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Patrística

PADRES APOSTÓLICOS – PAIS DA IGREJA

INTRODUÇÃO

  1. Quem era Clemente Romano?
    Não se trata de uma pergunta retórica. Membro da família imperial? Colaborador do apóstolo Paulo? Ex-escravo sagrado bispo pelas mãos de Pedro? Autor da carta aos Hebreus? Todas essas hipóteses já foram propostas. Desse modo, as informações que temos sobre Clemente Romano vão desde as lendárias até testemunhas fidedignas.
    Segundo um romance siríaco, datado, provavelmente, dos começos do século III, Clemente teria empreendido uma longa viagem, percorrendo o mundo em busca da verdade. Ao longo dos caminhos,
    perdeu-se e, juntamente, os traços, as referências de todos os seus parentes, restando só. Foi então que encontrou são Pedro e se tornou seu discípulo. Sucessivamente, reencontrou todos os seus parentes
    perdidos, donde o título da obra que teria escrito Recognitiones = Reconhecimentos.
    Segundo as Pseudo-clementinas, Clemente era membro da família imperial dos Flávios. Menos fé merece a opinião de Díon Cássio de que Clemente era o próprio cônsul Tito Flávio Clemente, sobrinho do imperador Domiciano, executado em 95-96, por professar a fé cristã. Conjectura-se, ainda, que Clemente teria sido escravo da família Flávia. Liberto, converteu-se e se pôs a serviço da Igreja.
    Outros o identificam com o colaborador de Paulo: “Rogo também a ti, Sízigo, fiel companheiro, que lhes prestes auxílio, porque me ajudaram na luta pelo evangelho, em companhia de Clemente e
    dos demais auxiliadores meus (…)” (Fl 4,3). Orígenes tenha sido, talvez, o primeiro a afirmar que Clemente Romano é o mesmo da lista dos colaboradores de Paulo de Fl 4,3 (cf. In Ioan. 6,36; De Principiis 2,3,3.) A antiguidade aceitou esta identificação, especialmente, porque se apoiava no testemunho de Orígenes e de Eusébio de Cesaréia: “(…) Anacleto, tinha sido bispo da Igreja dos romanos durante doze anos, foi substituído por Clemente que o Apóstolo, em sua carta aos Filipenses, declara ter sido seu colaborador (…)” (HE, III,15). Jerônimo, sempre nas pegadas de Eusébio, repete:
    “A estes (isto é, aos virgens de ambos os sexos) escreve uma carta Clemente, sucessor de Pedro Apóstolo, e de quem Paulo faz menção em quase todo seu discur- so o entreteceu sobre a pureza da
    virgindade” (Adv. Iovinianum, VII).
    Ireneu de Lião, por sua vez, recolhe uma informação de que Clemente teria sido o 3º sucesssor de Pedro, no episcopado de Roma, e conhecera pessoalmente Pedro. Tertuliano acredita que Clemente
    teria sido consagrado pelo próprio Pedro, mas teria renunciado em favor de Lino e só assumiu o episcopado depois da morte de Anacleto. Contudo, os críticos modernos não vêem razões para se dar crédito a estas afirmações.
  2. Autor da carta aos Hebreus?
    Tentando responder quem seria autor da carta aos Hebreus, se Paulo, Lucas ou Clemente, Orígenes diz: “Se tivesse que dar minha opinião, diria que o fundo ou os pensamentos são, certamente, do Apóstolo; porém, o estilo e a composição, de alguém que consignava as recordações apostólicas e que apostilara, por assim dizer, o dito pelo mestre. Pois bem, (…) a história que chegou até nós é dupla.
    Uns dizem que a escreveu Clemente, e que foi bispo dos romanos, outros, que Lucas, o autor do Evangelho e dos Atos”a.
    Enumerando todos os seguidores dos apóstolos na tarefa de evangelizar, Eusébio retém apenas dois nomes que se avantajavam entre tantos ilustres: “Entre os que brilhavam naquele tempo (…) um
    número elevado de discípulos (…) É-nos impossível enumerar (e citar) por seus nomes todos os que, então, desde a primeira sucessão dos apóstolos, tornaram-se pastores ou evangelistas (…). Tais são,
    sem dúvida, Inácio nas cartas que indicamos, e Clemente, na carta recebida por todos, que endereçou em nome da Igreja dos romanos, à Igreja dos coríntios. Nesta carta, expõe muitas idéias (tiradas) da
    carta aos Hebreus e emprega com fórmulas próprias que dela toma (HE, III, 37-38,1). Na seqüência, Eusébio afirma: “Paulo, diz-se, dirigiu-se aos hebreus na sua língua materna. Sua carta foi traduzida
    pelo evangelista Lucas segundo uns, e, segundo outros, por Clemente. Das duas hipóteses, esta pareceria bem mais verdadeira. De uma parte, a epístola de Clemente e a epístola aos Hebreus conservam a mesma característica de estilo e, de outra parte, os pensamentos nos dois escritos têm um parentesco próximo” (ibidem, 38,1-3). Se, de um lado, nada pode ser afirmado com segurança, o parentesco pode, por outro lado, ser observado em textos como este, por exemplo: “Caríssimos, este é o caminho no qual encontramos a nossa salvação: Jesus Cristo, o sumo sacerdote de nossas ofertas, o protetor e o auxílio da nossa fraqueza. Por meio dele, fixamos nosso olhar nas alturas dos céus; por meio dele, contemplamos, como em espelho, sua face imaculada e incomparável; por meio dele, abriram-se os olhos do nosso coração; mediante ele, nossa mente obtusa e obscura reflorece para a luz; mediante ele, o Senhor quis fazer-nos experimentar o conhecimento imortal”. “De fato, ele, sendo o resplendor de sua majestade, é tanto superior aos anjos quanto o nome que herdou é mais excelente”.
