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Somos um site cristão, em conformidade com os padrões reformados, não concordamos obrigatoriamente com as opiniões emitidas nos livros postados, todavia, sabemos que um cristianismo saudável somente pode ser exercido através do conhecimento. Desta forma, sigamos o conselho do apóstolo: “Julgai todas as coisas, retende o que é bom”. Louvado seja Deus!

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Cristologia

NÃO QUEREIS VIR A MIM…

JOÃO 5,40: NÃO QUEREIS VIR A MIM…

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Por: Helio Clemente

 

João 5,40: “Contudo, não quereis vir a mim para terdes vida”.

Frequento uma academia grande aqui na minha cidade, ela tem um
sub-solo onde os carros ficam estacionados. É uma bela construção, cercada de árvores frondosas e tem um bosque bem no fundo do estacionamento.

Ontem, quando estava indo embora, observei um beija-flor que tinha entrado na garagem e se debatia entre as vigas e a laje querendo sair e não conseguia. Cheguei perto dele e tentei pegá-lo para levar ao bosque logo ao lado, mas, quando me viu ficou agitado e fugia cada vez que me aproximava. Após várias tentativas, percebendo que não iria conseguir pegá-lo, desisti.

No próximo dia, ao chegar, deparei com o corpo do beija-flor morto, caído no chão. Que coisa lamentável, a salvação esteve a um palmo dele, mas não aceitou e morreu tentando se livrar por suas próprias forças.

Assim são os homens, a Palavra é levada a eles de forma muito próxima, mas por suas próprias decisões não são capazes de escolher a salvação. Da mesma forma que o beija-flor se apavora com a presença do seu possível salvador e foge, o mesmo fazem as pessoas diante da Palavra de Deus.

Romanos 10,8-9: “Porém que se diz? A palavra está perto de ti, na tua boca e no teu coração; isto é, a palavra da fé que pregamos. Se, com a tua boca, confessares Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo”.

Muitos religiosos pretendem que as pessoas possam aceitar a Cristo por sua própria decisão e fazem os famosos apelos pedindo que estas pessoas venham à frente e façam sua decisão. É como tentar pegar o beija-flor, ele vai morrer em sua tentativa, mas não aceita a mão do salvador. Estes religiosos humanistas baseiam suas atitudes em uma parte do verso acima:

“Se, com a tua boca, confessares Jesus como Senhor”.

Esta, todavia, é a parte mais fácil e simples da coisa, mas e o resto do verso, e o contexto do livro?

Vejamos a sequência da frase escolhida:

“Em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo”.

Aqui está o âmago da questão: Confessar” ou “aceitar” com a boca é muito fácil, e o coração, aonde está?

Isaías 29,13: “O Senhor disse: Visto que este povo se aproxima de mim e com a sua boca e com os seus lábios me honra, mas o seu coração está longe de mim, e o seu temor para comigo consiste só em mandamentos de homens, que maquinalmente aprendeu”.

Uma confissão sem arrependimento, sem intenção de mudança de vida somente pode afundar o náufrago que se debate entre os destroços de sua vida. Uma confissão verdadeira somente pode seguir ao reconhecimento do pecado e ao reconhecimento da incapacidade humana, para colocar a fé somente na justiça de Cristo.

Em uma ocasião em que Jesus estava no templo com os discípulos, um fariseu orava agradecendo a Deus por ele ser uma pessoa sem pecado, melhor que todos os outros homens que eram pecadores.

Lucas 18,11: “O fariseu, posto em pé, orava de si para si mesmo, desta forma: Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros, nem ainda como este publicano”.

Vejamos quem era este publicano a que o fariseu se referia, ele não tinha coragem para entrar no templo por se julgar um pecador, e, de longe, confessava-se pecador e clamava pela misericórdia de Deus. Jesus, observando as orações destas pessoas justificou a um deles, consequentemente condenando o outro. A quem ele justificou? Ao fariseu cheio de justiça própria ou ao pecador confesso?

Lucas 18,13: “O publicano, estando em pé, longe, não ousava nem ainda levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, sê propício a mim, pecador! Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque todo o que se exalta será humilhado; mas o que se humilha será exaltado”.

Jesus justificou o publicano. Se alguém acredita na sua justiça própria, que salve a si mesmo, ninguém pode criar uma obrigação para Deus. Se uma única pessoa em toda a humanidade for salva por sua justiça própria, Jesus morreu em vão, a sua vida de perfeita obediência e o seu sacrifício foram inúteis. Jesus não veio para salvar estas pessoas que se consideram melhores que as outras, ele diz, com muita ironia, que os sãos não precisam de médico, ele veio para salvar os pecadores.

Marcos 2,17: “Tendo Jesus ouvido isto, respondeu-lhes: Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes; não vim chamar justos, e sim pecadores”.

O beija-flor poderia “aceitar” a mão que iria salvá-lo? Não poderia, pois é contra sua natureza aceitar a presença do homem tão próximo de si. Da mesma forma, o homem não aceita a mão do salvador, pois é contra a sua natureza, que foi corrompida pela queda.

Nas palavras do Dr. Bast, este é um problema que somente Deus poderia resolver. Para isto, Ele mesmo, na pessoa de seu Filho Eterno assumiu uma natureza humana e realizou a obra de redenção que o homem não era capaz de realizar.

João 3,16: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.

Então? Vai colocar sua esperança em sua justiça própria ou vai carregar a sua cruz e abrir mão de seu ego para confiar somente em Jesus? De tudo o que foi escrito até aqui, a palavra mais importante está na frase acima, ela é:

“Somente”.

Confiar em Jesus mais alguma coisa é não confiar em nada. Se a justiça própria contasse alguma coisa os discípulos seriam os fariseus e não os homens rudes e desprezados pela sociedade judaica que Jesus escolheu.

1 Coríntios 1,27: “Pelo contrário, Deus escolheu as coisas loucas do mundo para envergonhar os sábios e escolheu as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes”.

Receba a mão do salvador, mas antes, confesse a si mesmo servo do pecado, sinta sua incapacidade, lamente sua natureza corrompida. Somente assim é possível receber a Cristo, pois a fé não é algo que o homem possa desenvolver por si mesmo, mas a fé é um dom de Deus que se manifesta em humilde reconhecimento de sua misericórdia em Jesus Cristo.

Filipenses 2,13: “Porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade”.

Louvado seja Deus!

Sobre o autor

Hélio Clemente

Meu nome é Helio Clemente: Tenho 66 anos, sou engenheiro, brasileiro, divorciado, graduado pela USP em 1967. Não defendo ou divulgo nenhuma denominação em particular, cristianismo é somente o evangelho, e o evangelho é toda a Escritura, desde o Gênesis até o Apocalipse.

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