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Comentários Bíblicos

Poéticos – Eclesiastes e Cantares – Introdução e comentário

Se é necessário uma pessoa que tenha sofrido bastante, a fim de escrever um comentário de Jó; se tão-somente um rebelde recuperado é capaz de comentar o livro de Jonas, talvez a única pessoa capaz de comentar o Eclesiastes seja um cínico que tenha abandonado o mundo, desiludido e cheio de desgosto. Se isto for verdade, eu me qualifico.
Trata-se de uma experiência pela qual muitos passaram, e da qual alguns nunca emergem. Assim sendo, não é de surpreender-se que se encontre um círculo bem diversificado de admiradores de Eclesiastes, todos com um senso de coleguismo em relação ao autor, a quem consideram “ um cínico gentil” . A partir de perspectivas muitíssimo diferentes, homens têm encarado a vida como, segundo as palavras de W. E. Henley:

…fumaça espiralada
que se desprende do pavio instável,
em volteios, em lufadas, em devaneios
circunvolutos,
Irrealidade fina e vã
mergulhando no vácuo.
O mesmo fim para o casebre e o palácio,
Para a prisão e o tribunal!
A mesma chama consome igualmente
Sabedorias e loucuras.
Para isso mesmo é que viemos:
Ó vaidade das vaidades!

(Of the Nothingness o f Things —
“Das coisas reduzidas a nada”)

Dou meu testemunho de que a advertência do Pregador, embora áspera e realista, é o único remédio para essa moléstia em questão. “Um punhado de descanso” (Ec 4:6) vindo dAquele que controla “ o tempo e as estações” , o Deus de Qoheleth e meu Deus, é a única cura possível.
Atiro este pedaço especial de pão sobre as águas, com uma oração para que os outros possam realizar a mesma descoberta.

Esta pequena oferta deve muito ao aconselhamento e ajuda do Rev. J. A. Motyer, na época em que ele ensinava no Seminário Teológico de Clifton, e eu costumava sair de Tyndale Hall para conversar a respeito de Eclesiastes. Mais recentemente, apréfciei muito a ajuda do Professor D. J. Wiseman, da Escola de Estudos Africanos e Orientais. Não haveria necessidade de dizer que a interpretação global de Eclesiastes é de minha autoria. Alegra-me verificar que um artigo recente de R. N. Whybray (“Qoheleth, Pregador de Alegria” , Journal for the Study o f the Old Testament, 23, 1982, págs. 87-98) está disposto a conceder mais peso ao lado alegre de Eclesiastes do que em geral se tem feito.
Tal artigo foi publicado demasiado tarde para que eu pudesse fazer referência a ele no texto.
Meus agradecimentos à senhora Caroline Mullenix, quç datilografou os manuscritos, e à minha esposa que, mediante oração, deu existência ao manuscrito, quando eu não tinha, absolutamente, tempo para escrever. Tive o privilégio de partilhar este material com a congregação da Igreja Batista de Nairobi, nos domingos pela manhã, quando fui seu pastor. As bênçãos daquela série especial de sermões ainda permanecem comigo.
Oro no sentido de que Deus possa usar este comentário para estimular novos estudos de Eclesiastes, a fim de que outros possam ser conduzidos, como eu o fui, do desespero para uma cosmovisão na qual Deus é Deus, no Qual as pessoas encontram descanso. Que se aprenda um vislumbre dAquele que preenche o vazio em Eclesiastes, o Senhor
Jesus Cristo.
Michael Eaton

Sobre o autor

Hélio Clemente

Meu nome é Helio Clemente: Tenho 72 anos, sou engenheiro, brasileiro, divorciado, graduado pela USP em 1967. Não defendo ou divulgo nenhuma denominação em particular, cristianismo é somente o evangelho, e o evangelho é toda a Escritura, desde o Gênesis até o Apocalipse.

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