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SALVAÇÃO ETERNA
Alguns argumentam em favor de uma redenção universal, baseando-se em passagens bíblicas que sugerem que alguns pelos quais Cristo morreu, ainda podem se perder.
Doutrina da salvação

SALVAÇÃO ETERNA – JOHN OWEN

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Revisão, diagramação e versos acrescentados (RA) por: Helio Clemente

Explicação sobre aqueles versículos que parecem sugerir que aqueles por quem Cristo morreu, ainda podem perecer.

Alguns argumentam em favor de uma redenção universal, baseando-se em passagens bíblicas que sugerem que alguns pelos quais Cristo morreu, ainda podem se perder. Neste caso, deixa de ser um problema a afirmação de que Ele morreu por todos, e, contudo, falhou em salvar a todos.

Permita-me dizer, primeiramente, que embora alguns pelos quais Cristo morreu estejam supostamente perdidos, isso não prova que Ele morreu por todos os que estão perdidos! E, de fato, negamos que qualquer versículo bíblico sugira realmente que algum dos eleitos de Deus possa perder-se.

Portanto, vamos examinar as passagens tão usadas por aqueles a quem nos opomos.

1 – Romanos 14,15: “Se, por causa de comida, o teu irmão se entristece, já não andas segundo o amor fraternal. Por causa da tua comida, não faças perecer aquele a favor de quem Cristo morreu”.

Afirma-se que Paulo neste texto ensina que alguém por quem Cristo morreu, pode perecer. Respondemos que não é afirmada tal coisa. Paulo não faz mais do que nos alertar sobre aquilo que não devemos fazer. Sermos alertados sobre determinada coisa não quer dizer que podemos fazer essa coisa.

Além disso, precisamos nos lembrar de que as Escrituras usam os termos “santos” e “irmãos” para descrever todos aqueles que professam ser membros da Igreja de Cristo. Esta passagem não prova que alguém por quem Cristo morreu pode perder-se; ela pode apenas provar que alguns que consideramos nossos “irmãos” não o eram realmente, se eles estiverem eventualmente perdidos.

2 – 1 Coríntios 8,11: “E assim, por causa do teu saber, perece o irmão fraco, pelo qual Cristo morreu”.

Afirma-se também que neste versículo é ensinado que alguém por quem Cristo morreu vai se perder. Respondemos que não é necessário, de maneira alguma, que a expressão “perecerá”, nesta passagem, signifique perdição eterna. O pecado é sempre destrutivo, embora nem sempre conduza à destruição eterna, pois alguns pecadores são salvos por Cristo.

Demais disso, esse que é chamado de “irmão” não significa senão que ele professa ser irmão. Não há prova aqui que alguém por quem Cristo morreu está eternamente perdido.

3 – 2 Pedro 2,1: “Assim como, no meio do povo, surgiram falsos profetas, assim também haverá entre vós falsos mestres, os quais introduzirão, dissimuladamente, heresias destruidoras, até ao ponto de renegarem o Soberano Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição”.

Antes que este versículo possa ser usado para provar que Cristo morreu por todos os homens, incluindo aqueles que perecem, tem que ser demonstrado que:

A – A expressão “o Senhor” significa o Senhor Jesus Cristo;

B – O termo “resgatou” significa redenção pela morte de Cristo;

C – Estes doutores eram verdadeiros crentes e não meros professos;

D – Algum dos eleitos de Deus possa perecer, e;

E – A morte de Cristo foi por todos.

Mas essas coisas são todas muito incertas, e não fornecem base para se inferir uma redenção universal. Ademais, o apostolo João nos afirma que estes falsos mestres saíram do nosso meio, mas não eram dos nossos.

1 João 2,19: “Eles saíram de nosso meio; entretanto, não eram dos nossos; porque, se tivessem sido dos nossos, teriam permanecido conosco; todavia, eles se foram para que ficasse manifesto que nenhum deles é dos nossos”.

Isto também pode ser mostrado da seguinte forma:

– A palavra usada para “Senhor” nesta passagem (2 Pedro 2,1 – veja acima) não é a palavra grega comumente usada para o Senhor Jesus Cristo em outras passagens do Novo Testamento. A palavra aplica-se mais a Deus, como o Mestre ou o Possuidor de todos os homens;

– A palavra “resgatado” é geralmente ligada com certas outras palavras, tais como: “com sangue” ou “pela morte” ou “por um preço” quando se refere à morte de Cristo. A ausência dessas palavras nesta passagem a deixa em aberto, de modo que resgatado aqui se refere simplesmente a uma libertação geral de algum mal desta vida – como no versículo 20 desta passagem.

