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Natureza de Deus

O PROBLEMA DO MAL

O “PROBLEMA DO MAL”

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Por: Helio Clemente

 

A finalidade do bem e do mal foge completamente ao alcance da compreensão finita do homem sendo que a malignidade determinada por Deus se destina certamente a um bom propósito, mesmo que não esteja ao alcance do homem compreender esta finalidade.

Muitos teólogos e religiosos tentam retirar de Deus a criação do mal no mundo, desta forma acabam criando uma teologia controversa e duvidosa, fugindo daquilo que Deus declara sem rodeios na Escritura e apelando para outros versos que julgam contrários, criando, desta forma contradições e mistérios bíblicos que simplesmente não podem existir, veja abaixo uma análise destes versos, primeiro os de sentido positivo e depois os outros utilizados indevidamente como negação.

A criação do mal – versos positivos:

Isaías 45,7: “Eu formo a luz e crio as trevas; faço a paz e crio o mal; eu, o SENHOR, faço todas estas coisas”.

Este verso transmite diretamente as palavras de Deus, esta é uma proclamação majestosa, feita pessoalmente por Deus e revelada pelo profeta. Se Deus está aqui declarando pessoalmente de forma clara e direta que ele cria o mal, qual a razão dos contorcionismos de tantos teólogos e religiosos que se propõem a defender Deus daquilo que ele mesmo declara? Veja na sequência dos versos positivos a este respeito e depois os versos usados para contradizê-los (infelizmente é este o termo a ser usado) e depois os comentários.

Salmos 75,7: “Deus é o juiz; a um abate, a outro exalta”.

Eclesiastes 7,13: “Atenta para as obras de Deus, pois quem poderá endireitar o que ele torceu?”.

Lamentações 13,37-38: “Quem é aquele que diz, e assim acontece, quando o Senhor o não mande? Acaso, não procede do Altíssimo tanto o mal como o bem?”.

Isaías 63,17: “Ó SENHOR, por que nos fazes desviar dos teus caminhos? Por que endureces o nosso coração, para que te não temamos? Volta, por amor dos teus servos e das tribos da tua herança”.

Versos usados para “contradizer” os versos acima:

Jó 34,12: “Na verdade, Deus não procede maliciosamente; nem o Todo-Poderoso perverte o juízo”.

Deuteronômio 32,4: “Eis a Rocha! Suas obras são perfeitas, porque todos os seus caminhos são juízo; Deus é fidelidade, e não há nele injustiça; é justo e reto”.

Salmo 92,15: “Para anunciar que o SENHOR é reto. Ele é a minha rocha, e nele não há injustiça”.

Para considerar que o segundo grupo de versos contradiz o primeiro grupo é preciso colocar estas contradições e mistérios na conta da Escritura, o que é uma completa abominação, pois a Escritura interpreta a Escritura, e, sendo a Palavra de Deus não pode haver contradição alguma entre versos e autores bíblicos.

A única maneira de interpretar os dois grupos de versos sem contradição é, obviamente, admitindo que todas estas coisas são verdadeiras, ou seja: Em Deus criar o mal, Ele não procede maliciosamente, Ele não perverte o juízo, Ele é reto e Nele não há injustiça. Não se pode compreender plenamente o decreto divino, pois o homem não tem esta capacidade de penetrar os arcanos de Deus, a isto temos que responder com Agostinho: Porque ele fez assim? Porque o quis.

Para encerrar este assunto, nada como a pergunta de Zofar:

Jó 11,7: “Porventura, desvendarás os arcanos de Deus ou penetrarás até à perfeição do Todo-Poderoso?”.

Não existe, na verdade, o problema do mal como tantos teólogos, filósofos e religiosos admitem, o que existe também não é falta de entendimento da bíblia, mas a negação voluntária e a revolta do homem diante da soberania e da majestade do Criador.

Sobre o autor

Hélio Clemente

Meu nome é Helio Clemente: Tenho 66 anos, sou engenheiro, brasileiro, divorciado, graduado pela USP em 1967. Não defendo ou divulgo nenhuma denominação em particular, cristianismo é somente o evangelho, e o evangelho é toda a Escritura, desde o Gênesis até o Apocalipse.

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