    Assim está escrito: “Ele fez dos ventos os seus mensageiros e da chama de fogo os seus servidores”b.
    Por causa desse parentesco e porque sua Carta revela, pelo conteúdo e pela forma um
    conhecimento amplo do Antigo Testamento, julgou-se que Clemente seria de origem judaica. Provas?
    As abundantes citações, algumas longas, transcrevendo passagens dos Salmos, de Isaías, de Jó, dos sapienciais denotam um bom domínio das Escrituras veterotestamentárias. Frases, paralelismos, hebraísmos, empregados com freqüência, pleiteiam esta hipótese. Os apócrifos judaicos também são citados (Assunção de Moisés, apócrifo de Ezequiel). Por isso diz Lebreton: “A contemplação habitual da obra criadora, a paternidade divina concebida como a relação que religa o Demiurgo às suas criaturas melhor que como o laço íntimo nascido da adoção divina: era este o quadro tradicional do pensamento religioso dos judeus, Clemente o recebe e o respeita”c. Percebe como sua formação fundamental está vazada no AT. Para advertir aos coríntios das conseqüências de sua “sedição”, faz desfilar ante seus olhos figuras e personagens do AT. Invoca os exemplos do AT e os vai desfilando em passagens mais importantes, próprias para reconduzi-los à paz, à concórdia, à humildade e à obediência. De fato, Clemente parece depender estreitamente do judaísmo helenístico. Destacam-se,
    ainda, em sua Carta, empréstimos ou citações de Eurípedes, de Sófocles (poetas trágicos gregos). Por outro lado, a ausência de toda alusão aos problemas judaicos, nenhuma discussão sobre o legalismo
    judaico (sábado, circuncisão), são os principais argumentos contra sua origem judaica.
  3. Autor da Carta aos coríntios
    Conforme testemunhas mais fidedignas, Clemente de Roma é mesmo o autor da Carta aos coríntios. Todos os manuscritos e versões da Carta trazem como título: Carta de Clemente aos coríntios. Por sua vez. Eusébio narra duas testemunhas antigas de peso em favor desta autoria: a de Hegesipo, provavelmente de origem judaica, que passando por Corinto, chegou a Roma durante o pontificado de Aniceto (155-166). Em suas Memórias, Hegesipo fala da Carta de Clemente aos coríntios (cf. EH, IV, 22,1). Outra testemunha fornece o próprio bispo de Corinto, Dionísio, numa carta dirigida ao papa Soter no ano 170. Nela, Dionísio menciona a Carta de Clemente aos coríntios e revela que, desde muito tempo, segundo um antigo costume, era lida nas assembléias dos fiéis: “Hoje, diz ele ao papa Soter, celebramos o santo dia do Senhor, durante o qual lemos vossa carta.
    Continuaremos a lê-la sempre como advertência, como fazemos, de resto, com a que anteriormente nos enviou Clemente” (HE, IV,23,11). No livro III,16, de sua HE, Eusébio ainda se refere a uma carta de Clemente (como autêntica), longa e admirável, que ele “redigiu da parte da Igreja dos romanos para a Igreja dos coríntios, a propósito de uma sedição que então se levantara em Corinto. Soubemos que em muitas Igrejas se fazia, outrora, a leitura pública desta carta, e ainda hoje é lida, nas assembléias. E que tal sedição se produzira, Hegesipo é um testemunho digno de fé”.
    Embora o nome de Clemente não apareça em nenhum lugar da carta, há elementos suficientes que o indicam como autor. Ela aparece, assim, como um escrito autêntico. Segundo opinião de L. Lemarchand, “o que parece mais perto da verdade é que a carta atual resulta da fusão de textos de caráter homilético ou litúrgico com o texto da carta. A carta de Clemente se compõe, para o presente, da carta primitiva dirigida à comunidade de Corinto e de extratos de homilias provindas do mesmo autor, que logo cedo foram intercaladas. O capítulo 64, inserido entre duas menções de mensageiros,
    constituiria um fim de homilia muito conveniente”d.
