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Spurgeon / Ryle

MEMORIAL DE UMA MULHER – SPURGEON

Algumas citações deste Sermão

“Havia um impulso em seu coração que jorrou como uma corrente pura transbordando cada trocadilho e questão: “Dever ou não dever, vá e o faça”, e ela toma as coisas mais preciosas que pôde encontrar, e por amor simples, guiada por seu coração renovado, ela vai de uma vez e quebra o vaso de alabastro e derrama o perfume sobre a Sua cabeça! Se ela tivesse parado um minuto para considerar, ela não poderia ter feito isso absolutamente. Se ela ponderasse e contasse e racionalizasse, ela nunca teria feito isso; mas isto foi a ação do coração, do coração invencível, a força de um impulso espontâneo, se não uma própria inspiração, contudo à cabeça com seus vários órgãos não foi concedido tempo para efetuar um conselho! Isto foi o ditame do coração total e inteiramente realizado!”

“Esta é aquela inspiração celestial do Espírito, que adentra na alma e diz: “Faça algumas grandes coisas para o seu Mestre – saia e demonstre o seu amor a Ele em alguma expedição arriscada”. Oh, se apenas obedecêssemos isso, que resultados não veríamos? Sentamo-nos e dizemos: “É razoável? Isto é esperado de mim? É o meu dever?” Não, meu Amigo, não é esperado de você! Não é o seu dever! Mas você parará de repente no mero dever? Você dará a Cristo não mais do que o Seu tributo, como você dá a César quando paga seus impostos? O quê? Se o costume é apenas um siclo, é o siclo tudo o que Ele deve ter? É um tal Mestre como este para ser servido por cálculos? Ele deve ter o Seu centavo todos os dias, assim como o trabalhador comum? Deus nos livre que toleremos tal espírito!”

“A segunda recomendação é – o que esta mulher fez foi feito puramente para Cristo e por Cristo. Por que ela não tomou este nardo e o vendeu e deu o dinheiro aos pobres? “Não”, ela poderia ter pensado: ‘Eu amo o pobre, posso aliviá-lo a qualquer momento. Ao máximo da minha capacidade eu vestiria os nus e alimentaria os famintos, mas eu quero fazer algo para Ele’,”

“Professores da escola Dominical! Pergunto-lhes, também, vocês não encontram, no ensino de sua classe, que muitas vezes se esquecem de que vocês deveriam estar ensinando por Ele? Seu ato é feito para a Igreja, para a escola, para os seus semelhantes, para os pobres, por causa das crianças – ao invés de por causa de Cristo!”

“Mas a própria beleza do ato desta mulher repousava nisto – que ela fez tudo isso para o Senhor Jesus Cristo! Você não poderia dizer que ela fez isso por Lázaro, ou o fez para os discípulos. Não, isto foi exclusivamente para Ele. Ela sentia que lhe devia tudo. Foi Ele quem tinha perdoado seus pecados, foi Ele quem abriu os seus olhos e lhe fez ver a luz dos dias celestiais; Ele que era sua esperança, sua alegria, seu Tudo!”

“Ah, meus queridos Ouvintes, aprendam esta lição, peço-vos. A cena é muito simples, mas é extremamente cativante. Vocês farão suas ações na religião muito melhor se sempre puderem cultivar o desejo de fazê-las todas para Cristo. Oh, pregar por Cristo! Que trabalho precioso é! Quando a mente está cansada e o corpo fraco, isso fará um homem forte para o trabalho e para o
sofrimento, também, se ele ouve o sussurro: “Vá e faça isto por causa do seu Mestre.” Oh, visitar o doente para Cristo e distribuir aos pobres por amor a Ele! Isso fará a labuta leve – a autonegação se tornará um prazer – isto deixará de ser autonegação por completo, se nos lembrarmos que estamos fazendo isso para Ele!”

“Estas duas recomendações foram certamente o suficiente para imortalizar esta mulher: ela obedeceu às indicações do seu coração e ela fez tudo por Ele!”