2 Pedro 2,20: “Portanto, se, depois de terem escapado das contaminações do mundo mediante o conhecimento do Senhor e Salvador Jesus Cristo, se deixam enredar de novo e são vencidos, tornou-se o seu último estado pior que o primeiro”.

Tudo o que é pretendido aqui é que Deus, em sua bondade, preserva algumas pessoas de passar pelos piores males deste mundo. Contudo, por seus ensinamentos falsos, eles negam Aquele que assim os preserva, e portanto acabam em destruição.

Como pode alguém, com base nisso, provar que Cristo morreu por todos os homens?

4 – Hebreus 10,29: “De quanto mais severo castigo julgais vós será considerado digno aquele que calcou aos pés o Filho de Deus, e profanou o sangue da aliança com o qual foi santificado, e ultrajou o Espírito da graça?”.

Finalmente, argumentando com base neste versículo, afirma-se que se alguns santificados puderem pisar Cristo. Então isso deve significar que. Ele morreu por eles, mas falhou em salvá-los.

Nós respondemos da seguinte maneira:

– O que se pretende aqui é mostrar a seriedade da apostasia. Era uma coisa séria violar a lei de Moisés. Quanto mais sério é violar o evangelho do Filho de Deus;

– As pessoas aqui referidas são aquelas que professam serem crentes. Isso não significa que elas o são realmente;

– O escritor está usando uma admoestação para evitar que qualquer um de seus leitores se perca. Ele diz: “se vivermos deliberadamente em pecado…”.

Hebreus 10,26: “Porque, se vivermos deliberadamente em pecado, depois de termos recebido o pleno conhecimento da verdade, já não resta sacrifício pelos pecados”.

Isto não prova que crentes verdadeiros podem continuar a agir assim (A eleição é para fé, mudança de vida e santificação). Da mesma maneira, Deus avisou a José que fugisse para o Egito, a fim de que Herodes não matasse o bebê Jesus. O aviso foi dado, não porque Jesus pudesse ser morto (os propósitos de Deus eram obviamente outros), mas para assegurar que Ele não fosse morto.

– Ser “santificado pelo sangue da aliança” não prova, necessariamente, que estes são aqueles pelos quais Cristo morreu. Os apóstolos, ao tratar com as igrejas, frequentemente chamavam os crentes de “santos”, num sentido coletivo. Isto não prova que cada indivíduo fosse santo.

– Aqueles que haviam sido batizados eram referidos como “santificados”, no sentido de que, dessa forma, eram distinguidos das pessoas não batizadas (O batismo não é e nunca foi prova de eleição, é apenas uma declaração pública de compromisso).

– Se se insistir que aqueles que pisam Cristo são verdadeiros crentes, no entanto perdidos, então temos que admitir que:

1 – Fé e santidade não são necessariamente as marcas dos eleitos de Deus;

2 – Os verdadeiros crentes podem ser separados de Cristo.

Contudo já provamos o contrário dessas duas afirmações. Esta passagem (Hebreus 10,29) deixa claro àqueles que professam meramente ser cristãos, quão terrível é o pecado de violar aquilo que eles professam (A leviandade de sua fé será duramente castigada). E, ao mesmo tempo, admoesta os crentes verdadeiros, a fim de que eles não cometam esse pecado.

E, portanto, com a ajuda do Senhor, tenho vos dado uma clara explicação sobre as passagens das Escrituras que tão frequentemente são usadas por aqueles que presumem provar que Cristo morreu por todos os homens, e assim estabeleci nossa tese principal, provando que Cristo morreu somente pelos eleitos de Deus.

Sobre o autor

Hélio Clemente

Meu nome é Helio Clemente: Tenho 72 anos, sou engenheiro, brasileiro, divorciado, graduado pela USP em 1967. Não defendo ou divulgo nenhuma denominação em particular, cristianismo é somente o evangelho, e o evangelho é toda a Escritura, desde o Gênesis até o Apocalipse.

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