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Comentários Bíblicos

OSÉIAS – Introdução e comentário

PREFÁCIO DO AUTOR
Viver com Oséias tem sido um privilégio maravilhoso. Há anos sua
mensagem vem participando regularmente do que medito, leio e ensino.
Seu papel destacado na história humana e na revelação divina combina-se
com uma surpreendente habilidade literária, dando uma contribuição
insubstituível à minha vida. Não consigo imaginar-me como ser humano,
e muito menos como cristão, sem a riqueza do pensamento político, moral
e espiritual de Oséias.
Não que eu compreenda totalmente o livro. Qualquer pessoa que
dedique muito tempo a Oséias e a seus colegas de ofício profético ficará
ao mesmo tempo frustrada e enriquecida. Eles viveram numa cultura cujos
contornos não são fáceis de reconstruir. Falaram numa língua que sempre
nos será estrangeira. Além disso, apresentaram uma visão avassaladora e,
ao mesmo tempo, misteriosa da majestade de Deus na criação, de Sua
soberania na história e de Sua compaixão por Seu povo. Mas o que
conseguimos captar vale todo e qualquer esforço, por ser tão abrangente
a visão deles e tão pertinentes, à vida e ao destino do homem, as suas
palavras.
As obras de outros estudiosos enriqueceram e facilitaram meu
trabalho. A literatura sobre Oséias produzida nos últimos quarenta anos
(um período a que, em geral, me restringi arbitrariamente) é volumosa.
Pude apenas vasculhar por alto, mas incluem-se aí alguns dos melhores
comentários bíblicos já produzidos. Escrever tendo ao lado as obras de
Hans Walter Wolff, Francis Andersen e David Noel Freedman, James
Mays, Edmond Jacob e Jörg Jeremias não apenas despertou uma admiração
de cunho acadêmico como também me levou a uma compreensão
maior do que significa “a comunhão dos santos”.
Este comentário procurou manter em equilíbrio várias ênfases para
se atingir o objetivo desta série. Ressaltou-se a unidade estrutural e
temática de Oséias, juntamente com a variedade de formas literárias e
técnicas estilísticas. Examinou-se o contexto e propósito de cada passagem
como um preparativo para o aprofundamento em cada versículo. Toda a
abordagem transpira a convicção de que cada parte só pode ser entendida em relação ao contexto mais amplo do trabalho do profeta. Há esboços de
implicações teológicas e sugestões de contribuições para o restante das
Escrituras.
A Edição Revista e Atualizada serviu de texto básico. Suas citações
geralmente aparecem em itálico. As outras versões principais em língua
portuguesa (e, quando necessário, traduções livres de versões em inglês)
são especialmente úteis em Oséias, cujo texto hebraico está repleto de
palavras, formas e estruturas que continuam desconcertando os estudiosos.
Sendo eu um desses desconcertados, peço a indulgência dos
leitores que acham que têm de desembaraçar um emaranhado de
discussões textuais e lexicais a fim de captar o âmago da mensagem
profética. A exegese bíblica é como a primeira regra do golfe: é preciso
dar a tacada onde a bola está. Temos de apanhar o texto tal como se
encontra e tirar o melhor proveito dele. Em certos trechos de Oséias, não
há um modo fácil de fazê-lo.
Devo reconhecer a oportunidade que tive de compartilhar trechos
deste material em público, visto que o debate com amigos e colegas
melhorou sensivelmente a qualidade de meu trabalho. Foram particularmente
proveitosas as conversas que acompanharam as Conferências
D ay-Higginbotham no Southwestern Theological Seminary, as
Conferências Teológicas anuais nos Associated Mennonite Biblical
Seminaries, um curso na Academy of Homiletics e as Conferências E. Y.
Mullins no Southern Baptist Theological Seminary. Acrescentem-se a essa
lista os nomes de incontáveis alunos em dezenas de aulas, cujas perguntas
e sugestões ajudaram-me a ver as questões com maior clareza.
Devo uma palavra de agradecimento à minha equipe de trabalho,
Vera Wils, Steven Pattie, Dr. John McKenna, Elsie Evans e Shirley Coe,
que suportaram com paciência a minha compulsão de terminar o livro,
foram fiéis na execução do difícil trabalho de organização e datilografia
dos diversos rascunhos e usaram de habilidade para, ao mesmo tempo, dar
conta das outras responsabilidades.
A dedicatória à minha esposa Ruth é um gesto de reconhecimento
do fato de ela ter convivido com a obra de Oséias tanto quanto eu. Mais
do que isso, a firmeza de seu incentivo para que eu desse prioridade ao
comentário, paralelamente a meus deveres rotineiros de administração e
ensino, é um dos principais motivos de ele estar pronto. Juntos, oferecemos
este livro, orando para que suas páginas sejam janelas que se abrem para as maravilhas do amor soberano e da responsabilidade humana —
maravilhas que os profetas conheceram ao se encontrar com Deus,
maravilhas que suas palavras inspiradas proclamaram à sua geração e às
gerações que vêm se seguindo há quase três milênios.
DavidAllan Hubbard

Sobre o autor

Hélio Clemente

Meu nome é Helio Clemente: Tenho 72 anos, sou engenheiro, brasileiro, divorciado, graduado pela USP em 1967. Não defendo ou divulgo nenhuma denominação em particular, cristianismo é somente o evangelho, e o evangelho é toda a Escritura, desde o Gênesis até o Apocalipse.

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