“‘Mas’, diz alguém, “você tornaria a nós todos fanáticos!” Sim, sem dúvida que este é exatamente o nome que muito em breve você ganhará e um nome muito respeitável, também, porque é um nome que tem sido suportado por todos os homens que foram singularmente bons! Todos aqueles que têm feito maravilhas para Cristo sempre foram chamados de excêntricos e fanáticos. Por que, quando Whitefield primeiramente veio a Bennington Common para pregar porque não conseguia encontrar um edifício grande o suficiente, era algo bastante inédito pregar no ar livre – como você poderia esperar que Deus ouça a oração, se não houvesse um telhado por cima das cabeças das pessoas? Como poderiam ser abençoadas as almas, se as pessoas não tinham assentos e bancos regulares de encostos elevados para sentarem-se? Whitefield foi considerado estar fazendo algo escandaloso, mas ele foi e o fez! Ele foi e quebrou o vaso de alabastro sobre a cabeça de seu Mestre e, no meio de escárnios e zombarias ele pregava ao ar livre! E o que decorreu disso? Um reavivamento da piedade e uma poderosa propagação da religião!”

“Quando os soldados de Napoleão desempenharam tais feitos únicos de ousadia na sua época, as pessoas deixaram de surpreenderem-se. Eles disseram: “Não é à toa que eles fazem isso, veja o que o líder deles faz”. Quando Napoleão, de espada na mão, atravessou a ponte de Lodi e os impeliu a prosseguir, ninguém se maravilhou que todo soldado comum foi um herói! Mas é surpreendente quando consideramos o que o Capitão da nossa salvação tem feito por nós, e estamos contentes em sermos tais nulidades cotidianas como a maioria de nós é! Ah, se nós apenas considerássemos a Sua Glória e o que Ele merece – se nós somente pensássemos em Seus sofrimentos e no que Ele é merece de nossas mãos – certamente nós faríamos algo fora do comum! Nós quebraríamos o nosso vaso de alabastro e derramaríamos o arrátel de unguento sobre a Sua Cabeça novamente!”

“Agora, eu não espero que todos vocês amem a Cristo, como eu acho que deveriam, pois talvez vocês não devem tanto a Ele quanto eu. Talvez vocês nunca tenham sido tão grandes pecadores quanto eu fui. Talvez vocês nunca tenham sido tão perdoados e nunca provaram tanto do Seu amor e nunca tiveram tanta comunhão com Ele, mas isso eu sei: se cada átomo de meu corpo pudesse tornar-se um homem e cada homem pudesse assim sofrer e ser cortado pouco a pouco – todo este sofrimento não seria uma recompensa digna pelo que Ele tem feito por mim!”

“Eu acho que existem alguns de vocês que podem levantar-se e contar a mesma história. Eu posso ao redor de alguns de vocês que eram bêbados, que juravam, mas vocês obtiveram misericórdia e, meus caros Amigos, se vocês fizerem algo extraordinário por Cristo, enquanto outras pessoas se perguntam com um olhar vago de espanto, vocês podem dizer, “Você está
maravilhado sobre mim?” – ‘Eu amo muito? Eu fui mais perdoado! Eu sou um milagre da Graça Divina!’”

“Vocês, por quem Jesus fez pouco, se existem os tais, amam pouco; mas eu vos suplico – aqueles a quem Ele amou com uma afeição extraordinária e que sentem que vocês devem muito à Sua Graça – que Ele tem feito “coisas por vós pelas quais estão alegres”, não se contentem em fazer o que as outras pessoas fazem!”

“Não é o suficiente que ela derrame o unguento com tal ousada profusão, mas ela é tão arrojada e extravagante, que tem que quebrar o vaso! Não vos maravilheis, Amados, mas admirme o entusiasmo arrebatador de sua alma piedosa. Por que, o amor é uma paixão! Se vocês apenas conhecessem e sentissem a sua veemência, nunca iriam se maravilhar com um ato tão expressivo.”

“Um poderoso impulso da devoção carrega sua alma acima de toda rotina usual; sua conduta apenas simbolizou a inspiração de uma homenagem agradecida. Um coração santificado, mais belo do que o vaso transparente de alabastro, era naquela hora quebrado! Somente a partir de um coração quebrantado as doces especiarias da Graça podem exalar o seu precioso perfume. “O amor e a dor, o nosso coração atravessando”, nós cantamos às vezes, mas oh, deixe-me dizer isso – amor, sofrimento e gratidão, o nardo, mirra e incenso do Evangelho se misturam aqui! O coração deve expandir-se e quebrar-se ou os aromas nunca encheriam a casa.”