  4. Motivo da carta
    A comunidade de Corinto parece ter vivido em constante conflito. Já em 55, quatro anos após sua fundação, encontrava-se agitada por divisões e escândalos a ponto de ser advertida por Paulo, nestes
    termos: “Eu vos exorto, irmãos (…), guardai a concórdia uns com os outros, de sorte que não haja divisões entre vós; (…) Com efeito, meus irmãos, pessoas da casa de Cloé me informaram de que existem rixas entre vós” (1Cor 1,10-12). Contudo, a julgar por aquilo que Paulo escreve dois anos mais tarde, a comunidade de Corinto não parece dar mostras de muita melhora. Planejando uma viagem, pretende passar por Corinto, mas está apreensivo: “Com efeito, receio que, quando aí chegar, não vos encontre tais como vos quero encontrar (…). Tenho receio que haja entre vós discórdias, inveja, animosidade, rivalidade, maledicências, falsas acusações, arrogância, desordens. (…) e eu
    tenha de prantear muitos daqueles que pecaram anteriormente e não se terão convertido da impureza, da fornicação e das dissoluções que cometeram” (2Cor 12,20-21).
    Quarenta anos mais tarde, Clemente de Roma é informado sobre o tumulto que toma conta da comunidade. Clemente pretende, embora com algum atraso, escrever para apaziguar e restabelecer a ordem na comunidade. O conflito parece realmente grave se dermos crédito aos caps. 46,5 e 47,4, onde Clemente destaca o estado de ânimo em que se encontra a comunidade: “Por que haver brigas, ódios, disputas, divisões e guerras entre vós? (…) Por que esquartejamos e rasgamos os membros de Cristo? Por que nos revoltamos contra o nosso próprio corpo, chegando a tal ponto de loucura?
    Esquecemo-nos de que somos membros uns dos outros? (…) Vossa divisão perverteu a muitos, desencorajou a muitos, fez com que muitos duvidassem, e nos entristeceu a todos. E vossas dissensões
    continuam!”. E, recordando o que já acontecera no passado, a advertência de Paulo, continua: “Dessa forma, com vossa insensatez, fazeis blasfemar o nome do Senhor e acarretais para vós mesmos grave perigo” (44,4,6; 51,1,3).
    O conflito consiste, substancialmente, numa revolta de alguns membros contra os presbíteros:
    “Caríssimos, é vergonhoso, muito vergonhoso e indigno de conduta cristã ouvir-se dizer que a firme e antiga Igreja de Corinto, (…) está em revolta contra os seus presbíteros” (47,6). Este ato vergonhoso é
    resultado da ação de uns poucos, talvez, jovens, como se pode deduzir de 3,3, no sentido de depor os ministros da comunidade: “E nós vemos que, apesar da ótima conduta deles, removestes alguns das funções que exerciam de modo irrepreensível e honrado”. Como se deu o fato e qual seu conteúdo específico, Clemente não o diz em lugar nenhum de sua carta. Como romano, Clemente lê os acontecimentos na ótica da paz e da harmonia. Tudo o que vem desarranjar esta “paz e harmonia” é julgado como execrável ou “revolta abominável e ímpia” (1,1). Para ele, este ato é extremamente negativo, caracterizado em 1,1 e 46,7 de “loucura”. Assim, para solucionar o conflito, isto é, para que
    sejam restabelecidas a paz e a harmonia, Clemente recomenda como remédio eficaz, a conversão e o exílio voluntário: que os revoltosos se sacrifiquem ao bem comum (caps. 51-58).
  5. Datação da carta
    Esta carta foi redigida, provavelmente, pelos fins do reinado de Domiciano (81-96), ou o começo do reino de Nerva (96-98). Como Clemente se expressa, na introdução, referindo-se a “desgraças e
    adversidades imprevistas, que nos aconteceram uma após outra, acreditamos ter demorado muito para dar atenção às coisas que entre vós se discutem”, acredita-se que ele se refira à segunda perseguição
    movida por Domiciano que terminou em 95 ou 96. Portanto, embora alguns historiadores prefiram datá-la de 97 ou 98, o melhor seria tomar como data mais provável, o fim do reinado de Domiciano,
    isto é, 95-96.
    Numerosos fragmentos de duas cartas sobre a virgindade, chegadas até nós numa versão siríaca de 1470, em nome de Clemente, são, na verdade, escritos do século III, recolhidas por um compilador do
    século VII. Atribui-se, ainda a Clemente, um grupo de 20 homilias, 10 livros de Recognitiones (Reconhecimentos), sob o nome, hoje, de Pseudo-clementinas.
