, separados por dez anos de silêncio. Cada período de sua atividade dramática revela pontos de vista diferentes em seu próprio desenvolvimento do drama.

O primeiro período enfatiza seu ideal de liberdade moral. Este ideal surgiu de suas próprias experiências com a tirania e foi fortemente influenciado pelo idealismo kantiano. Schiller via em Kant o homem que salvara a liberdade. O princípio de liberdade moral, como posto por Kant, é o de que somente criando e atuando leis morais para si é que um homem pode se provar superior às leis da natureza, às quais permanece sujeito. Rejeitando as fronteiras que a natureza nos impõe, um indivíduo pode se tornar seu próprio mestre, garantindo- se liberdade moral.

Em seus dramas iniciais, Schiller criou um mundo em que estas idéias adquirem uma vívida realidade. O dualismo é evidente no conflito entre o protagonista e as forças que lutam contra sua liberdade. Este conflito trágico do protagonista serve para estimular o senso de liberdade moral e para inspirar a audiência por seu exemplo. O herói livremente escolhe uma situação trágica que lhe permite afirmar sua liberdade moral.

O período dramático de Schiller de liberdade moral durou até 1788. Foi então que se seguiram dez anos de silêncio. Durante este hiato, Schiller foi constantemente assediado por débitos e doenças. Em 1791 foi atacado de pleurisia e pneumonia das quais nunca se recobrou plenamente.

Sua única fonte de renda era de jornais nos quais seus trabalhos eram publicados.

Foi então que Schiller voltou suas atenções para se tornar um historiador profissional. Crê-se que ele não estava seriamente interessado na história por si mesma, mas para através dela construir sua imaginação poética. História era intrigante para Schiller porque preenchia uma lacuna em seu conhecimento. Ele conquistou um posto não remunerado como professor de história em Iena. Ele também se tornou familiar com os historiadores francês e inglês Voltaire e Watson. Todavia, em seus escritos, Schiller freqüentemente desprezava as fontes reais e dava sua própria interpretação do momento histórico.

Durante seu descanço dramático, Schiller também escreveu numerosos trabalhos teóricos sobre história e drama. Foi por esta época que Schiller divisou seu ideal de harmonia, um ideal que desenvolveria plenamente no segundo período de atividade dramática. O ideal de harmonia liga-se diretamente à beleza e como sendo uma só com a natureza. Schiller cria que a beleza aparece quando a perfeição de um objeto aparece como natureza.

Uma ação moral torna-se uma ação bonita apenas quando assemelha-se a um efeito espontâneo de natureza. Beleza moral é quando o dever se torna uma segunda natureza. O dever precisa se tornar segunda natureza, porque senão ele constrangiria a natureza e negaria sua liberdade. Uma alma bonita é quando o senso moral em uma pessoa tomou tal controle de todos os seus sentimentos que pode confiar a vontade às emoções. O ideal de harmonia ocorre quando beleza é una com natureza.

Em sua peça Maria Stuart, Schiller introduz tanto a filosofia de liberdade moral quanto a harmonia. As duas figuras principais, Maria e a Rainha Isabel, representam cada filosofia. Em Maria, a natureza é representada pela culpa e o pecado. Renunciando a elas, renuncia à natureza e alcança liberdade moral. Em Isabel, a natureza representa a qualidade humana inestimável de beleza que lhe falta. Em vão ela procura um substituto para ela, tal como poder, para que possa preencher o ideal de harmonia.”

Fonte: Dalhousie University www.dal.ca/~thtrwww/dtdp/mary/mary2.htm

Sobre o autor

Hélio Clemente

Meu nome é Helio Clemente: Tenho 72 anos, sou engenheiro, brasileiro, divorciado, graduado pela USP em 1967. Não defendo ou divulgo nenhuma denominação em particular, cristianismo é somente o evangelho, e o evangelho é toda a Escritura, desde o Gênesis até o Apocalipse.

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