“E, afinal de contas, esse é o melhor tipo de boa ação – uma boa obra que é feita para com Cristo – um ato de homenagem como a da fé em Seu nome e amor a Sua Pessoa ditaria! Uma boa ação para com os pobres é louvável, uma boa ação para a Igreja é excelente, mas uma boa ação para com Cristo – certamente este é um dos tipos mais elevados e mais nobres de boas obras!”

“Você terá que viajar daqui para a casa de John O’Groat antes de bater contra muitos dúzias! Eles são criaturas raras não frequentemente descobertas. Não os perturbem! Eles podem ser fanáticos, eles podem ser excessivos, mas se você deve construir um asilo para colocá-los todos dentro, seria necessária apenas uma pequena espécie de casa. Deixai-os – não há muitos que fazem muito por seu Mestre, não muitos que são irracionais o suficiente para pensar que não vale a pena viver, senão para glorificar a Cristo e engrandecer o Seu santo nome!”

“[…] busque ter seu coração cheio de amor e, em seguida, obedeça a sua primeira prescrição espiritual. Não pare, contudo o extraordinário pode ser o mandato – vá e o faça! Tenha as suas asas estendidas como os anjos diante da Verdade de Deus, e no exato momento em que o eco vibrar em seu coração, voe, voe e você estará voando você não sabe para onde – você estará sobre uma missão maior e mais nobre do que a sua imaginação alguma vez já sonhou!”

“Imagine o seu Salvador, que comprou você com o Seu sangue, de pé neste púlpito por um momento. Ele levanta as Suas mãos, uma vez rasgadas com os cravos – Ele expõe a você Seu lado, perfurado com uma lança! Agora imagine-O; perca a visão de mim por um momento e veja-o! E Ele coloca a cada um de vocês esta pergunta: “Eu sofri tudo isso por você; o que você já fez por Mim?” Responda-O! Como seguidores honestos do Cordeiro de Deus, olhe para trás e veja o que você já fez. Você tem ido, você diz, para Sua casa. Isso não era para o seu próprio benefício? Você fez isso por Ele? Você tem contribuído para Sua causa. Ah, você tem, e alguns de vocês fizeram bem tal coisa! Mas pense, o quanto você deu em proporção ao que Deus tem dado a você? O que você fez por Cristo? Bem, você, talvez, há alguns anos, ensinou as crianças para Ele na escola Dominical, mas está tudo acabado, você não tem sido um professor de escola Dominical nestes muitos últimos anos. Jesus lhe pergunta: “O que você fez para mim? Em três anos”, diz Ele, ‘Eu labutei por Sua redenção. Em três anos de agonia, de labor, de sofrimento, Eu o comprei com o Meu sangue! O que você fez por Mim nesses dez, vinte, 30 anos desde que você conheceu o Meu amor e provou do Meu poder para salvar?’”

“Para toda a Igreja de Cristo, eu tenho uma palavra a dizer. Sinto-me, e eu falo aqui de mim mesmo e de todos os cristãos como um todo. Eu sinto que a Igreja de Cristo nestes dias esquece-se muito das suas obrigações para com o Seu Mestre. Oh, na Igreja primitiva como a religião se espalhou! Isto foi porque nenhum homem pensava em sua própria vida, ou considerava qualquer coisa valiosa a ele, para que ele pudesse ganhar a Cristo e ser achado nele, por fim.”

“Nós nunca semearemos o mundo com a Verdade de Deus até que esta seja semeada com o nosso sangue novamente! ‘O sangue dos mártires é a semente da Igreja’.”

Sobre o autor

Hélio Clemente

Meu nome é Helio Clemente: Tenho 72 anos, sou engenheiro, brasileiro, divorciado, graduado pela USP em 1967. Não defendo ou divulgo nenhuma denominação em particular, cristianismo é somente o evangelho, e o evangelho é toda a Escritura, desde o Gênesis até o Apocalipse.

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