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Literatura clássica

Medeia – Séneca

Medeia (Medea) é uma tragédia escrita pelo tragediógrafo e filósofo estoico latino Lúcio Aneu Sêneca e baseada na tragédia homônima de Eurípides.

Nota inaugural
A publicação da presente versão da Medeia de Séneca enquadra-se num projecto de maior envergadura, que contempla toda a produção trágica senequiana.
É sua autora Ana Alexandra Alves de Sousa, doutorada em Literatura Latina, professora da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e Investigadora do seu Centro de Estudos Clássicos.
O trabalho de anotação e de tradução realizado alcançou alguns objectivos muito meritórios e interessantes, capazes de agradar e de informar um
público vasto: uma tradução fiel ao texto latino, mas procurando um ritmo de leitura com uma cadência moderna; uma tentativa de uniformizar a tradução de certos conceitos, o que, sendo sempre difícil, tem a vantagem de manter figuras de estilo como a repetição, a aliteração e a variatio; uma economia de informação nas anotações, que procuram esclarecer de forma concisa algumas referências eruditas ou epocais do texto.
Um duplo agradecimento merece ser lavrado:
para os Doutores Arnaldo Espírito Santo, o anterior Coordenador Científico do Centro de Estudos Clássicos da Universidade de Lisboa; e para a sua sucessora, a Doutora Maria Cristina Pimentel, cujo patrocínio tornou possível a publicação, em parceria com o Centro de Estudos Clássicos e Humanísticos da Universidade de Coimbra, coordenado pela Doutora Maria do Céu Zambujo Fialho.

Francisco de Oliveira
Responsável pelo projecto Estudos Latinos
Centro de Estudos Clássicos e Humanísticos da
Universidade de Coimbra

Lucius Aneus Sêneca nasceu em Córdoba, na Espanha, no ano de 4 a.C. Conhecido como “Sêneca o Jovem”, era filho de Lúcio Aneu Sêneca o Velho, célebre orador. Devido a sua origem ilustre foi enviado a Roma para estudar oratória e filosofia. Por problemas de saúde viajou para o Egito, onde ficou até se curar. Quando regressou a Roma, iniciou sua carreira como orador e advogado, participando ativamente da vida política, e logo chegou ao Senado. Envolvido em um processo por causa de uma ligação com Júlia Livila, sobrinha do imperador Cláudio, foi exilado na Córsega durante os anos de 41 a 49. No exílio dedicou-se aos estudos e redigiu vários de seus principais tratados filosóficos, entre eles Consolationes, em que expôs os ideais estóicos clássicos de renúncia aos bens materiais e busca da tranquilidade da alma mediante o conhecimento e a contemplação. Perdoado por interferência de Agripina, sobrinha do imperador, voltou para Roma no ano de 49 e, no ano seguinte, foi nomeado pretor. Com a morte de Cláudio em 54, escreveu a obra-prima das sátiras romanas, Apocolocyntosis divi Claudii, contra o ex-imperador. Com Nero, filho de Agripina, nomeado imperador, tornou-se seu principal conselheiro e orientador político. Com o avanço dos delírios de Nero e a execução de Agripina em 59, Sêneca, depois de condescender um pouco com os maus instintos de Nero, retirou-se da vida pública em 62, passando a se dedicar exclusivamente a escrever e defender sua filosofia. No ano de 65, foi acusado de participar na conjuração de Pisão, recebendo de Nero a ordem de suicídio, que executou em Roma, no mesmo ano. Sêneca escreveu oito tragédias, que foram uma espécie de modelo no Renascimento, e inspirou o desenvolvimento da tragédia na Europa. No entanto, seu maior sucesso foram os seguintes tratados de moral: Sobre a brevidade da vida, Da felicidade e Da clemência.

Sobre o autor

Hélio Clemente

Meu nome é Helio Clemente: Tenho 72 anos, sou engenheiro, brasileiro, divorciado, graduado pela USP em 1967. Não defendo ou divulgo nenhuma denominação em particular, cristianismo é somente o evangelho, e o evangelho é toda a Escritura, desde o Gênesis até o Apocalipse.

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