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Cristologia

O SEGUNDO PERÍODO CRISTOLÓGICO

O SEGUNDO PERÍODO CRISTOLÓGICO

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Por: Helio Clemente

 

O Cristo histórico: No final do século XVIII e início do século XIX de nossa era, aconteceu uma mudança crítica no estudo e concepção da pessoa de Cristo: O Jesus histórico tomou lugar do Jesus teológico. Desta forma, o Cristo sobrenatural deu lugar ao homem Jesus, um homem divinizado em lugar do Deus encarnado.

Esta doutrina teve sua expressão máxima em Schleiermacher, este ponto de vista antropológico da pessoa e natureza de Cristo teve consequências desastrosas para a igreja, que continua nesta direção antropocêntrica até os dias atuais, transformando Jesus em um grande mestre e um exemplo de vida a ser seguido.

Por esta doutrina espúria Jesus deixa de ser o Deus encarnado e imanente que adquiriu a redenção e a vida eterna para os eleitos de Deus para se transformas em um mero exemplo de vida.

Hegel vai mais longe, em seu conceito panteísta do universo Deus encarnou em toda a humanidade, sendo que a encarnação representa a união de Deus com a totalidade dos homens existentes, desta forma todos os homens são divinizados e trazem em si a dignidade e capacidade para executar o bem e agradar a Deus.

O Cristo das obras: Albrecht Ritschl fundamenta sua cristologia nas obras e não na pessoa de Cristo. Segundo ele, Cristo era um homem comum, mas pela relevância de suas obras foi alçado à divindade, ele foi o fundador do reino de Deus e pelas suas obras e seu exemplo, induz os homens a participarem do reino em uma vida de amor dentro do cristianismo. Mais uma vez, Cristo é transformado em um grande mestre e um exemplo a ser seguido pelos homens.

As doutrinas deste segundo período são humanistas e extremamente agradáveis aos homens, e, tornaram-se centrais na igreja cristã contemporânea, com exceções cada vez mais raras em todas as denominações e religiões cristãs ao longo de todo o mundo, mesmo as mais tradicionais.

Sobre o autor

Hélio Clemente

Meu nome é Helio Clemente: Tenho 72 anos, sou engenheiro, brasileiro, divorciado, graduado pela USP em 1967. Não defendo ou divulgo nenhuma denominação em particular, cristianismo é somente o evangelho, e o evangelho é toda a Escritura, desde o Gênesis até o Apocalipse.

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