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Escatologia

ÚLTIMOS DIAS – ÚLTIMO DIA – A. HOEKEMA

ÚLTIMOS DIAS – ÚLTIMO DIA: A. HOEKEMA

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Revisão, diagramação e versos acrescentados (RA) por: Helio Clemente

Os escritores do Novo Testamento, mesmo reconhecendo que há um sentimento de que estamos nos últimos dias agora, começam igualmente a falar acerca de duas eras: a era presente e a era porvir. São usados três tipos de expressão para descrever a era porvir:

A “era vindoura” (ho aion erkomai) – Lucas 20,35: “Mas os que são havidos por dignos de alcançar a era vindoura e a ressurreição dentre os mortos não casam, nem se dão em casamento”.

A “era porvir” (ho aion mellon) – Mt 12,32: “Se alguém proferir alguma palavra contra o Filho do Homem, ser-lhe-á isso perdoado; mas, se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será isso perdoado, nem neste mundo nem no porvir”.

O autor de Hebreus, por exemplo, afirma que certas pessoas, nos seus dias, tinham provado “os poderes da era porvir” (mellontos aionos).

Hebreus 6,5: “E provaram a boa palavra de Deus e os poderes do mundo vindouro”.

Paulo, em Efésios 2,7, fala inclusive sobre as eras porvir: “Para que nas eras porvir (en tois aiosin tois èperchomenois) ele possa mostrar a suprema riqueza da sua graça em bondade para conosco em Cristo Jesus” (ASV).

A percepção de que haverá uma era futura distinta da presente é tão perspicaz que há várias passagens nas quais as duas eras são mencionadas conjuntamente. Em Lc 20.34-35, Jesus responde a pergunta ardilosa dos saduceus acerca da ressurreição dizendo: “Os filhos deste mundo (aiomos toutou) casam-se e dão-se em casamento; mas os que são havidos por dignos de alcançar a era vindoura (aionos ekeinou) e a ressurreição dentre os mortos, não casam nem se dão em casamento”.

Uma justaposição similar das duas eras é encontrada em Mt 12.32: “Mas se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será isso perdoado nem neste mundo (touto to aionil) nem no porvir (to mellonti)”. Numa outra passagem, o tempo presente (kairos) é contrastado com a era porvir – Lucas 18,29-30: “Em verdade vos digo que ninguém há que tenha deixado casa, ou mulher, ou irmãos, ou pais, ou filhos por causa do reino de Deus, que não receba no presente (kairo touto) muitas vezes mais, e no mundo porvir (to aioni to erchomeno) a vida eterna”.

A partir de passagens como estas, fica claro que os escritores do Novo Testamento aguardavam por uma era vindoura, que deveria seguir-se à presente era.

Encontramos uma ilustração muito interessante da justaposição das duas eras no uso que o Novo Testamento faz das expressões: “últimos dias” e “o último dia”.

Últimos dias: Como já vimos, Pedro em seu sermão no dia de Pentecostes, disse que o período introduzido pelo derramamento do Espírito Santo constitui os “últimos dias”; em outras palavras, nós estamos nos últimos dias agora.

O último dia: Quando a expressão é encontrada no singular (“o último dia”), entretanto, ela nunca se refere à era presente, mas sempre à era porvir, geralmente ao Dia do Juízo ou ao dia da ressurreição. Assim, por exemplo, ouvimos Jesus dizer – João 6,39: “E a vontade de quem me enviou é esta: Que nenhum eu perca de todos os que me deu; pelo contrário, eu o ressuscitarei no último dia (eschate hemera)”.

Expressões similares são encontradas nos versos 40,44 e 54 deste capítulo sexto do evangelho de João. Em João 11,24 é relatado que Marta fala acerca de seu irmão Lázaro: “Eu sei que ele há de ressurgir na ressurreição no último dia”.

E em João 12,48, Jesus diz: “Quem me rejeita e não recebe as minhas palavras, tem quem o julgue; a própria palavra que tenho proferido, essa o julgará no último dia”.

Em outros termos, de acordo com os autores do Novo Testamento nós estamos agora nos “últimos dias”, mas o “último dia” ainda está porvir.

Concluímos, então, que a natureza da escatologia do Novo Testamento pode ser resumida sob estas três observações:

(1) O grande evento escatológico predito no Antigo Testamento já aconteceu na paixão e morte de Jesus Cristo;

(2) Aquilo que para escritores do Antigo Testamento representava um movimento é visto agora como envolvendo dois estágios: a era presente e a era do futuro;

(3) A relação entre estes dois estágios escatológicos é que as bênçãos da era presente são penhor e garantia de bênçãos maiores no porvir.

Conclusão: Os crentes não devem procurar com ansiedade bênçãos materias nesta vida terrena, mas aguardar com tranquilidade as promessas de Cristo, que são para o mundo do porvir.

Sobre o autor

Hélio Clemente

Meu nome é Helio Clemente: Tenho 72 anos, sou engenheiro, brasileiro, divorciado, graduado pela USP em 1967. Não defendo ou divulgo nenhuma denominação em particular, cristianismo é somente o evangelho, e o evangelho é toda a Escritura, desde o Gênesis até o Apocalipse.

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