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Somos um site cristão, em conformidade com os padrões reformados, não concordamos obrigatoriamente com as opiniões emitidas nos livros postados, todavia, sabemos que um cristianismo saudável somente pode ser exercido através do conhecimento. Desta forma, sigamos o conselho do apóstolo: “Julgai todas as coisas, retende o que é bom”. Louvado seja Deus!

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Doutrina

O ANTICRISTO – B. GRITTERS

INTRODUÇÃO
O que é Anticristo? Nestes últimos dias, esta deveria ser uma pergunta
inquietante. Quem é o Anticristo? Como pode um amante de Cristo identifica-lo?
Com o que ele se parecerá? Como se comportará? Onde seu quartelgeneral
será localizado?
Se você está esperando aqui uma identificação de um homem ou
homens que são o Anticristo, ficará desapontado. Se você está esperando uma predição de quantos anos restam para o Anticristo se levantar, não encontrará aqui. Esperamos ser fiéis à tradição Reformada de exegese sóbria da Palavra de Deus e manutenção cuidadosa da fé Reformada. (Além do mais, um desejo de identificar o Anticristo tem frequentemente desviado a igreja do importante chamado presente que ela tem com respeito ao espírito do Anticristo.
Para ver o que significa isto, leia o livro até o final).
As confissões da igreja Reformada dizem pouca coisa sobre o
Anticristo. Exceto por referências passageiras, encontra-se pouco sobre
escatologia (a doutrina das últimas coisas) nas confissões Reformadas, e nada nas Três Formas de Unidade (Catecismo de Heidelberg, Confissão Belga e Cânones de Dort) sobre o Anticristo. Isto não é devido à falta de posições firmes sobre escatologia na época em que as confissões foram escritas (entre 1563 e 1619 d.C.), mas sim porque a escatologia não era um dos assuntos vitais da Reforma.
Todavia, os próprios Reformadores tiveram uma boa quantidade de
coisas a dizer sobre o Anticristo, não sistematicamente, mas por todos os seus escritos. Um tratado de Martinho Lutero, escrito um pouco antes de sua morte em 1546, tinha o seguinte título: “Contra o Papado Romano; uma
Instituição do Diabo”. Lutero começou sua santa denúncia assim: “O Pai
Mais Infernal, São Paulo III, em sua suposta capacidade como o bispo da
Igreja de Roma…” (Luther’s Works, Fortress Press, Volume 41, p. 263). Neste
tratado, ele diz que o Papa é “o cabeça da igreja maldita dos piores canalhas sobre a terra, um vigário do diabo, um inimigo de Deus, um adversário de Cristo, um destruidor das igrejas de Cristo, um professor de mentiras… um cafetão sobre todos os cafetões e gentalhas, até daquilo que não pode nem mesmo ser mencionado; um Anticristo…” (ibid., p. 357-358).
No tratado de Calvino de 1544 d.C., intitulado “A Necessidade de
Reformar a Igreja” (Selected Works of John Calvin, Volume 1, parte 1, Tratados, Baker: 1983), Calvino diz: “Eu nego que a Sé (o trono Católico Romano de autoridade: BLG) seja Apostólica, onde nada é visto senão uma
impressionante apostasia – nego que o Papa seja o Vigário de Cristo, o qual,
Monergismo.com – “Ao Senhor pertence a salvação” (Jonas 2:9) ao perseguir furiosamente o evangelho, demonstra por sua conduta que é o
Anticristo…” (pp. 219, 220).
A Confissão de Westminster, um credo presbiteriano do século seguinte,
inclui um artigo no qual identifica ousadamente o Papa como o Anticristo.
“Não há outro Cabeça da Igreja senão o Senhor Jesus Cristo; em
sentido algum pode ser o Papa de Roma o cabeça dela, mas ele é aquele
anticristo, aquele homem do pecado e filho da perdição que se exalta na
Igreja contra Cristo e contra tudo o que se chama Deus” (capítulo 25,
art. 6).
Como herdeiros da Reforma e aqueles que são ordenados a discernir os
sinais dos tempos, também estamos preocupados com o Anticristo.
Consideraremos, então, a identidade do Anticristo, seu propósito e método,
nosso chamado para nos opor a ele e sua destruição certa.

Sobre o autor

Hélio Clemente

Meu nome é Helio Clemente: Tenho 72 anos, sou engenheiro, brasileiro, divorciado, graduado pela USP em 1967. Não defendo ou divulgo nenhuma denominação em particular, cristianismo é somente o evangelho, e o evangelho é toda a Escritura, desde o Gênesis até o Apocalipse.

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