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Cristologia

OS OFÍCIOS DE CRISTO – SACERDOTE

OS OFÍCIOS DE CRISTO – SACERDOTE

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Por: Helio Clemente

O próximo ofício de Cristo a ser tratado, é o de sacerdote: Enquanto o profeta é o representante de Deus junto aos homens, o sacerdote é o representante dos homens perante Deus.

– Sacerdote: A função principal do sacerdócio judaico era o oferecimento de dádivas e sacrifícios pelo pecado do povo.

Hebreus 5,1-2: “Porque todo sumo sacerdote, sendo tomado dentre os homens, é constituído nas coisas concernentes a Deus, a favor dos homens, para oferecer tanto dons como sacrifícios pelos pecados, e é capaz de condoer-se dos ignorantes e dos que erram, pois também ele mesmo está rodeado de fraquezas”.

Jesus Cristo ofereceu a si mesmo em lugar dos eleitos. Como sacerdote e como Deus o seu sacrifício é eterno e único, nada mais é necessário ou permitido em adição a isso. O ofício de sacerdote é essencial para a vida de seu povo, pois Jesus Cristo, após a ressurreição, assentou-se à destra da Majestade, onde intercede continuamente pelos crentes atendendo seus pedidos e orações dirigidas pelo Espírito. Da mesma forma como o sacerdote era essencial para a vida do povo no Velho Testamento, a segurança do cristão encontra-se inteiramente na morte sacrificial de Jesus.

Hebreus 8,1: “Ora, o essencial das coisas que temos dito é que possuímos tal sumo sacerdote, que se assentou à destra do trono da Majestade nos céus”.

A obra sacerdotal de Cristo encontra sua autoridade na expiação que ele fez através do sacrifício de si mesmo para propiciação da ira de Deus, e tem sua realização no estar assentado à destra da Majestade, onde intercede eficazmente pelos eleitos de Deus que lhe foram dados antes da fundação do mundo.

Apocalipse 1,5-6: “E da parte de Jesus Cristo, a Fiel Testemunha, o Primogênito dos mortos e o Soberano dos reis da terra. Àquele que nos ama, e, pelo seu sangue, nos libertou dos nossos pecados, e nos constituiu reino, sacerdotes para o seu Deus e Pai, a ele a glória e o domínio pelos séculos dos séculos. Amém!”.

Pelo sacerdócio de Cristo, todos os eleitos justificados se tornam também sacerdotes para o Deus Pai, desta forma, os cristãos não são apenas adotados, mas também são constituídos em sacerdotes diante de Deus. Vemos assim, que a obra sacerdotal de Cristo é totalmente devotada aos eleitos, que são santificados e se tornam sacerdotes.

1 Pedro 2,9: “Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz”.

Este sacerdócio dos crentes tem um objetivo definido: Para proclamar as virtudes daquele que os chamou das trevas para a luz, ou seja, o crente se torna sacerdote, em Cristo, com o fim de prestar o testemunho de Cristo, este é o sacerdócio cristão, não existe outra finalidade dentro desta função.

1 Timóteo 2,6: “O qual a si mesmo se deu em resgate por todos: testemunho que se deve prestar em tempos oportunos”.

Esta obra sacerdotal, no entanto, tem sua validade em toda a história da humanidade, seja através dos sacrifícios que antecediam a lei, ou através dos holocaustos oferecidos conforme estabelecidos na lei, os quais prefiguram a Cristo que haveria de vir, pois não era lícito ao sacerdote adentrar ao santo dos santos sem o sangue da expiação.

Hebreus 9,12: “Não por meio de sangue de bodes e de bezerros, mas pelo seu próprio sangue, entrou no Santo dos Santos, uma vez por todas, tendo obtido eterna redenção”.

A prova de que a redenção obtida por Cristo é válida no Velho e no Novo Testamento está na profecia de Daniel, que estabelece os tempos determinados para a unção definitiva do Santo dos Santos: As setenta de duas semanas de Daniel, que culminam na vida, paixão e morte de Cristo.

Daniel 9,24: “Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade, para fazer cessar a transgressão, para dar fim aos pecados, para expiar a iniquidade, para trazer a justiça eterna, para selar a visão e a profecia e para ungir o Santo dos Santos”.

Charles Hodge: “Os efeitos e benefícios alcançados pela obra de Cristo são os que fluem do oficio sacerdotal em nosso favor. Estes benefícios são:

– A expiação de nossa culpa;

– A propiciação de Deus;

– Nossa consequente reconciliação com Ele; de onde fluem todas as bênçãos subjetivas da vida espiritual e eterna.

Estes benefícios não são conseguidos por ensinamentos, nem por influência moral, nem por exemplo, nem por nenhuma mudança interior operado em nós. Por isto, Cristo é verdadeiramente um sacerdote no pleno sentido escriturário do termo”.

Sobre o autor

Hélio Clemente

Meu nome é Helio Clemente: Tenho 72 anos, sou engenheiro, brasileiro, divorciado, graduado pela USP em 1967. Não defendo ou divulgo nenhuma denominação em particular, cristianismo é somente o evangelho, e o evangelho é toda a Escritura, desde o Gênesis até o Apocalipse.

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