  6. Conteúdo da carta
    Trata-se de uma carta longa, com 65 capítulos. Abre-se com um prólogo breve, seguido de duas partes longas. A primeira parte é genérica (caps. 4-36). Aborda considerações, admoestações morais
    com o objetivo de restabelecer a paz e a concórdia na comunidade de Corinto. Dá instruções de caráter geral, adverte os fiéis de Corinto sobre a inveja e como bani-la, e fazer penitência, recomenda a obediência, a fé, a piedade, a hospitalidade e humildade a exemplo de Cristo. A ordem do universo é modelo de concórdia e paz. Além do exemplo de Cristo, Clemente invoca constantemente os exemplos
    das virtudes do Antigo Testamento.
    A segunda parte, caps. 37-61, insiste sobre a hierarquia eclesiástica e a necessidade da submissão às legítimas autoridades. Para isso, mostra como formamos um corpo em Cristo e como neste corpo deve reinar a unidade e não a desordem, pois Deus quis e quer a ordem nas alianças.
    Se na primeira parte, Clemente se revela um conhecedor profundo do judaísmo, nesta segunda parte, revela-se um romano assumido. Mostra-se um amante da ordem, da disciplina, defensor da hierarquia, aferrado ao cumprimento do dever, da contínua chamada à ordem e à disciplina, uma característica do espírito romano. Não só admira a disciplina militar, mas a propõe como exemplo a ser seguido no interior da comunidade. Vejamos esta passagem com a qual abre a segunda parte:
    “Irmãos, militemos com toda a nossa prontidão sob as ordens irrepreensíveis dele. Consideremos os soldados que servem sob as ordens de nossos governantes: com que disciplina, docilidade e submissão eles executam as funções que lhes são designadas! Nem todos são comandantes, nem chefes de mil, nem chefes de cem, nem chefes de cinqüenta, e assim por diante. Cada um, porém, no seu próprio posto, executa aquilo que lhe é prescrito pelo rei e pelos governantes” (37,1-3). Por isso, elevará ele mesmo e pedirá à comunidade orações por “nossos príncipes”, “por nossos governantes e príncipes”.
    Mas é o mundo inteiro que lhe aparece como um exército absolutamente regulado, no curso dos astros, na sucessão das estações, germinação dos frutos da terra, na alternância dos dias e da noite. “Daí que, na ordem humana, sobretudo no serviço divino e na Igreja, tudo deve se fazer em boa ordem, ocupando cada um o seu lugar, do modo, na hora e no lugar por Deus determinado. Seja, pois, por origem, seja por formação e assimilação do ambiente, podemos qualificar Clemente, em sentido pleno e profundo, de “Romano”e.
    Os caps. 62-65 formam a conclusão geral. Neles, Clemente sumariza o que disse e faz votos de que se restabeleça a ordem e a paz na comunidade de Corinto.
    Pontos importantes que poderiam ser sublinhados, nesta carta, além dos já mencionados: a) Do ponto de vista da História da Igreja, Harnack vê aí “a melhor introdução à História antiga da Igreja”.
    Ela se torna importante também para a jurisdição eclesiástica, sucessão apostólica, hierarquização dos membros da comunidade, mostrando como os fiéis são inferiores aos presbíteros e para a liturgia. A Igreja aparece fundada sobre a autoridade imediata dos apóstolos. É una, apostólica, corpo de Cristo.
    Os ministros não podem ser depostos. b) Do ponto de vista cristológico, revela fé na divindade de Cristo, na ressurreição dos mortos; fé nas três pessoas divinas, na mediação de Cristo que está no
    centro de sua teologia, na redenção pelo sangue. Ele é o sumo sacerdote das ofertas, o protetor e o socorro da nossa fraqueza. Um é o Cristo como um é o Deus e um é o Espírito (46,6). Cristo é o esplendor da majestade de Deus (36,2). Por meio dele, podemos fixar nosso olhar no alto dos céus e contemplar a sublime semelhança de Deus (36,1-2). No Filho, Deus Pai quis nos escolher como seu povo. O Espírito Santo inspirou as Escrituras (45,2), a pregação da penitência, por meio dos profetas, outrora, pelos apóstolos, agora (62,2). Ele plenifica os fiéis de seus dons e piedade, de paz (2,2) e realiza a unidade (46,5-6). O Pai, o Filho e o Espírito Santo compõem três atividades distintas sobre o
    plano da economia divina.
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Sobre o autor

Hélio Clemente

Meu nome é Helio Clemente: Tenho 72 anos, sou engenheiro, brasileiro, divorciado, graduado pela USP em 1967. Não defendo ou divulgo nenhuma denominação em particular, cristianismo é somente o evangelho, e o evangelho é toda a Escritura, desde o Gênesis até o Apocalipse.

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